Domingo, 04.06.17

 

Letra

 

Jay
Eu nao te vou mostrar
O meu amor sem tu mostrares
O teu
E o meu podiam dar
Uma história para contar
Girar
O mundo e voltar
Sem sairmos do mesmo lugar
Tu estás
Sempre ali ao lado
E eu nem te consigo dizer olá
Eu sei
Que sou um bocado parvo
Parvo é estar apaixonado
Jay
Eu queria te mostrar
Mas tu nao vais acreditar

Tu és o meu Par (4x)

Jay
Se tu quizesses ter um lar
Nós podiamos procriar
Comprar
Uma casa num pomar
Ou junto ao mar
Tu largavas tudo
Eu larga as drogas
Nós seriamos felizes
Viviamos Love
Vestiamos Love
Comiamos Love
Nunca teriamos frio
Nunca teriamos fome .
Eu escrevia o teu nome
Nas stars stars
Para iluminar
O meu caminho escuro
O meu caminho sujo
Duro sem rumo nem futuro
Mas eu nao estou preocupado
Vou andar andar
Vou te procurar até achar
Até o meu coraçao parar

Tu és o meu Par (4x)

you are my love love
my love love

Tu és o meu Par (4x)

 



publicado por olhar para o mundo às 17:13 | link do post | comentar

Domingo, 02.04.17

 

Letra

 

A principio é simples, anda-se sozinho
passa-se nas ruas bem devagarinho
está-se bem no silêncio e no burburinho
bebe-se as certezas num copo de vinho
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
dá-se a volta ao medo e dá-se a volta ao mundo
diz-se do passado, que está moribundo
bebe-se o alento num copo sem fundo
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

E é então que amigos nos oferecem leito
entra-se cansado e sai-se refeito
luta-se por tudo o que se leva a peito
bebe-se e come-se e alguém nos diz: bom proveito
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Depois vêm cansaços e o corpo fraqueja
olha-se para dentro e já pouco sobeja
pede-se o descanso, por curto que seja
apagam-se dúvidas num mar de cerveja
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar, sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

E entretanto o tempo fez cinza da brasa
e outra maré cheia virá da maré vaza
nasce um novo dia e no braço outra asa
brinda-se aos amores com o vinho da casa
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida.

 



publicado por olhar para o mundo às 17:13 | link do post | comentar

 

Letra

 

Navegante do Dark Side, chamam-me Luke Skywalker
Do grande clã Jedi venham mais motherfxckers
Viajo pela night, sozinho ou com a tropa
A força tá comigo, a mim ninguém me toca
Ou derrota, nota, tá escrito no céu
Tocar em mim é como tocar na menina do olho de Deus
A.Z.B (Azinhaga do Barruncho) Bitch, B, Béu
Mano neste mundo não há juiz, não há réu
Eu não vou onde vais, eu não vim da tua escola
Aqui na minha turma há chumbo a toda a hora
Quem não corre cai, rotina é vender droga
Niggas querem bairro, bebida e batota
Eu queria dar o fora daqui
Mas eu sei que o diabo não me quer deixar fugir
O fim desse filme eu já vi...
É a minha cara numa camisa que diz R.I.P.

Não bebo enquanto escrevo nem gasto gota num sonho
Estou sóbrio, passeio pela galáxia em ponto morto
Faço um desvio em Urano, com vontade de urinar
Deixo o OVNI estacionado com o motor a trabalhar
Um gole de obsessão é uma ponte para o outro lado
O nevoeiro não me deixa ver o fundo, mas eu salto
A noite é o meu buraco, o meu nome é Ninguém
O silêncio é ausência de sossego também
Poesia é a formalina onde fecho a morbidez
Não tenho alter-ego já o matei mais que uma vez
Já conheço humanos o diabo não me convence que é ruim
Exercício moral difícil lidar com o mal que não está em mim
Sensação que acordo sempre do lado errado da cidade
Danço no escuro com um morto-vivo amigo bipolar
Levo a lucidez passear à noite de carro funerário
Imagina o mundo ao contrário, eu vivo em baixo

 



publicado por olhar para o mundo às 08:13 | link do post | comentar

Sexta-feira, 24.02.17

 

 

Letra

 

