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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

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Ricardo Cabral, de nome artístico Ritchaz, nasceu em Lisboa, em 1988, filho de pais imigrantes cabo-verdianos em Portugal.

 

Com 13 anos, começa a dar os seus primeiros passos na música através de gravações num velho gravador de cassetes do pai usando um microfone inventado e construído pelo próprio utilizando pequenas colunas modificadas. Na altura cantava letras conhecidas de autores cabo-verdianos e gravava brincadeiras com as irmãs e amigos.

 

Entre 2002 e 2012, fez parte da dupla Ritchaz & Keky que se apresentava com uma sonoridade mestiça que passava pelo Kuduro, Kizomba, Techno, Reggae, Funaná e Hip-Hop. A partir de 2007, a dupla trabalhou com a agência cultural Filho Único (Lisboa), com quem tiveram atuações regulares dentro e fora do país e através da qual participaram na coletânea de CD’s Novos Talentos da Fnac (2008).

 

Sentindo a necessidade de aprofundar os seus conhecimentos musicais, Ritchaz frequenta dois anos de cursos relacionados com música na Restart em Lisboa, passando a fazer com frequência trabalhos de gravação, produção, mistura e masterização de música para diversos artistas localizados na Europa e África.

 

Em 2011 e nos dois anos que se seguiram, Ritchaz integrou a banda de Reggae Luso United, sediada na Amadora, como teclista.

 

Paralelamente, o artista envolve-se em diferentes projetos ligados à música. Foi co-criador do Estúdio SomGráfico (estúdio de música comunitário), no bairro Outurela (Oeiras), juntamente com outros amigos e músicos; Deu aulas de viola na escola básica local; e fez a co-produção e o lançamento do álbum musical independente Proghetto, que contou com a presença de vários artistas.

 

Em 2012, o artista junta-se ao grupo Raboita como vocalista, guitarrista e baixista. É nesta altura que passa a ter mais contacto com a música tradicional de Cabo Verde, tocando Mornas, Batukus, Funanás, Coladeiras e Mazurcas.

 

Por fim, em 2014, Ritchaz decide dedicar-se a uma carreira a solo para começar a preparar o seu primeiro EP com Funanás lentos e Batuku como música predominante, e que vai contar com a participação de vários artistas.

 

Em simultâneo, Ritchaz integra o grupo Skopeofonia, um projeto de investigação em Etnomusicologia da Universidade de Aveiro com a Fundação para a Ciência e Tecnologia, que tem recolhido e analisado as práticas musicais no bairro da Cova da Moura em Lisboa.

 

Antes do lançamento do EP, cuja divulgação está prevista para 2016, o artista já lançou dois singles “Pa Libra-M” (Batuku) e “Ka Pursi” (Funaná).

 

 

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