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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

 

Letra

 

São as festas da aldeia de S. Simão
Todos se vestem de gala p’rá ocasião
E à saída da igreja, eu vejo a luz!
Tu, no teu vestido branco, de ombros nus.

E a aldeia todo fala, Que despudor!
Não se entra em casa de Deus Senhor!
Esta há-de ir pró inferno e de arder bem
Por mostrar assim os ombros à Virgem Mãe!

E eu só penso que hoje à noite há um baile e vais lá estar
Se tu vens assim prá missa, como sais para dançar?
Ponho água de colónia, fico a cheirar a jasmim
Rezo p’ra que lá na praça te aproximes de mim!

Roda, menina, e solta o teu cabelo ao vento!
Baila, menina, e esquece o mundo ao teu redor!
E eu rodo contigo
E eu bailo contigo!
Quando tu rodas o baile ganha outra cor!

Outro dia se levanta em S. Simão,
Todos vestem roupa nova p’rá procissão
E na fila da direita, longe da cruz,
Vais no teu vestido branco e de ombros nus

E a aldeia toda fala, Que despudor!
Com a vergonha até o santo cai do andor!
O diabo há-de levá-la, há-de arder bem.
Nem que reze mil novenas à Virgem Mãe!

E o que interessa é que hoje à noite vai haver baile outra vez
E eu só quero acompanhar a leveza dos teus pés
Tomo banho, faço a barba e ensopo o cabelo em gel
Vou ficar à tua espera mesmo junto ao carrossel!

 

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