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Letra
Não encontrei a letra ou os créditos desta música
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Letra
E olha ao longe a praia
O bote aguentou
Bom vento sopra forte
Que é para lá que eu vou
Formosa e segura
Venha quem vier
Finalmente livre
Sem nada a temer
Uns dizem que não posso
Outros que não sou capaz
Se aprovam ou reprovam
A mim tanto faz
Passou a tempestade
O momento chegou
É hora de mostrar quem eu sou
Até podem rogar-me pragas
Ou lançar-me às feras
Insistirem encaixar-me
Onde eu não couber
Já não vou ficar mais pequena
Podem atar-me o mundo à perna
Para me ver aos tombos
E apoiar-se nos meus ombros
Que eu sinto-me leve
Leve como uma pena
O medo atrapalha
A ilusão confunde
A obra boca e abre
A boca a meio mundo
E se o que eu for for feito
E o que eu fizer for meu
Pode não ser perfeito
Mas há de ser eu
Caíram rios de chuva
O vento igual lá fora
A pouco e pouco o temporal
Foi acalmando agora
Já só falta uma nuvem
Para o sol brilhar
É hora de por isto a andar
Até podem rogar-me pragas
Ou lançar-me às feras
Insistirem encaixar-me
Onde eu não couber
Já não vou ficar mais pequena
Podem atar-me o mundo à perna
Para me ver aos tombos
E apoiar-se nos meus ombros
Que eu sinto-me leve
Leve como uma pena
Dias e dias
Carregando um fardo
Que afinal não era meu
À procura de uma resposta
E a resposta
A resposta
Pelos vistos a resposta
Sou eu
Letra e Música/Lyrics and Music: Jorge Cruz
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Depois de ter editado "Ciúme", o primeiro single do seu álbum de estreia a solo, "Nome Próprio", Ana Bacalhau lança um blogue, onde pretende mostrar as suas inspirações, influências, paixões, alegrias e tristezas. A escrita foi a sua primeira paixão e a partilha do dia-a-dia, em palco ou fora dele, integram este novo espaço como uma oportunidade de proximidade entre Ana Bacalhau e o seu público, abrindo as portas do seu mundo a quem quiser entrar.
O blogue reúne crónicas escritas por Ana Bacalhau, fotografias oficiais e pessoais, informações sobre a sua carreira, vídeos, clipping. Há ainda espaço para a divulgação de eventos e datas de concertos.
"Nome Próprio" tem edição prevista para dia 20 de Outubro e já se encontra em pré-venda no iTunes e na Fnac, loja que tem uma edição exclusiva com uma canção extra: "Dama da Noite", de António Zambujo e João Monge.
Samuel Úria, Jorge Cruz, Nuno Prata, Afonso Cruz, Nuno Figueiredo, Capicua, Márcia, Carlos Guerreiro e Francisca Cortesão são outros dos nomes que constam de "Nome Próprio". Ana Bacalhau também se aventura na composição em "Deixo-me Ir", canção para a qual escreveu a letra, o mesmo acontecendo em "Só Eu" e "Menina Rabina" (ambas com música de Janeiro).
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Letra
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“Ciúme”
Letra e Música/Lyrics and Music: Miguel Araújo
Letra
Foi ali
resvés Campo de Ourique
que apanhei o Salvador
embasbacado com o Tejo.
Gingavam, cardumes de varinas,
poetas pelas esquinas,
Ah, coisa linda,
o tocar de uma guitarra.
Subi
como Gaivota, o mar à proa,
Soluçando esta Lisboa
Deslumbrando na calçada,
As glórias, as praias prometidas
A história de outras vidas
E às Janelas
As velhinhas em Armada.
Ali
na terra do castiço,
a sardinha amantizou-se com o sal.
Santo António abençoou a embriaguez,
O amor é belo nas vielas de Lisboa,
Na mordedura das pautas de estendal,
Quando esta gente
De triste canto
Rasga o pranto
a marchar pela tradição.
A improvável, inverosímil,
toponímia da Marcha Popular
Não olha a meios, de fartos seios
O povo sai à rua enfeitado para bailar.
Vai desci
Mergulhei com andorinhas,
Toureei nas entrelinhas
A mourama aburguesada.
