Terça-feira, 17.10.17

 

Letra

 

Eu tenho um xale encarnado
É uma lembrança tua
Tem um segredo bordado
Que ás vezes eu trago á rua

Tem as marcas de uma vida
Que a vida marca no rosto
Mas ganha uma nova vida
Nas noites que o trago posto

Já foi lençol e bandeira
Vela de barco, também
Tem marcas da vida inteira
Mas dizem que me cai bem

Se pensas que me perdi
Nalgum destino traçado
Para veres que não esqueci
Eu ponho o xaile encarnado

 

Letra: João Monge
Música: Armandinho

 



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Letra

 

Ai meu amor se bastasse
Saberes que eu te amo tanto
E cada vez que eu cantasse
Ai meu amor se bastasse
Saberes que é por ti que eu canto

Ai meu amor se bastasse
O que a cantar eu consigo
E mesmo que eu não cantasse
Ai meu amor se bastasse
O que a falar eu não digo

Ai meu amor se bastasse
Eu saber que te não basta
E na vida que eu gastasse
A cantar eu reparasse
Que a nossa vida está gasta

Se o que eu tenho p'ra te dar
Quando eu canto te chegasse
Se isso pudesse bastar
Se me bastasse cantar
Ai meu amor se bastasse

 

Letra: Manuela de Freitas
Música: Pedro Rodrigues

 



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Domingo, 15.10.17

 

Letra

 

Amei-te com os laços da virtude
Prendi-me nos teus braços que beijei
Bebi do teu olhar a juventude
À pele da tua boca murmurei

 

Bebi do teu olhar a juventude
À pele da tua boca murmurei

 

Impossível cantar a realidade

do dia em que disseste o que não digo

matei dentro de mim toda a saudade

e tudo o que era teu ficou contigo

 

matei dentro de mim toda a saudade

e tudo o que era teu ficou contigo

 

O quarto um agasalho uma mesa

os restos pela casa do esquecimento

num canto o desenho da tristeza

lembranças de uma vida feita ao vento

 

num canto o desenho da tristeza

lembranças de uma vida feita ao vento

 

Composição de Acácio Gomes
Letra de Aldina Duarte 

 



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Terça-feira, 08.09.15

Aldina Duarte no CCB: Há Fado no Cais

Aldina Duarte no CCB: "Há Fado no Cais"

Dia 3 de Outubro às 21h.

 

"Este meu concerto no grande auditório do Centro Cultural de Belém é o primeiro e é único, farei deste palco o lugar dos afectos determinantes no meu caminho, enquanto fadista, ao longo de vinte anos, desde o começo até agora.

Estarão comigo os músicos José Manuel Neto e Paulo Parreira, guitarra portuguesa, e Rogério Ferreira, na viola.

Juntos estamos neste palco, como na vida e no fado, Camané, Carlos do Carmo e Maria da Fé, os meus mestres no terreno. O amparo da minha alma fadista nos bons e nos maus momentos.

Como se bastasse, juntam-se ao meu fado os Dead Combo, não fora o Pedro Gonçalves a proporcionar-me a experiência profissional mais extraordinária desde que decidi ser fadista, ao produzir o meu último CD duplo “Romance(s)”.

Cantarei nas minhas próprias palavras e nas dos letristas que fazem parte do meu repertório, Manuela de Freitas, João Monge e Maria do Rosário Pedreira, os vários momentos dos “romances” onde contamos a história das nossas vidas cruzadas.

Apenas o amor, com os seus desaires e virtudes, será o tema de uma noite de encontros e vozes singulares, onde a alma e o corpo se aproximam, pedindo aos céus e à terra a força do amor para todos os que me permitem existir a cantar o fado que mais gosto exactamente como quero. Bem hajam."


