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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

 

Letra

 

Deixei a janela aberta
para a fada madrinha entrar
mas ela não apareceu
porque não sabia voar.
 
Deixei-me de merdas e fitas
para ver se olhavas para mim
mas uma flor nunca olhou o chão
e eu nunca serei jardim.

(La la la..)  

E desce, desce rio abaixo até ao mar.
 Desce e aprende a viver.
E hoje és tão diferente
de quem te viu nascer.

E quando cresci tive que reprimir
e trancar a criança que queria sair.
Moldamos o que somos a um mundo mau
que não cura e está a ruir.

  De passo frouxo
olhando o chão.
 Com trinta sóis aos ombros
e nenhum no coração.
  Põe-me a mão no peito
e sente o que tenho para dar.

(La la la..)  
(La la la..) 

  Voei num sonho e caí.
  Tentei jogar e perdi.
  Fechei a porta e então?
Para quê entrar se eu não faço diferença
   à tua presença.
  Esta sentença que me sou.

  (Voei num sonho e caí.
  Tentei jogar e perdi.
  Fechei a porta e então?
Para quê entrar se eu não faço diferença
   à tua presença.
  Esta sentença que me sou.)

(La la la..) 
(La la la..)  

Deixei que a doença estendesse
os seus braços negros por mim.
Estou velho, cansado
e não vi passar.
E o meu rio secou por fim. 
E o meu rio secou por fim.
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