Floriram entre pés de Alfarrabistas
Caravelas de turistas
de Meias brancas
a comer a sujidade.
Ali,
No largo do desejo,
Velha bica de azulejo,
brota em barda a liberdade.
Lisboa, branquinha, de pele nua
O romantismo continua,
Ai, Não é crime
Ir lá matá-la com saudade.
Ali,
Na terra do castiço
Há Manjericos, com estribilhos e tintol,
Há Bailaricos a cair na madrugada.
O povo é rei, gaiato que à toa,
Sorrindo nos agarra num Anzol.
De sapatinho,
Bem engraxado
Vai ao Marquês
A marchar pela tradição.
Letra e Música de Artur Serra
Arranjos MARAFONA
Letra
Talvez seja isto a solidão
Este nó no coração
Apertado com saudade
Talvez seja isto o abandono
Como as folhas do Outono
Que se espalham na cidade
Talvez seja só isto que sobra
Quando o tempo vem e cobra
A alegria que nos deu
Talvez seja só isto que resta
Quando nada já nos presta
Quando tudo já doeu
O que mais custa
É não saber de ti
Não saber se me esqueceste
Não saber se me perdeste
Não saber se te perdi
Talvez se eu voltasse a ser brinquedo
Eu matasse este meu medo
De já não servir ninguém
Talvez se eu voltasse à tua mão
Se acabasse a escuridão
E ouvisse mais além
Talvez seja isto que magoa
O vento e o tempo não perdoa
E que o teu amor passou
Talvez seja assim que tudo acaba
Pode ser que talvez nada
Nos avise que acabou
O que mais custa é não saber de ti
Não saber se me esqueceste
Não saber se me perdeste
Não saber se te perder
O que mais custa é não saber de ti
Não saber se me esqueceste
Não saber se me perdeste
Não saber se te perder
Letra
I was driving across the burning desert
When I spotted six jet planes
Leaving six white vapor trails across the bleak terrain
Like the hexagram of the heavens
Like the strings of my guitar
Amelia, it was just a false alarm
The drone of flying engines
Is a song so wild and blue
It scrambles time and seasons if it gets thru to you
Then your life becomes a travelogue
For the picture post card charms
Amelia, it was just a false alarm
People will tell you where they've gone
They'll tell you where to go
But till you get there yourself you never really know
Where some have found their paradise
Others just come to harm
Amelia, it was just a false alarm
I wish that he was here tonight
It's so hard to obey
His sad request of me to kindly stay away
So this is how I hide the hurt
As the road leads cursed and charmed
I tell amelia, it was just a false alarm
The ghost of aviation
She was swallowed by the sky
Or by the sea, like me she had a dream to fly
Like Icarus ascending
On beautiful foolish arms
Amelia, it was just a false alarm
Maybe I've never really loved
I guess that is the truth
I've spent my whole life in clouds at icy altitude
And looking down on everything
I crashed into his arms
Amelia, it was just a false alarm
I pulled into the cactus tree motel
To shower off the dust
And I slept on the strange pillows of my wanderlust
I dreamed of seven forty sevens
Over geometric farms
Letra
Não encontrei a letra desta música
Letra
Não encontrei a letra desta música

A vocalista dos Deolinda, Ana Bacalhau, atua com um espetáculo em nome próprio, no Festival Caixa Alfama, que se realiza nos dias 19 e 20 setembro, em diferentes palcos daquele bairro de Lisboa, anunciou a organização.
“A voz e a cara mais conhecida dos Deolinda, Ana Bacalhau, atua no Caixa Alfama no dia 19 de setembro, num formato singular e especificamente fadista”, afirma em comunicado a organização. “Ana Bacalhau selecionará e reinventará alguns fados tradicionais, que ganharão outro corpo, outra vida”, lê-se no mesmo comunicado.
A cantora, por seu turno, afirma, no mesmo comunicado, que cantou fado há 20 anos, mas percebeu logo que não era fadista, todavia, garante que o fado sempre esteve presente na sua vida.
“O fado sempre esteve presente na vida da minha família e, por isso, na minha vida. Ensinou-me a cantar em português, fez-me perceber a importância que se deve dar às palavras que se cantam, e mostrou-me como transmitir as diferentes cambiantes das emoções humanas com intensidade e intenção”.
