Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

 

letra

 

Pareceu-me que pretendias agradar-me embora nao me
conhececes. 
Convenci-me que me havias distinguido entre todas
aquelas que estavam comigo. 
O encantamento que sentias quando estavas a sós
comigo. 


Nunca curti viver à base do quase 
Adolescência passa dependência fica o embaraço 
Caso eu vencesse o preço era alto demais 
Perder tempo com outra coisa quando so tu é que me
atrais 
Lembras-te quando começamos? Soltaste a voz do meu
ouvido 
Agora somos só nós, H2O foi o cupido 
Nunca esqueço o começo, sei que tavas na TV 
Mas sinceramente não sei dizer o que eu vi em ti 
A partir daí o meu tempo foi todo teu 
Tua origem cresceu, minha origem nasceu 
Comecei com poemas, tinha mil temas pa conversas 
Quando essas foram feitas já em situações diversas 
Não tinha instrumentais mas tinha imaginação 
Fui à baixa comprar uma caixa de percursão 
Já tinha um teclado emprestado 
Comecei os primeiros beats, sem meios, guardei-os 
São outros tempos, outros aparelhos (Renovar os velhos
tempos) 
É quando apareces e eu liberto o meu talento 
É quando a flor cresce, alguma ja tem avanço 
24 horas a criar sem descanço 
24 anos com espirito aberto 
Penso, danço, venço, perco 

És complicada, como amor louco 
Pouco a pouco dou tudo mas não dás troco 
És como a morte, quando junta pessoas e aprefeiçoas o
valor 
Nunca enjoas, se assim for eu sei que morro de amor. 
Morro de amor por ti, mas antigamente eu não sabia 
Que mesmo sem anatomia és a minha melomania 
Na escola, quando escrevia rimas da minha autoria 
Nem sonhava que um dia 
Minha palavra se iria espalhar em parceria 
Eu e tu, vale tudo 
Eu canto, enquanto estudante durante o intrevalo 
Depois de conhecer o Igor, o Sheriff e o Paulo 
Vamos fazer um grupo e porque não oficia-lo? 
O local é num quarto, moral é espalhar-te 
Vocal o combate para mais tarde divulgar-te 
Pelas ruas, à espera que contribuas 
Para ver dias melhores, em Lisboa e arredores 
Rimas são tuas e eu detesto quando amuas 
Tira a roupa, assim nua, ensinuas pormenores 
Maquetes em cassetes, falhas, repetes 
Metes na rádio onde façam repts 


Não vai, será que o som vai passar? 
Não vai, passar por ter qualidade 
Não vai. 


Mas espera, eu conheço esta batida, "Escola da vida" 
Pela primeira vez, na Antena 3... 


É o rap tuga na Antena 3, com musica de chelas 
O projecto "Official Nasty" 
Daddy O Pop, 2 Much, Sheriff e Sam The Kid 
A "Escola da vida" para terminar o programa de hip hop
da Antena 3 
See you soon, for another cartoon 


E isso moraliza, motiva, cultiva o ego, não nego 
Prefiro ser o homem que se segue 
Do que o homem que se suga, eles comem e dão a fuga 
Sou o jovem que só vem para ficar com interrogações 
Nunca pensei em fazer canções 
Apenas poemas e algumas partes com refrões 
Primeiro concerto, cassete a dar ao playback 
O mic a dar ao feedback, como é que querem que eu rap?