Letra:
Eles vêm como aqueles pássaros que vêm e passam e tudo o que vêem comem
Eles comem do bom pedaço e bebem bagaço e o suor dum homem
São eles quem carrega o saco pa encher o papo da grande grei
Foram eles que fizeram o traço do último fato que eu usei

Eu já paguei
Eu dei a Cesar o que é de Cesar deem o meu o corpo a minha mãe (2x)

De tudo que eu ganhei eu não guardei nem um vintém
Eles trazem o rolo da lei eles mandam em Jerusalém
Trabalham em conta de outrem que na testa tem o número 666
Aquele que mordeu de facto o calcanhar do Rei dos reis

Eu dei a Cesar (4x)
E dei a Jesus o que é de Jesus e a minha alma salvei (2x)

 

 



publicado por olhar para o mundo às 11:13 | link do post | comentar

Domingo, 16.11.14

 

letra

 

Niggas matam, assaltam, fazem carros.
Paiam tudo no bairro.
Circulam alucinados.
Cap da Nike, yah.
Shot, Knife, bravo.
Dá para parvo, matam passo a passo, evitando a PSP.
Cruzam a rua, bebem, fumam pula, até doer.
Desaparecem na noite antes da policia aparecer.
São poucos os que pensam no futuro que irão ser.
Putos de um bairro, onde ninguém quer viver.
Jovens que abandonam a escola muito cedo.
Não é fácil ser doutor quando os pais assinam com o dedo.
Eu carrego, e rimo a frustração de um negro.
Nascido, criado, no Ghetto.
Pais analfabetos, desde pequeno que me percebes,
como uma casa e um emprego.
Nos somos missionário desde preto.
Sem o apoio da família, não há cabeça que resista.
Mais tarde ou mais cedo o puto perde-se de vista.
Despista a policia, arrisca a vida por uma nota de mil.
Um tirante dum cachucho, um casado com uma Bill.
Passado várias noites no governo civil,
nasce mais um delinquente juvenil.

A tua mente só é livre se encontrares a tua paz.
Acerdita G, eu continuo a procurar.
Tu podes ter o mundo na tua mão e girar.
Mas nunca, nunca serás feliz rapaz. (x2)

Ainda ontem tu pensavas "Eu sou o homem aranha".
Roubas, matas, paias, ninguém te apanha.
Muitos niggas levam a life do crime na brincadeira.
Teu dia como homem aranha cai na maior teia,
na cadeia.
À espera da visita de um amigo.
Teu amigo ficou no bairro a fumar bula comigo.
A tua dama, mulheres não vivem sem cama.
Esquece essa cabra, pede uma revista emprestada.
Mas nada apaga, a tua solidão.
Nada paga, a liberdade de um irmão.
A humilhação, de gente abandonada.
A frustração, de não poderes fazer nada.
Prometes a ti mesmo, vou mudar quando sair.
Agarrado ao terço, para o pombo não cair.
A roer dias, meses e anos até a porta se abrir.
Mas não acaba G.
As portas cá de fora continuam fechadas.
É o passado, é o cadastro, estampado na nossa cara.
Procuras o emprego, nem do balcão passas.
Arrasta-te negro, eles cortaram-te as asas.
Ajuda a tua mãe, ela 'tá velha e cansada.
Não deixes os teus irmão seguirem as tuas pisadas.
Não culpe os teus amigos pela tua desgraça.
Nem contes com o teu pai, os bêbados não valem nada.
Vida na obra é dura, o corpo não aguenta mais.
A bruxa chora todo o brotha que cai.
A esperança vai, a raiva que volta.
Coração cria ódio, e a cabeça se revolta.
A estupidez, voltar a rua, talvez.
Embriaguez, 0% de lucidez.
Jovens vivem três vezes, tu irias perceber.
O que leva o homem voltar ao crime outra vez.

A tua mente só é livre se encontrares a tua paz.
Acerdita G, eu continuo a procurar.
Tu podes ter o mundo na tua mão e girar.
Mas nunca, nunca serás feliz rapaz.