“Ensinou-me ainda a contar histórias e a dar-lhes vida. Tudo o que aprendi com o Fado foi essencial para a música que viria a fazer mais tarde com a Deolinda”, acrescenta a cantora.
Jorge Fernando, de 57 anos, produtor musical, letrista, compositor e intérprete, que foi viola de Amália Rodrigues, é outro nome anunciado, que atua no dia 20, no palco Caixa.
Gisela João, vencedora da edição deste ano do Prémio José Afonso, Anita Guerreiro, com mais de 50 anos de carreira, Maria da Nazaré, distinguida o ano passado com o Prémio Amália Carreira, Cláudia Picado e Carmo Moniz Pereira são outros nomes anunciados.
Uma das novidades deste ano é um palco dedicado a jovens, com menos de 18 anos, que cantam fado, tendo sido escolhidos Bárbara Santos, Diana Vilarinho, Joana Vales, José Luis Geadas, Kiko, Luís Carlos, Mara Pedro e Tiago Correia, que atuarão no Palco Caixa Futuro, instalado na Sociedade Boa União.
Ana Moura, António Zambujo, Carminho, Katia Guerreiro, Pedro Moutinho, Ricardo Ribeiro e Sara Correia são outras confirmações do Festival Caixa Alfama, que decorrerá em diferentes palcos no bairro lisboeta de Alfama, como o Museu do Fado, as igrejas de São Miguel e de St.º Estevão, a Sociedade Boa União e a Fonte do Poeta.
O palco na Fonte do Poeta, situada no Arco do Rosário, foi batizado Palco Amália Rodrigues, em homenagem à fadista e poetisa falecida há 15 anos, em Lisboa, intérprete de êxitos como “Maria Lisboa”, “Fado do Ciúme”, “Estranha forma de vida” ou “Gaivota”.
Neste palco atua, no dia 19 de setembro, Lenita Gentil, vencedora de vários festivais da canção, quer em Portugal, como o da Figueira da Foz, quer no estrangeiro, nomeadamente o prémio da crítica das Olimpíadas da Canção, na Grécia, na década de 1970.
A criadora de “Tarde triste no Campo Pequeno” e “Preciso de espaço” atua este ano, pela primeira vez, no Caixa Alfama.
Neste mesmo palco, e também no dia 19, atua Ana Laíns que irá apresentar o próximo álbum, o terceiro da sua carreira, e que será editado pela Coast to Coast.
No dia 20, sobem ao Palco Amália Cuca Roseta e Marco Rodrigues, que apresentarão os seus mais recentes álbuns, respetivamente “Raiz”, editado há um ano pela Universal Music, constituído por 14 temas, maioritariamente da autoria da fadista, e “EntreTanto”, ediatdo também o ano passado, pelo fadista que, em 2008, recebeu o Prémio Amália Revelação.
Retirado do Sapo Música
Letra
No meio da claridade,
Daquele tão triste dia,
Grande, grande era a cidade,
E ninguém me conhecia!
Então passaram por mim
Dois olhos lindos, depois,
Julguei sonhar, vendo enfim,
Dois olhos, como há só dois?
Em todos os meus sentidos,
Tive presságios de Deus.
E aqueles olhos tão lindos
Afastaram-se dos meus!
Acordei, a claridade
Fez-se maior e mais fria.
Grande, grande era a cidade,
E ninguém me conhecia!