Aldina Duarte


HÁ FADO NO CAIS
ALDINA DUARTE
ROMANCE: APENAS O AMOR
CCB GRANDE AUDITÓRIO | 3 OUTUBRO, 21H00
 
Retirado de Antena 1


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Quinta-feira, 21.05.15

 

 

Letra

 

Ai, que amargura tão grande
Foi vê-la ali, qual assombro
Essa amiga do passado
Que roubou o meu amante
E ainda levou o ombro
Em que eu queria ter chorado

Falou-me de peito aberto
Vinha pedir-me perdão
Contar que o tinha deixado
Depois de ter descoberto
Sem ter havido traição
Que ele nunca a tinha amado

Foram erros sobre enganos
Mas é a ti que ele quer
Disse-me ela, arrependida
Se puderes esquecer os danos
Vai ter com ele, mulher
Já esperou demais a vida

Amiga, estás perdoada
Respondi eu com carinho
Mas, entre nós, ouve bem
Desse homem não quero nada
Deixá-lo ficar sozinho
Quem tudo quer, nada tem
 
Letra de Maria do Rosário Pedreira
Música de Fado tradicional (Pedro Rodrigues)
 

 



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Sábado, 02.05.15

 

Letra

 

Quando as duas raparigas
Cruzaram o seu caminho
Vinham perdidas de riso
Entre a graça das amigas
Ele, que vinha sozinho
Ficou bastante indeciso

Parou pra melhor as ver
E, nesse olhar reparando
Pararam elas também
E, se uma era fogo a arder
Pois a outra, em lume brando
Queimava como ninguém

Loira uma, outra morena
Uma acendia desejos
Na outra havia mistério
E, enquanto da mais pequena
Queria abraços e beijos
Com a alta o caso era sério

Ao pé delas tarde fora
Dessas duas raparigas
Foi só uma que escolheu
E quem se riu chora agora
Pois entre invejas e brigas
Quase tudo se perdeu
E hoje chegou a hora
De vos contar as intrigas
Porque a escolhida fui eu

 



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Sexta-feira, 24.04.15

 

Letra

 

Andas tão outro estes dias
Que dou por mim a cismar
Que vivo ao lado de um estranho
Se chego a rir, desconfias
Mas, se me dá p'ra chorar
Nem queres saber o que tenho

Já não sei o que fazer
Se chego tarde, protestas
Se venho cedo, não estás
Ai, quem me dera entender
Porque o que agora contestas
Mais logo tanto te faz

Andas tão longe estes dias
Que ainda agora pensei
Que fui eu que me perdi
Se não estou onde tu querias
Basta dizeres-me onde errei
E volto a correr para ti

A mim não me pesa a culpa
Mas, se culpada me crês
Eu confesso o que não fiz
E até te peço desculpa
Mesmo não tendo de quê
Só p'ra te ver mais feliz

 

Letra de  Maria do Rosário Pedreira / M: Frederico de Brito (Fado Britinho)

 



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Sexta-feira, 17.04.15

 

 

Letra

 

Não são palavras vãs, a carta que te deixo
Dizendo que me vou, pra nunca mais voltar
Ao morderes a maçã, tu perdeste o meu beijo
Já abraços não dou, a carta há de chegar

Nem vou esperar por ti, as malas estão à porta
Só me resta ir embora, a história chega ao fim
Se esqueceres que existi, não julgues que me importa
O homem que és agora, já não presta para mim

São tudo coisas minhas, aquelas que hoje levo
As mágoas e as penas não tás posso deixar
Entre as ervas daninhas, se encontrares o meu trevo
Tem três folhas apenas e só me deu azar

 

Letra de Maria do Rosário Pedreira / M: Joaquim Campos (Fado Alexandrino Joaquim Campos)

 



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Quinta-feira, 28.08.14

 

 

Letra

 

Alma e sangue, amor

No teu mundo, amor

São a terra e a dor

Que aproximam dois céus

 

O teu, o meu


O silêncio é ouro, amor

Ouro que pesa como o céu

O teu rosto faz o meu

Os teus passos um caminho

 

Que é meu, e teu

 

Alma e sangue, amor
O silêncio é dor, amor

É meu, e teu

 

Obrigado ao Marco pelo envio da letra



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Quarta-feira, 27.11.13

 

Letra

 

Certa noite o meu destino
Vi nos teus olhos fatais
E fiquei tão pequenino
Que desde então imagino
Segui-los por onde vais

Não sei voltar ao passado
Nesta noite derradeira
Vejo-te ainda a meu lado
Mas neste fado bailado
Arde a minha vida inteira