Quando conheceste a tua dama, lembraste de como ela era?
Cara de criança, corpo de boneca.
Passado dois anos contigo olha para ela.
Soprada, magra, feia, amargurada.
Fazer horas na limpeza para por dinheiro em casa.
Porque o teu não paga, nem a luz e a água.
O filho nos braços, sem leite nem fraldas.
E tu rebentas o salário, em bebedeiras e noitadas.
Eu espero nigga, que nunca apareça um homem no teu caminho.
Alguém que tenha mais cabeça, mais juízo.
Quando tu parares de pensar só no teu umbigo.
O dread já te levou, a tua mulher e o teu filho.
Quando eles forem embora, qual será a tua desculpa?
Bebe mais um copo diz que a dama era uma puta.
Vida continua, cabeça tá confusa.
Aprendemos com os erros, bebemos, mas não esquecemos.
Olha para trás, vê aquilo que perdemos.
As coisas que não fizemos.
Vi meus brothers a bazar, um por um.
Aqueles que morreram, aqueles que foram de Kuzo.
Aqueles que lutam pela vida lá fora com o olho do cu.
Mente, fugindo da praga ou de algum julgamento.
A vida é dura, mas não dura.
Deus livre, os meus brothers das drogas, das ruas.
À algo dentro de nos que nos perturba e destroi.
Ver os teus boys a bazar, é uma coisa que doí.
A gente não esquece, aquele nigga que foi.
Tu podes ir, mas 'tás aqui boy.


A tua mente só é livre se encontrares a tua paz.
Acerdita G, eu continuo a procurar.
Tu podes ter o mundo na tua mão e girar.
Mas nunca, nunca serás feliz rapaz. (x2)



publicado por olhar para o mundo às 08:50 | link do post | comentar

Quarta-feira, 12.11.14

 

Letra

 

Não encontrei a letra desta música

 



publicado por olhar para o mundo às 08:45 | link do post | comentar

Terça-feira, 11.11.14

 

Letra

 

Não encontrei a letra desta música

 



publicado por olhar para o mundo às 22:42 | link do post | comentar

Quinta-feira, 22.05.14

 

 

Letra

 

Não encontrei a letra desta música



publicado por olhar para o mundo às 17:57 | link do post | comentar

Sexta-feira, 02.05.14

 

 

Letra

 

 

Pais falhados, amigos pedrados
Não vejo maneira de sair deste buraco
Miséria, crime, lixo, bicho
Niggas a roubarem para alimentarem vícios
Sai da frente, deixa-me passar
Eu sou velho delinquente eu não vacilo em disparar
Não tenho planos, sou vândalo suburbano
Violência, delinquência são o meu quotidiano
Hey, bacano, não entres no meu bairro
O último pagou caro, foi esfaqueado por causa dum cigarro
A velha, Maria Imaculada, Senhora respeitada
Foi apanhada levada, julgada
Tinha meio quilo de branca em casa debaixo da cama
De cana, fecharam a paróquia do Padre Góis
Cambada de bois, baptizavam meninos com espermatozóides
Uh, António da Rua Aguiar 'tá tão mudado
Vi-o sentado no Parque Eduardo Sétimo, no Sábado passado
Coitado, o rapaz 'tá tão magro
(A dar o rabo p'ra comprar cavalo)
(A dar o rabo p'ra comprar cavalo)
(A dar o rabo p'ra comprar cavalo)
(A dar o rabo p'ra comprar cavalo)
É um bonito ofício
Tão digno como ser Primeiro Ministro
Não tens a gravata, não tens o terno
Mas tens o cu para teu governo
Credo, eu sou um cidadão do Inferno
Á esquerda um preto que me quer assaltar
Á direita um branco que me quer explorar
Sempre enfrentado os outros, meio pedrado, meio ciente
Andando pelas ruas provocando toda a gente
Ao virar da esquina aparece a polícia
PSP, Porcos Seguem Pretos, vieram-me dizer bom dia
(- Faz favor de encostar à parede, tens alguma coisa que te comprometa, nós não te dissemos já que não te queríamos ver aqui? És tu que és o Halloween?)
O meu nome é Ali Bábá, tem calma meu
Só 'tou á espera da tua mãe mas ela não apareceu
(- Oh Jorge, este sacana é engraçado)
Começaram-me a espancar, a dar p'ra matar
Eu puxei dum cigarro, comecei a fumar
Pistola na minha cara, cara bué inchada
Algemaram-me à chapada e levaram-me para a esquadra
Eu já tinha jantado mas na esquadra serviram-me mais um prato
Comi tanto naquela noite que fiquei enjoado
Bófia agarrou na folha do meu cadastro
Mais porca que o porco do meu padrasto
Idade, 16 anos de marginalidade
Acusação, ladrão, deram-me ordem de prisão
(É a décima vez que a gente se vê
Preto do caralho vais dormir no xadrez)
Xadrez para mim é uma suíte
Paredes com cimento na minha casa não existe, é triste
Meteram-me na cela dum travesti magricela
Um Tuga agarrado mais conhecido por Cinderela
Pediu-me um cigarro disse que morava em Odivelas
Era um homem inocente, foi apanhado numa ruela
(A dar o rabo p'ra comprar cavalo)
(A dar o rabo p'ra comprar cavalo)
(A dar o rabo p'ra comprar cavalo)
(A dar o rabo p'ra comprar cavalo)

