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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

 

 

Letra

 

 

há lugares para ruir, lugares para morrer.
sou um lugar para ir, és um lugar para ser.
há o parecer e o perecer,
o cair sem perceber e o não saber o que fazer.
com joelhos no chão ou não, como uma puta com idade.
puta da saudade, luta nua com a cidade.
e belas são as coisas e infinitos, nós
a tua pele é uma masmorra d'infinitos nós
o coração é confusão, carrega-o na palma da mão.
entrega a solidão, tantas pernas num colchão.
tantas pedras num caixão, as quedas são o chão,
entregue à sensação...
e que se foda… desmonta-me as entranhas,
não há espaço para a vergonha nesta cama.
e tu lê-me nua à noite. ou chama-me de novo,
ou ama-me de novo, não há tréguas neste corpo.

esta noite é toda nossa e nós dançamos pelo chão
enquanto nos despimos do que nos enche o coração.
leva as coisas de mim e não me digas o que são
e é o teu corpo nu que tão condiz com a solidão.
que eu tenho, ou donde eu venho,
que eu semeio pelos corpos onde eu passeio.
e eu sei lá do teu silêncio e tu dos meus…
e são quantas despedidas para um adeus?
em quartos tão vazios como estas veias,
onde te deitas numa cama dentro da cidade branca.
e há morte nos lugares por onde tu passas a mão,
que os nossos corpos falem tudo o que as palavras não.
e que se foda… desmonta-me as entranhas,
não há espaço para a vergonha nesta cama.
e tu espera nua à noite. ou chama-me de novo,
ou ama-me de novo, não há tréguas neste corpo.

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