Letra
It's sad, so sad to be alone
It's sad, so sad to be alone
No friends to help you, no family no home
It's sad, so sad to be alone
The dusty road calls you, come again
The dusty road calls you, come again
The dusty road calls you, you walk till the end
It's sad, so sad to be alone
You look at other people through your tears
You look at other people through your tears
They know nothing of sorrow, of saddness or fear
It's sad, so sad to be alone
You sit and sing in darkened rooms
You sit and sing in darkened rooms
Your song fills the air with increasing gloom
It's sad, so sad to be alone
It's sad, so sad to be alone
It's sad, so sad to be alone
No friends to help you, no family, no home
It's sad, so sad to be alone
Letra
As sete mulheres do Minho
Mulheres de grande valor
Armadas de fuso e roca
Correram com o corregedor
Essa mulher lá do Minho
Que da foice fez espada
Há de ter na lusa História
Uma página doirada
Viva a Maria da Fonte
Com as pistolas na mão
Para matar os cabrais
Que são falsos à nação
Letra
n the jungle, the mighty jungle
The lion sleeps tonight
In the jungle, the mighty jungle
The lion sleeps tonight
(Chorus)
Auimbaué, Auimbaué, Auimbaué
Near the village, the peaceful village
The lion sleeps tonight
Near the village, the peaceful village
The lion sleeps tonight
(Chorus)
Auimbaué, Auimbaué, Auimbaué
Hush, my darling, don't fear, my darling
The lion sleeps tonight
Hush, my darling, don't fear, my darling
The lion sleeps tonight
(chorus)
Auimbaué, Auimbaué, Auimbaué
Near the village, the peaceful village
The lion sleeps tonight
Near the village, the quiet village
The lion sleeps tonight
(Chorus)
Auimbaué, Auimbaué, Auimbaué
My little darling
Don't fear, my little darling
My little darling
Don't fear, my little darling
Letra
I lost myself on a cool damp night
Gave myself in that misty light
Was hypnotized by a strange delight
Under a lilac tree
I made wine from the lilac tree
Put my heart in its recipe
It makes me see what I want to see...
And be who I want to be
When I think more than I ought to think
And do things I never should do
I drink much more than I ought to drink
Because it brings me back you...
Lilac wine is sweet and heady... like my love...
Lilac wine... I feel unsteady... like my love
Listen to me... I cannot see clearly
Isn't that she coming near here?
Lilac wine is sweet and heady... where's my love?
Lilac wine... I feel unready... where's my love?
Listen to me, why is everything so hazy?
Isn't that she, or my mind is going crazy, dear?
Lilac Wine is sweet and heady... Where's my love?
I... I feel unready for my love...
Músicos:
Ana Bacalhau - voz
Mário Delgado - guitarra
Luís Figueiredo - piano, fender rhodes, nord
Zé Pedro Leitão - contrabaixo
Marcos Cavaleiro - bateria
Áudio: Sérgio Milhano
Luzes: Fred Rompante
Vídeo: Amândio Bastos
Videoclip retirado do concerto no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz, em Dezembro de 2013.
Letra
Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca, tardando-lhe o beijo, mordia
Quando à boca da noite surgiste na tarde tal rosa tardia
Quando nós nos olhámos tardámos no beijo que a boca pedia
E na tarde ficámos unidos ardendo na luz que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto tardaste o sol amanhecia
Era tarde de mais para haver outra noite, para haver outro dia
Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Foi a noite mais bela de todas as noites que me adormeceram
Dos nocturnos silêncios que à noite de aromas e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois corpos cansados não adormeceram
E da estrada mais linda da noite uma festa de fogo fizeram
Foram noites e noites que numa só noite nos aconteceram
Era o dia da noite de todas as noites que nos precederam
Era a noite mais clara daqueles que à noite amando se deram
E entre os braços da noite de tanto se amarem, vivendo morreram
Eu não sei, meu amor, se o que digo é ternura, se é riso, se é pranto
É por ti que adormeço e acordo e acordado recordo no canto
Essa tarde em que tarde surgiste dum triste e profundo recanto
Essa noite em que cedo nasceste despida de mágoa e de espanto
Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto.
José Carlos Ary dos Santos

Ana Bacalhau deixa momentaneamente os Deolinda e vai actuar em nome próprio, pela primeira vez, para recriar canções de nomes como Pearl Jam, Janis Joplin, Elis Regina, Zeca Afonso e Amália Rodrigues. Concertos acontecem em Dezembro no Porto e em Lisboa.
Aos 15 anos, Ana Bacalhau começou a cantar e a tocar guitarra, mas só aos 30 conseguiu fazer da música profissão, com o projecto de música popular portuguesa Deolinda. Nesses 15 anos que se passaram, a cantora foi encontrando canções e músicos que influenciaram o seu crescimento.