Público, público na esquadra era muito
Sempre pensei que era um gajo fodido mas não era o único
Ao lado de tanto marginal, eu era um miúdo
Putas, drogados, ladrões, chulos
Tanta escumalha, tantos gandulos
(- Hey senhor guarda vocês não podem prender putos
- Shh! Respeito pela farda, faz pouco barulho)
Eu conheço este porco, ele chama-se Varela
Maldito porco da PSP de Odivelas
Uma vez viu-me no parque a fumar a minha wella
Apagou-me o charro, fodeu-me uma costela
Ah, Varela, felino desgraçado
Se apanho o teu focinho eu mando-te com o caralho
O porco do teu filho anda na melhor faculdade
Com o dinheiro que rouba os dealers na cidade
O porco tem um bigode que é sua vaidade
Uma moto quatro, e duas casas no Algarve
O porco tem um trauma que é segredo
A sua ex-mulher fugiu com um ganda preto
(- Ahahah
- Pouco barulho caralho! Deves 'tar a querer levar mais?
- Então senhor guarda? Ahn... Deus me livre, eu calo-me já)
Três e meia finalmente saí da esquadra
Prenderam tanta gente que a cela ficou lotada
Tiraram os meus dados e mandaram-me para casa
Cravei uns trocos, telefonei à minha chavala
Mas para variar, a bitch não 'tava
Cabra de merda roda o bairro inteiro
Mas eu não a largo, a puta tem dinheiro
Cheguei a casa a porta 'tava arrombada
Vidros partidos na entrada, tinha sido assaltada
Desgraçado do meu primo, maior carocho da área
Tinha-me roubado um vídeo para comprar dose diária
Abri o frigorífico, nada p'ra beber
Virei a cozinha, nada p'ra comer
Deitei-me na cama comecei a tremer
Quatro da manhã não consigo adormecer
Olha no fundo do quarto a insónia
Porque é que não param de rir-se de mim!? Paranóia!
Não aguento nigga, a agonia é muito grande
Preciso de qualquer merda para mandar para o sangue
Gás ou gasolina dá-me que eu fumo
Alguém me faz um pica ou eu corto os pulsos, eu juro
Ninguém me ouve por mais que faça barulho
De repente, pareceu-me ouvir gente
Vozes a chamarem-me por mim na minha mente
Deve ser da fome, eu devo estar doente
Preciso de ajuda, por sinal, urgentemente
(Halloween)
(Halloween)
(Halloween)
(Ahahahah)
Afinal eram os meus niggas a baterem á porta
(- Então? Como é que é bruxa?
- Nu bai bruxa 'am busca droga?)
Bora, puta da insónia que se foda
Fomos comprar droga na esquina vinte e quatro
Esquina controlada por um dealer cadastrado
Dealer conhecido como Dino Diacho
Cara marcada com a cicatriz duma facada
Óculos escuros, fato, gravata
Charuto cubano, mala à diplomata
O índividuo tinha sido preso mais de vinte vezes
'Tava cá fora não fazia dois meses
Um Cabo-Verdiano escuro só andava de Mercedes
Entramos no bairro, gangsters em todo o lado
Calma mano só viemos comprar um charro
Cabo-Verdiano fez um sinal
Niggas ficaram calmos
Ofereceu-nos bebida, fomos testar o produto
No carro, damas bonitas, vinho do mais caro
'Tá-se bem nigga, hoje temos o dia ganho
Começámos a fumar, beber sem parar
Eu 'tava de jejum comecei a vomitar
Tiraram-me do carro ao pontapé e à chapada
Fingi que desmaiei mas não me serviu de nada
Nós eramos três, eles eram mais de vinte
Pontapés na minha cabeça pareciam dinamites
Consegui fugir mas esquecime do ...
Voltei para trás (Rapaz nhos é nha droga)
Desgraçados, cercaram-me deram-me um enxerto de porrada
Meus niggas fugiram, deixaram-me deitado na estrada
Cara rebentada, roupa rasgada
Ganda pedrada, cinco da madrugada
Deitado no vómito sem guito, sem angala
De repente sinto um flash
(E a luz se apaga, e baza, e baza, e baza...)

