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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

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Orquestra de Violas da Terra, nos Açores, triplicou número de tocadores desde 2011

A Orquestra de Violas da Terra, que atua em fevereiro em Ponta Delgada, triplicou o número de tocadores desde a sua formação, em 2011, um sinal de que este instrumento tradicional dos Açores voltou a estar na moda.

 

“Nós começámos com 23, depois 32 e agora somos 45 [tocadores]”, afirmou à agência Lusa Rafael Carvalho, professor de viola da terra no Conservatório Regional de Ponta Delgada e fundador da orquestra, que conta com tocadores de vários locais da ilha de S. Miguel, com idades compreendidas entre os 10 e os 67 anos.

 

A viola da terra, que durante anos caiu em desuso devido à concorrência de outros instrumentos, voltou a estar na moda, com vários jovens interessados em aprender a tocar este instrumento tradicional quer nas escolas de música criadas para o efeito, quer nas aulas do Conservatório Regional de Ponta Delgada.

 

“Tem renascido. Muita gente tinha violas em casa e claro, se não havia conhecimento local, nem muitos formadores disponíveis, as pessoas não sabiam onde aprender. No caso do Conservatório [de Ponta Delgada] houve uma aposta do Conselho Executivo”, referiu Rafael Carvalho, acrescentando que, atualmente, há 14 alunos inscritos nas aulas de viola da terra da instituição.

 

A viola da terra, que produz um "som característico proveniente do encordoamento de 12 cordas", também é conhecida como viola de arame ou viola de dois corações, sendo semelhante ao violão, mas de dimensões mais pequenas.

 

A Orquestra, que reúne alunos de várias escolas de viola da terra da ilha de S. Miguel, realiza há três anos durante dois dias, em Ponta Delgada, um estágio que permite aos tocadores aprofundarem conhecimentos e criar um espetáculo de música tradicional, com repertório instrumental próprio para estas violas, que este ano terá lugar a 9 de fevereiro no Teatro Micaelense.

 

“Juntar esses tocadores todos é muito difícil. Poderia fazer uma semana de estágio e com outras pessoas, trabalhar e aprofundar, mas já sei que se tiver uma semana de estágio nunca vou ter os 45 [alunos], vou ter dez num dia e 15 no outro”, disse Rafael Carvalho, acrescentando que este ano o concerto contará, pela primeira vez, com a participação especial da flautista Sílvia Oliveira e do acordeonista Tiago Dias.

 

Rafael Carvalho explicou que, este ano, o concerto da Orquestra de Violas da Terra está integrado no programa comemorativo dos 50 anos do Conservatório Regional de Ponta Delgada e contará com a participação de outros músicos da instituição.

 

“Nós mantemos, obviamente, sempre uma linha na qualidade de peças que temos desde o primeiro ano, mas vamos sempre fazendo novos arranjos”, afirmou Rafael Carvalho, acrescentando que o concerto de 2014 terá “alguns temas novos e novos arranjos para temas interpretados anteriormente”.

 

Segundo Rafael Carvalho, “a orquestra está a criar consistência e maturidade”, sendo que há quatro ou cinco tocadores de viola da terra que estão agora a optar, propositadamente, pelo violão para “dar uma consistência mais grave à orquestra, que "faltava nos concertos”.

Ainda sem nenhum CD gravado e com atuações apenas em S. Miguel, a Orquestra da Violas da Terra tem já presença confirmada, este ano, na programação profana das tradicionais festas do Santo Cristo dos Milagres, uma colaboração iniciada há dois anos e que, segundo Rafael Carvalho, “é para continuar” enquanto forem sendo convidados.

 

Retirado do Sapo Música

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