Agora, em três concertos quase natalícios, Ana Bacalhau revisita esses músicos,de sonoridades tão diferentes entre si. Amália Rodrigues, José Afonso, Fausto, Elis Regina ou Edith Piaf, a par com nomes mais inesperados, como Janis Joplin, Maria João e Mário Laginha, Odetta, Lotte Lenya, Pearl Jam, Harry Belafonte e Miriam Makeba.
O primeiro espectáculo, baptizado de "15", acontece na Casa da Música, no Porto, a 12 de Dezembro. Seguem-se dois concertos no Teatro São Luiz, em Lisboa, a 19 e 20 de Dezembro. Os bilhetes custam €15.
Em palco, Ana estará acompanhada pelo guitarrista Mário Delgado, pelo pianista Luís Figueiredo, pelo baixista Zé Pedro Leitão e pelo baterista Marcos Cavaleiro.
Retirado de Vou Sair
«One Woman» contou com a participação da vocalista dos Deolinda e já pode ser escutada na Internet
A canção da Organização das Nações Unidas para assinalar o Dia Internacional da Mulher, que contou com a voz de Ana Bacalhau, dos Deolinda, foi revelada esta sexta-feira. «One Woman» já pode ser escutado na Internet, por exemplo no YouTube.
Em declarações à agência Lusa, Ana Bacalhau disse estar honrada pelo convite e explicou a mensagem do tema. «Somos todas uma e só mulher, os nossos problemas são comuns, diferentes em grau e gravidade, em circunstância e cultura, mas estamos juntas nisto de ser mulher. A nossa força, juntas, é ainda maior», contou.
A cantora, acrescentou que o poder da mulher está também muito presente nos Deolinda, um projeto criado a partir de uma personagem feminina: «As personagens femininas que cantam, todas têm uma enorme força e uma voz ativa a olhar a sociedade, e é assim que eu sou e quero ser. Obviamente que ponho um bocadinho disso, e de mim, na Deolinda».
«One Woman» é todo ele cantado em inglês e, para além de Ana Bacalhau, contou com as vozes de Bebel Gilberto (Brasil), Anoushka Shankar (Índia), Yuna (Coreia do Sul) e Concha Buika (Espanha), entre outras cantoras, cantores e músicos de vários países.
O tema está também disponível para download (com um custo de 70 cêntimos) a partir do site da UN Women, a agência das Nações Unidas que defende a igualdade entre os sexos.
retirado de Iol Música

Ana Bacalhau, dos Deolinda, foi convidada pela Organização das Nações Unidas (ONU) a gravar um tema, juntamente com vários artistas internacionais, para assinalar, a 8 de março, o Dia Internacional da Mulher, foi hoje anunciado.
O tema "One Woman", que será divulgado naquele dia, foi gravado com a participação de cantoras e músicos de 20 nacionalidades diferentes. Ao lado de Ana Bacalhau estão, por exemplo, Angelique Kidjo (Benin), Anoushka Shankar (Índia), Rokia Traoré (Mali), a espanhola Concha Buika e a brasileira Bebel Gilberto.
A iniciativa partiu da UN Women, agência da ONU para a igualdade de género e capacitação das mulheres, que subordinará este ano a efeméride a um compromisso: "É tempo de agir para por fim à violência contra as mulheres".
O tema, da autoria de Graham Lyle e Fahan Hassan, foi interpretado pela primeira vez em 2011, na apresentação da agência UN Women, na assembleia geral da ONU, tendo sido regravado em 2012 e 2013, com artistas diferentes.
Em declarações à agência Lusa, Ana Bacalhau manifestou-se honrada por ter sido convidada pela ONU para participar na gravação, por se identificar com a mensagem e com o trabalho desenvolvido pela UN Women.
"Somos todas uma e só mulher, os nossos problemas são comuns, diferentes em grau e gravidade, em circunstância e cultura, mas estamos juntas nisto de ser mulher. A nossa força, juntas, é ainda maior. É a mensagem a canção", disse.
Ana Bacalhau canta em inglês no tema, tendo gravado a sua participação quando esteve em estúdio com os Deolinda a gravar o novo álbum, a editar em março.
A cantora reconheceu que se empenha e preocupa com as questões de direito de género, porque ainda há desigualdades.