Fiquei desmaiado até uma velha me acordar
(Ai não te mexas filho que eu já chamei uma ambulância)
Ambulância? Afanei-lhe o fio, tirei-lhe a aliança
Cacei-lhe a carteira e pus-me à distância
Vizinhos ouviram gritos chamaram a policia
Com a jarda que eu tinha nem que chamassem a CIA
Nas costas, levar uma facada, nem sentia
Qualquer merda, mudara a minha batida cardíaca
O coração parava, o coração explodia
Nem o Obikwelu me apanhava da maneira que eu corria
Cheguei a Santo António já era de dia
Não há ninguém que goste de mim neste bairro
Parece que todo o mundo me quer mandar abaixo
Nigga 'tou no chão daqui já não caio
Os cotas do bairro, todos olham-me de lado
(Então rapaz? Quando é que arranjas um trabalho?)
Pergunta à tua mulher se ela precisa dum caralho
Tinha tantos amigos, fazíamos merda todos os dias
Um foi morto os outros foram para Caxias
Ás vezes fico a pensar, há-de chegar o meu dia
Mas não penso muito, a cabeça 'tá fodida
Vinte e quatro horas por dia com uma faca no bolso
Girando de esquina à esquina à procura do almoço
A ver se um gajo orienta guita pa apanhar moca
Se um gajo ca orienta, ta fica dodo
Já faz um mês e tal que não vou às aulas
Mais uma vez se calhar chumbei por faltas
Nunca fui burro nem um grande baldas
Os stores é que nunca foram com a minha cara
Uns diziam bem alto que eu lhes queria gozar
Meninos do SASE ponham o dedo no ar
Todos riam-se mas riam baixinho
Sabiam que lá fora levavam no focinho
Havia uma miúda chamada Bianca
Bianca era minha paixão de infância
Uma miúda mulata quase branca
Corria atrás dela desde criança
Mas ela não quis namorar comigo nunca
Diz que nunca viu um gajo tão chato, tão chunga
Vai Bianca se não gostas da minha roupa
A minha mãe não coze, o meu padrasto não compra
Saí daqui que tu cheiras mal da boca
Tu nem és bonita tu não és boa
Vou mas é largar a escola, montar a minha banca
Comprar umas roupas, fumar muita ganza
Vou comprar um Mercedes como aquele que o Dino manda
Depois vou voltar à escola, vou comer a Bianca
Dói-me as costas, a moca foi embora
A dor vai e volta, ajuda-me brotha
Foda-se
('Tou farto desta vida, que safoda.
Safoda)
('Tou farto desta vida, que safoda.
Safoda)
('Tou farto desta vida, que safoda.
Safoda)
('Tou farto desta vida, que safoda.
Safoda)
Um dia destes ainda pego numa pistola
Dou a banhada grande e vou-me embora
Vou para um lugar onde ninguém me conheça
Um lugar bem longe da minha cabeça
Eu tenho medo que ninguém se lembre de mim
Mas tenho mais medo, boy, de ficar aqui
Assim é o Karma, da vida de um malandro
Eu vou andando, vou-me arrastando
As minhas pestanas tão pesadas
Pesam uma tonelada
As minhas pernas tão cansadas
Quem me dera chegar a casa
Não sei se cheguei, acho que fiquei por ali
Deitei-me num banco de jardim e adormeci



publicado por olhar para o mundo às 08:54 | link do post | comentar

Sábado, 23.02.13

Allen Halloween estará em residência no Musicbox para criar

A residência inicia-se em Março juntará Halloween a nomes em ascensão "do rap português, ou underground, ou crioulo"

 

Allen Halloween, nome maior do hip hop português da actualidade, autor de "Árvore Kriminal", um dos álbuns de destaque de 2011

 

Allen Halloween, nome maior do hip hop português da actualidade, autor deÁrvore Kriminal, um dos álbuns de destaque de 2011, assegurará a partir de Março uma residência mensal no Musicbox, no Cais do Sodré, em Lisboa. Não será simplesmente o rapper em cima do palco, será divulgador, será curador de noites que se propõem apresentar uma realidade do hip hop português que se mantém nas ruas, em desenvolvimento subterrâneo, mas ainda longe dos palcos.