Se eu não percebo o que é que eu tou a dizer? 
Não há prazer, sem condições, sem as ligações 
Merda de fios, é so assobios, 
Mas não há vergonha, continuas bela 
Apaga o som e o mic, eu dou-lhe acapella 
A paka apela e marca a pela, um puto sem cautela 
A clientela vou mantê-la, expandi-la num best seller 
Duvidas? Vou-me aplicar nas batidas 
Brincar com cantigas antigas, perdidas no tempo 
Não digas e mente, casamento ilegal 
Não é que vá queimar ou que te mate 
Mas a caixa já nao bate 
A razão principal dos outros estarem à frente 
Alma presente sem tocar em intrumentos 
Conhecimentos feitos com pessoas fora de chelas 
Funky D, Mastercool, aos primeiros de algumas delas 
Ela estimava-o mas o grupo nao progrediu 
Teorias podias-lhes dar e vagar no vazio 
Não era que eu de todos fossse o teu melhor amigo 
Mas era o que tava disposto a passar mais tempo
contigo 
Eu e tu, a solo, assim como isolo 
Do coração pa coluna, como aluna da polo 
Em prol da musica, luz e caneta, uso e gas 
Ta ali gas, nao é preciso praquilo que me das 
Ja crias-te fãs, na tuga és popular 
Acho que já posso sair e poder ouvir-te num bar 
No Johnny Guitar, microfone aberto, microfone aborte 
Não entro na battle margem sul, margem norte 
É ridiculo, e toda a gente sabe, apresentado pela FM 
Radical, ataque verbal do pacman 
Os mc's iniciação, 
Não feches os olhos senao o mic sai-te da mão 
Passei a demo ao carlão, reacção foi imprevista 
Primeira aparição numa primeira entrevista 
Eu vou registando todo o arquivo e evoluindo 
Ainda distante do objectivo que é pretendido 
O lixo é tanto que enche gavetas com letras 
Ganham feitios num instante por tudo o que tu
representas 
Amo o teu som com emoção, serio ou comica aqui mica 
Ou na vertente anatomica sem palavras, só mimica 
Quero uma história contigo e ser o teu narrador 
E tar a par do que pões ao dispor na bimotor 
Barbosa já era na altura o partner na cultura 
O expert da futura vida que viria a ter 
Eu era o cromo com fome, escrevia albuns nas aulas 
Para entrega-los às radios que tinham mais poder de
alcance 
E portugal dance, e eu ouço o som que sai 
Do quarto com onde para o Marco, o Nuno e o Judai 
Putch, toda a gente me apoia e motiva 
A minha escolha de por na folha uma diva 
Quem és tu? Tu deste-me uma veia criativa 
A hipótese de fazer uma sinopse da vida 
E eu fugi do cliche, eu fui intruja da cena 
O meu primeiro cache, foi com a uji milena 
A quantia foi pequena mas valeu a pena 
Pela experiencia fora da area da minha residencia 
Até que um dia fui ao iscoté ver mind da gap 
E o sunrise apresentou-me ao DJ Bomberjack 
Ja tinha ouvido o meu nome 
Tava a gravar uma mix e ele convidou-me pa entrar 
E entretanto apareceu a Godzilla 
E o mc ganhou a hipótese de ser deaeler, então vou
dealar 
Traficando com carinho, sozinho a por o autocolante 
É pro vizinho, ou quem for, sou vendedor ambulante 
Eu entretanto chego e sam é sétimo céu, reflexo 
Beats da boss gravados no fostex 
O trabalho é nosso, a duques para quem posso 
Ouvir e concluir que a tuga tambem tem loops 
Contigo sou felizardo, surdo para o clube hard no
norte 
E se houver sorte eu nao ouvirei apupos 
Muitos grupos, eu vi muitos putos a vir 
Muitos protestavam, outros detestavam putos assim 
Vou a butes ao fim do mundo ter com o mundo mc 
E longas caminhadas feitas com o NBC 
E o dito do tumbitico da-me atitude, permitude da em
ti 
So me falta tar ligado em midi 
Mas isso é outra história, outro mundo, outros tempos

Isto é pré-profissões, edições independentes 


É entao isto que me dás em troca de tanto amor? 
O amor que é mais forte, uniu-nos para toda a vida 
E tu? Se tens algum interesse por mim, escreve-me
muitas vezes 
Bem mereço o cuidado de me falares do teu coração. 

Agora sabes o que penso, com estas rimas eu venço 
Agora sabes o que penso, com estas rimas eu venço 

Oh, quanto fica ainda por dizer...

Quer ver a sua banda ou espectáculo divulgados aqui?,
envie um email para: olharparaomundo (arroba) sapo.pt
Se tem alguma letra que eu não tenha encontrado, pode enviar para o mesmo email

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.