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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

 

Letra

 

Original Os Quatro e Meia®

Parado no trânsito infernal da cidade,
Já nem controlo a ansiedade.
A fila onde me encontro, pouco ou nada avança,
Só o relógio não se cansa.

Segunda-feira é o dia da maior confusão,
E os outros dias tal e qual são.
E eu gasto uma hora de casa para o emprego,
No centro do desassossego.

(2x)
Vou trabalhar logo pela manhã,
Mas por este andar,
Só hei-de chegar amanhã.
Vou dar em doido a viver sempre assim,
O dia é tão longo e eu já não respondo por mim.

Sentado ao volante do meu carro, impaciente,
Insulto os outros mentalmente.
Subo o volume ao Rádio para ouvir as notícias,
Sobre manifs e polícias.

Ontem houve confrontos em frente ao parlamento,
E eu penso nisso um momento.
Até mesmo eu já me sinto agressivo,
A cidade engole-me vivo.

(2x)
Vou trabalhar logo pela manhã,
Mas por este andar,
Só hei-de chegar amanhã.
Vou dar em doido a viver sempre assim,
O dia é tão longo e eu já não respondo por mim.

Rap: (Colocar óculos de sol)
Na cidade do Porto,
Já aperta um bocado,
Está o trânsito parado,
Pelo despiste de um pesado.
Há gasóleo derramado,
E é preciso de ter cuidado,
Na saída para o mercado abastecedor.

E a brigada de trânsito,
Pede encarecidamente,
À montanha de gente,
Que queira ver o acidente,
Que controle a sua mente,
E e que educadamente,
Simplesmente, siga em frente, por favor.

E se está na capital do nosso país,
A loucura é a matriz,
Hoje há greve da Carris,
Se viver na aldeia,
Tudo aquilo que sempre quis,
Faça um grande sorriso,
E finja que é feliz.

A segunda fila está na ponte do Pragal,
Na segunda circular é o caos matinal,
Se está a vir da Amadora para a Capital,
Está tudo entupido como o habitual.

(Ohh, ohh)

(2x)
Vou trabalhar logo pela manhã,
Mas por este andar,
Só hei-de chegar amanhã.
Vou dar em doido a viver sempre assim,
O dia é tão longo e eu já não respondo por mim.

 

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