 

A primeira residência tem lugar a 9 de Março. Seguir-se-ão duas, em Abril e em Maio. Allen Halloween chamou-lhes “A Noite da Lisa”, título da uma das canções de A Árvore Kriminal. “A ideia”, diz ao PÚBLICO o autor de Drunfos, é “dedicar cada mês ao rap português, ou underground, ou crioulo, que tenha algum nome nas ruas”. Conceito simples: “Chegar ao Musicbox e mostrar o trabalho”.

 

Sempre com a participação de Allen Halloween, certamente a início dos concertos, provavelmente juntando-se mais tarde aos convidados de cada uma das noites. Para já, não avança nomes convidados. Prefere destacar aquilo que serviu de motivação para a criação da residência: “A lacuna na zona de Lisboa para o movimento rap”. Explica: “Vão aparecendo festas aqui e ali, mas nada de consistente. Ter uma casa habitual num sítio como o Cais do Sodré é o ideal para atrair muita gente do movimento e para chamar a atenção de outros para as bandas”. Uma vez por mês, resume, “A Noite da Lisa” será “uma pequena Meca do hip hop”.

 

Não surpreende, portanto, que os concertos sejam alvo de gravação vídeo, forma de reunir uma documentação que escasseia e cuja utilização, explica, tanto pode assumir a forma de teledisco quanto a de material para um futuro documentário. “Queremos captar” - para já, essa é a única certeza.

 

Allen Halloween prepara neste momento o sucessor de Árvore Kriminal, o seu segundo álbum, cuja edição prevê para Junho. É certo que ouviremos novas canções durante a residência, mas isso não implica que a sua recepção pública interfira na elaboração do novo disco. “O meu processo criativo nunca esteve relacionado com o feedback que recebo”. É trabalho mais íntimo, uma conversa de Allen Halloween com Allen Halloween. Algo que parece confirmar-se, de resto, no véu que levanta sobre o álbum em preparação. “Irei abandonar o som mais polido do Árvore Kriminal. Será mais na linha do primeiro [Projecto Mary Witch], um regresso às raízes com alguns sons mais experimentais mas, no geral, mais caseiro, com produção mais seca”.

 

Noticia do Público



publicado por olhar para o mundo às 12:50 | link do post | comentar

Quarta-feira, 19.12.12

 

 

letra

 

Pai nosso que estais no céu 
santificado seja o teu nome 
deus perdoa-me
eu sei que tenho feito muita merda 
todo o homem erra 
na terra da miséria e da inveja
o mundo não tem sido bom para mim
nem o pão que o diabo amassou eu comi
tenho ando triste e encurvado
maioria dos dias anestesiado 
mas nada me fará te renunciar
eu te seguirei até me chamares
os meu inimigos tornaram-se fortes e muitos
conspirando e esperando o meu descuido
dá-me forças pa eu não vacilar
quando a minha hora chegar
dá-me o pão de cada dia 
ao meu bébé a minha baby e a kriminals família
eu perdoei quem me devia
e espero que um dia o meu Pai me perdoe a minha dívida
tire-me toda a tirania (snif....)
e livre-me de cair em tentação
devolve-me a minha absolvição
dá paz aos meus g`s que estão na prisão
e se o salário do meu pecado for a morte
pai guarda pa o meu filho outra sorte
entrega o meu corpo nas mãos dos homens 
e que eles  julguem e me matem mas não me comprem
ouve o teu filho Pai Pai Pai Pai 
nada te peço mais 
nada te peço mais
eu nada te peço mais
eu peço-te isto em nome de Cristo 
ajuda-me Pai eu tou aflito
porque teu é o reino 
e toda a glória de jerusalem para sempre
Amém 