"Uma das questões que me foi colocada para responder, quando fiz a canção, foi se eu sentia ainda alguma desigualdade, sendo mulher (...). Sinto em menor grau em relação a mulheres de outros países, mas ainda há resquícios, alguns mais evidentes; alguma desigualdade na forma de tratamento, no acesso ao mundo do trabalho, à forma como fazemos as nossas escolhas pessoais e de vida, ainda somos um bocadinho condicionadas por alguns estereótipos", disse a cantora.
Na interpretação da música participam o músico maliano Bassekou Kouyate, o cantor israelita Idan Raichel, a cantora etíope Meklit Hadero e a malaia Yuna.
Ana Bacalhau recorda que, por trás da ideia dos Deolinda está uma personagem feminina: "Uma mulher forte, uma mulher observadora e uma mulher com voz. As personagens femininas que cantam, todas têm uma enorme força e uma voz ativa a olhar a sociedade, e é assim que eu sou e quero ser. Obviamente que ponho um bocadinho disso, e de mim, na Deolinda".
A ONU associou-se ao Dia Internacional da Mulher em 1975, assinalando-o a 08 de março, mas a assembleia geral da organização só decretou oficialmente a celebração, em todos os Estados-membros, em 1977.
A UN Women foi criada em 2010, para auxiliar os membros da ONU a cumprirem compromissos pela defesa dos direitos das mulheres e da igualdade de géneros.
Retirado do Sapo Música
Letra
Meu coração é um viajante
Que se entrega num instante
Por ai a onde for
Acha que sabe bem o que eu preciso
Prende-se a qualquer sorriso
Sem motivos de maior
O meu coração é inocente
Pensa que a vida é um mar de rosas
Mas eu que vi espinhos em toda a gente
Afasto essas certezas duvidosas
O meu coração é um bicho muito estranho
Que se esconde e não responde a quem chamei
Alérgico ao exterior vive na toca
Onde se esconde e sufoca por não ver entrar o ar
O meu coração vive trancado
Diz que atirou a chave ao mar
E eu que a procurei por todo o lado
Só me resta assim continuar
Coração triste
Não me arrastes em teu passo
Meu corpo insiste em decidir o que faço
Se eu digo que sim ele diz que não
Eu vou bem sem coração
Entre morrer de amor e viver nesta prisão
Coração louco
Não me imponhas o teu vicio
Que a pouco e pouco vou cedendo ao sacrifício
É que eu sei bem que se acordares
E procurares por ai
Encontras outro coração para ti
O meu coração é uma criança
Ansiosa pela dança de quem lhe estender a mão
Mas este é caprichoso e inclusivo
É na lista compulsivo que não chega à conclusão
O meu coração segue as novelas
Jubila com as falas das actrizes
O meu carrega histórias de mazelas
E afasta-se desses finais felizes
Coração triste
Não me arrastes em teu passo
Meu corpo insiste em decidir o que faço
Se eu digo que sim ele diz que não
Eu vou bem sem coração
Entre morrer de amor e viver nesta prisão
Coração louco
Não me imponhas o teu vicio
Que a pouco e pouco vou cedendo ao sacrifício
É que eu sei bem que se acordares
E procurares por ai
Encontras outro coração para ti
Falei primeiro a bem por ser assunto de respeito
Mas não deu ouvidos perseguiu naquele jeito
Mudei para as ameaças
Tentei que usasse a razão
Mas é palavra estranha pro meu pobre coração
Farta desses maus tratos fiz as malas e parti
E logo te encontrei com o mesmo modo que eu sofri
A mesma frustração
A mesma pose o mesmo olhar
E em teu toque senti no meu corpo a trupulsar
Juntos rimos de tudo
Só chorámos nas novelas
Fingimos ser crianças e dançámos como elas
Perdemos noite e dia entre histórias e canções
Juntámos nomes, gostos e moradas
E quase sem dar por nada
Encontrámos corações
Coração triste
Não me arrastes em teu passo
Meu corpo insiste em decidir o que faço
Se eu digo que sim ele diz que não
Eu vou bem sem coração
Entre morrer de amor e viver nesta prisão
Coração louco
Não me imponhas o teu vicio
Que a pouco e pouco vou cedendo ao sacrifício
É que eu sei bem que se acordares
E procurares por ai
Encontras outro coração para ti
Música
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