Coração da minha vida
Vida do meu coração
Em cada noite perdida
Uma promessa esquecida
Naquele olhar sem perdão

Vou contigo, coração
A morrer dentro de mim
Se ainda bates coração sem razão
Não te sei dizer que não
Vou contigo até ao fim



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Sexta-feira, 25.10.13

 

Letra

 

Antes da chuva no rio
Antes de ser primavera
Antes do corpo vazio
Nunca estive á tua espera
Antes do corpo vazio
Nunca estive á tua espera

Antes da areia quebrar
Nas ondas da maré alta
Senti o cheiro do mar
Não senti a tua falta
Senti o cheiro do mar
Não senti a tua falta

Antes do mal que passei
Antes do bem que vivi
Nunca de ti me lembrei
Nem nunca pensei em ti
Nunca de ti me lembrei
Nem nunca pensei em ti

Antes da estrela cadente
Riscar o céu doutras luas
Antes do quarto-crescente
Não tive saudades tuas
Antes do quarto-crescente
Não tive saudades tuas

Não sei como, nem porquê
Antes *não sei* de que instantes
Meu amor antes de quê
Antes fosse como antes
Meu amor antes de quê
Antes fosse como antes 



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Quarta-feira, 31.10.12

 

 

letra

 

Há um véu no meu olhar
Que a brilhar dá que pensar
Nos mistérios da beleza
Espelho meu que aconteceu
Do que é teu e do que é meu
Já não temos a certeza

A moldura deste espelho
Espelho feito de oiro velho
Tem os traços de uma flor
Muitas vezes foi partido
Prometido e proibido
Aos encantos do amor

Espelho meu diz a verdade
Da idade da saudade
À mulher envelhecida
Segue em frente na memória
Mata a glória dessa história
Da princesa prometida



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Terça-feira, 30.10.12

 

 

letra

 

Deste-me tudo o que tinhas
Nos meus lençóis de cetim
Mais a raiva quando vinhas
Desencontrado de mim

O meu corpo dependente
Bebia da tua mão
Aquela mistura quente
De desejo e perdição

Jurei que um dia mudava
Que de tudo era capaz
Já nem o sangue me lava
E tu nem raiva me dás

Parti os saltos na rua
Dei a vida pela vida
Mas agora, olho a lua
E não me sinto perdida

Esqueci a tua morada
E tu nem raiva me dás
Agora que não me dás nada
Deste-me um pouco de paz




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Segunda-feira, 09.01.12

 

 

Letra

 

Diz quem já me ouviu cantar

Que, quando soa o meu canto

A terra inteira estremece

E os rios perdem o mar

E as pedras rolam de espanto

E até o mal se enternece

 

Diz quem meu Fado conhece

Que ele enfeitiça, e encanta

E comove, e tira o sono.

É a paixão que entretece 

Os fios de quem o canta

Porque o meu Fado tem dono.

 

Eu canto para procurar

Aquele que já foi meu 

E a morte me arrebatou.

Não desisto de cantar,

Chamando o nome de Orfeu

Em todo o lado aonde vou.

 

Mesmo que o saiba fechado

No Inferno mais profundo

E não me aguarde outra sorte

Levo comigo o meu Fado- 

Vou até ao fim do mundo

Para morrer da sua morte



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Letra

 

Mais uma vez prometeste

levar-me de braço dado

por Alfama a passear.


Eu esperei tu não vieste,

ficou velho e desbotado

o vestido por estrear;


Vezes sem conta juraste

dançar comigo no baile

às portas da Mouraria

eu fui mas nunca chegaste,

sabem as pontas do xaile

o que chorei nesse dia

Vezes sem fim sugeriste

ouvirmos fados juntinhos

 num beco do Bairro Alto

de todas elas mentiste

eu gastei por maus caminhos

os meus sapatos de salto

Hoje vens para me propor

casarmos na Madragoa

como eu sempre te pedi

não pode ser meu amor

já sabe meia Lisboa

que eu não acredito em ti.



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Segunda-feira, 28.11.11

 

Aldina Duarte canta o desamor em Lisboa

 

 

 

A fadista Aldina Duarte apresenta terça-feira à noite, dia 29 de Novembro, na Culturgest, em Lisboa, o seu mais recente álbum, “Contos de Fados”, editado há seis meses, o primeiro em que canta o “desamor”.