Não te aproximes do primeiro kappa
a minha luz cega-te sucker  
eu não te conheço nem te devo nada
a minha alma foi selada foi guardada
e levada nas mãos de JEOVÁ
não há limites na minha raiva 
destroi e fode fackes faixa a faixa
até que a babilónia caia
e mundo saiba quem é que governa nacões
eu tenho sonhos e visões 
da guerra no céu no mar na terra
eu vi a bomba de hip a queimar a biosfera
o cataclismo kappa criou uma cratera
no coração do império rappera
o mundo espera a salvação em forma de rapper
para os filhos do homem com a marca da fera
eu sei que a fera procura o meu fim
ouve os anjos a cantarem pra mim
halloween halloween halloween halloween  

baby larga-me 
não vês o mal que fazes a minha alma
Jesus ama-me
mas se tu não me amas engana-me
masturbação
eu consigo engravidar a solidão
os meus ovários mirram
baby para nós não há salvação
vou voltar e morrer contigo
eu não conheço mais nenhum caminho
eu vou voltar e morrer contigo
ajuda-me Pai eu tou aflito
ooh.. ajuda-me Pai eu tou aflito



publicado por olhar para o mundo às 22:38 | link do post | comentar | ver comentários (19)

Segunda-feira, 10.12.12

 

 

letra

 

Ciclo da vida


a toda mulher gravida eu mando flores
digam as nossas criolas que mantenham seu sangue limpo
e nos dêem bebés fortes saudaveis e bonitos

é o mundo kriminalz nigga

bring the love for the streets of santo antonio and corroios
nem k vivas um segundo deixa um teu nesse mundo
sede fecundos e tornai-vos muitos

por cada nigga k cai hão d nascer 10 ou mais
cada G tem o seu time Deus tem o meu nigga Sly
brothers fintam a morte na street como o voo da buterfly
street life voa fácil,mas Gs são imortais
eu não sou e nunca kis ser mais do k ninguem
eu vivo a minha vida dia a dia como sei

eles não entendem o k nós dizemos
não cresceram onde nós crescemos
todos os dias a gente paga a maçã k não comemos
é uma cabra k engravida
calma rapariga
é o mundo cá em cima será menino ou menina
é bem vindo se houver um pingo d amor k vos ligue
com um dadiva dvina como um ciclo da vida

por cada nigga k cai hão d nascer 10 ou mais
kem vive a street life nigga die nigga die
antes d morrer,jesus cristo perdoou um criminal
e ele foi pra um lugar onde Gs descansam em paz -- refrão

tu estas pregado
nem movimento nem trabalho
sentado a beber na rua a ver passar os autocarros
não desistas do futuro hoje,amanhã será pior
nunca deixes k eles t digam k tu não tens valor
nós somos niggas e niggas orientam-se como for
não há lei nem promotor
o meu juiz é o senhor 
traficantes e ladrões andam de cara levantada
safoda as bocas k falam,comem tudo não dão nada
kem não tem nada aposta tudo,talvez ganhe talvez perca
brother esses filhos da puta só nos kerem ver na merda
mas em lisboa niggas vivem a vida louca
mas em lisboa kem não abre o olho voa

a gente rouba a gente paia a gente mata a gente burla
a espera da fezada k nos tire da rua,mas nada muda
pra kem vive rápido a vida é curta
um dia eles t apanham,parábens filhos da puta
até esse dia xegar tenham cuidado eu tou na rua
com a minha Jota,a minha tropa, a minha ganza as minhas putas

são muitos os k odeiam e os k amam o halloween
tudo o k desejas para mim eu desejo o dobro para ti
porque OGs não têm medo nem de chibos nem d inimigos
não existe maior castigo do k envelhecer e morrer sozinho
então eu penso em todas as coisas k eu lhe fiz
hoje eu dava tudo para te-la ao pé mim
mas eu n controlo os demonios k moram na minha cabeça
minha amante minha princesa,minha alma siamesa
só agora sei k mulheres como tu não têm preço
criola se eu pudesse eu dava-t o universo

se não deu certo axo foi porque Deus não kis
espero k encontres outro homem e k ele t faça feliz

Refrão x 4

ele foi pra um lugar onde Gs descansam em paz



publicado por olhar para o mundo às 08:20 | link do post | comentar

Domingo, 09.12.12

 

 

letra

 