 

"Nunca cantei o desamor, o vazio, como é o caso de ‘Ainda Mais Triste’ [de Manuela de Freitas a partir de “Longa Jornada para a Noite” de Eugene O’Neill]. É muito difícil cantar o vazio. Uma mulher que tem tudo para amar e não é capaz de amar”, afirmou.

 

O álbum, o quarto da carreira da fadista, é apresentado como um livro, com prefácio (do editor Manuel Valente), introdução (do musicólogo Rui Vieira Nery) e um poema de abertura de Pedro Mexia, “A Balada do Café Triste” que é “uma síntese do disco”, explicou Aldina Duarte.

 

No palco da Culturgest, acompanhada por José Manuel Neto na guitarra portuguesa e Carlos Manuel Proença, na viola, Aldina Duarte, distinguida há dois anos com o Prémio Amália Melhor Poeta, irá interpretar fados tradicionais como o Cigano, Pagem, Pedro Rodrigues, Cravo, Amora, Manuel Maria Marques, Menor do Porto, Vento, Esmeraldinha, Alberto, Franklin Godinho e João.

 

Os letristas escolhidos “são amigos”, o que para a fadista facilita a interpretação pelo conhecimento que têm da própria cantora. Aldina defende que se deve cantar letras e não tanto poemas, pois a letra “adapta-se mais facilmente à música que a ajuda também e é a linguagem de todos os dias”.

 

Manuela de Freitas, Maria do Rosário Pedreira, José Mário Branco e José Luís Gordo são os poetas que desafiou a escrever “pensando numa obra literária”, além de uma letra de sua autoria, “Que amor é este?”, a partir do romance “O Eterno Marido”, do russo Fiódor Dostoiévski que foi o primeiro escritor estrangeiro que leu e como ninguém escreveu a partir dele, sentiu a “urgência de o fazer".

 

Aldina Duarte afirmou: “Cuido dele [do fado] diariamente, quer cantando na casa de fados [no Senhor Vinho há 16 anos], quer ouvindo discos, é um amor tão a sério que acumula com a paixão que se reacende”.


Para a fadista o universo de 140 fados tradicionais é “um jogo de espelhos que se pode levar até ao infinito”.

 

Via HardMúsica



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Sexta-feira, 18.02.11

«Mulheres ao Espelho», álbum que a fadista Aldina Duarte traz ao Theatro Circo este sábado, 19 de Fevereiro, a partir das 21h30, reúne 11 temas que, tanto individual como colectivamente, traduzem o desejo de contar uma história. Uma história feminina.

 

Neste terceiro trabalho discográfico, Aldina Duarte escolheu várias mulheres como reflexos do seu fado. Desta forma,Hermínia Silva, Lucília do Carmo ou Maria José da Guiasão algumas das fadistas que Aldina, aqui acompanhada por Carlos Manuel Proença (viola) e José Manuel Neto (guitarra portuguesa), adoptou como cúmplices para dar voz aos temas que compõem este espectáculo.

 

Como vozes preponderantes da sua interpretação, metáforas poéticas e mesmo alinhamento, a fadista que se assume «apaixonada incondicional do lado tradicional do fado» elegeu «a afamada complexidade feminina que contém segredos e coragem, subtilezas e dúvidas legítimas, transgressões ousadas, impulsos e emoções incontidos e incontáveis, confiança e frontalidade».

 

Editado em 2008, «Mulheres ao Espelho» sucedeu a «Crua» (2006) e «Apenas o Amor», álbum que em 2004 assinalou a estreia da fadista lisboeta.

 

Natural de Chelas, Aldina Duarte iniciou as lides fadistas no Clube do Fado.

 

Em simultâneo, e já depois de ter participado no filme «Xavier», de Manuel Mozos, onde interpretava o fado«A Rua do Capelão», trabalhou na editora EMI e colaborou em vários álbuns do também fadista Camané.

 

Fadista residente no Sr. Vinho (Lapa, Lisboa) Aldina Duarte tem vindo a distinguir-se por um reportório predominantemente composto por fados tradicionais.

 

 

 

 

Via Sapo Música



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