Refrão 3X
K é Krime,Kruz Kredo K é Konfusão
K é Karma Kruz Kriminals kriam 

o mundo infernal babilonia total
é a queda do sistema a escala mundial
panico geral violencia policial
milhares de pessoas amontoadas em guetos
brancos d terceira ciganos e negros
o odio racial é a nossa herança cultural
é um cancro social que alastra
espalha raizes nas mentes mais fracas
falta de dinheiro
a culpa é do estrangeiro
a morte do terceiro mundo
é a vida do primeiro
xenofobia,racismo,fundamentalismo
facismo imperialismo
desenfreado consumismo
miseria de massas
genocidio de raças
terrorrismo ameaça
refugiados na estrada
familias sem casa
cadaveres na vala
crianças mutiladas
minas semeadas em terras sem agua
fome desgraça
a droga e a sida completam a praga
homens que espalham o terror pela terra
amantes do dinheiro, senhores da guerra
nos somos os parasitas que a natureza não controla
a maquina assassina da fauna e a flora
soldados preparem-se aproxima-se o momento
mantenham-se atentos ao sinais do tempo
o mundo encaminha-se para a auto destruição
nação contra nação
irmão contra irmão
milhões de vidas ceifadas em nome da religião
a era da evolução criou um sistema confuso
stop globalização, SOS mundo SOS mundo

Refrão 4X


Kobiça Kria karne krua sem koração
krianças krescem komo kobras k o komerão


Refrão


kristo karregou a karga da kriação
kuantos kuspiram na kara e o kondenaram?


Refrão



publicado por olhar para o mundo às 17:18 | link do post | comentar

Terça-feira, 27.11.12

 

 

 

Letra

 

Debaixo Da Ponte

Há um vagabundo sem nome que dorme debaixo da ponte
Eu não conheço esse homem em que me tornei hoje
Vejo as luzes da cidade a brilhar ao longe
Onde mora a felicidade a mulher dos meus sonhos
Dizem que se eu procurá-la muito talvez a encontre
Dizem que casou com um homem nobre
Eles acharam-na cara demais para qualquer noivo
Mas eu vou convidá-la para sair a noite
Se ela aceitar vou levá-la até aos montes
Depois vou beijá-la e voltar a ponte

Olha há alguém no pontão velho(2x)
É o rei do rio que não chega ao mar(2x)

Há um vagabundo sem nome que dorme debaixo da ponte
Há um rosto enrugado no reflexo do lodo
Há algo de errado que este rio esconde
Desde o tempo em que tu eras naive e novo
Dizem que nasce todos os dias e a noite morre
Dizem que casou com um homem nobre
Hoje eu vou procurá-la num lugar bem longe
Mas se eu não encontrá-la vou voltar a ponte

Olha há alguém no pontão velho(2x)
É o rei do rio que não chega ao mar(2x)

Olha há alguém no pontão velho(4x)
É o rei do rio que não chega ao mar(4x)



publicado por olhar para o mundo às 22:09 | link do post | comentar | ver comentários (4)


Quer ver a sua banda ou espectáculo divulgados aqui?,
envie um email para: olharparaomundo (arroba) sapo.pt
Se tem alguma letra que eu não tenha encontrado, pode enviar para o mesmo email
mais sobre mim
posts recentes

Allen Halloween - O Meu P...

Allen Halloween - O Prime...

Fuse feat Allen Halloween...

Allen Halloween - Cobrado...

ALLEN HALLOWEEN - Várias ...

Allen Halloween - Livre A...

Allen Halloween - Rapazes...

Vinícius Terra feat Allen...

Allen Halloween - Dia de ...

Allen Halloween estará em...

arquivos

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

tags

todas as tags

links
comentários recentes
Pena estes rapazes não terem mais popularidade. A ...
Nome do autor da letra?Não se escreve?Falta de res...
A LETRA É ASSIM!!!E NÃO ASSADO!!!!MaMãe, tu estás ...
As partes que não consegui perceber estão com reti...
https://www.google.pt/amp/s/www.musixmatch.com/pt/...
Vou adicionar nos meus favoritos, sou brasileira, ...
" Para que o tremoço o almoço e o alvoroço demorem...
Letra e música do SiulProdução do Siul Sotnas e Mi...
que puta de letra fdx
Epá, o que é isto?Borrei-me todo com este "Mal des...
Posts mais comentados
blogs SAPO
subscrever feeds