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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

 

Letra

 


(Refrão)
Acho que sou só um sacana nervoso! (x3) Com um temperamento temperamental, tempestuoso, provoco tempestades em copos, tento não parecer nervoso, mas...

Cara suada, jornal aberto numa folha ao calhas, um olhar suspeito refugiado atrás das páginas, óculos escuros, gabardine, a rondar nas periferias (porque eu sei que eles sabem que eu sei de muitas patifarias). Levo uma pasta algemada, encostada ao peito. Transporto conteúdo suspeito, mas nunca espreito. Topei um tipo a seguir-me e de olho posto na pasta. Acha que não, mas já o topei há dois quarteirões atrás. Está visto que isto vai dar molho como bungee jumping sem elástico. Acelero o passo até um beco, paro e fico estático... - “O que tens na mala?” - Eu não respondo. Ele aponta-me um revólver às narinas, tipo: - “Consegues sentir o cheiro a morto?” - Calma, man! - “Calma nada! Abre a pasta, palhaço!” - Mas eu não posso! - “Abre ou...” - Ok, ok, eu abro! Hmm... O que é isto? Parece um controlo remoto com um pequeno botão vermelho... - “E o que faz esse aparelho?” - Ya, boa pergunta! O que fará este controlo remoto? Tenho o dedo sobre o botão e estou a ficar com tiques nervosos! Agora, tu é que vês se desafiar o meu bluff é perigoso. Eu não sei, mas eles dizem que eu sou um sacana nervoso! Pode ser um lança-chamas ou uma bomba ou a tua morte, mas a pergunta não é o que é isto, mas sim se hoje te sentes com sorte! Já agora, meu... Está a ficar frio aqui, ou sou só eu? (O tipo cedeu depois da segunda frase feita e desapareceu!) Mas como é que raio é que eu me safei desta? Com uma arma apontada à testa e sem estratégia prévia! Nunca sigo caminhos calculados para fugir à morte. Não tenho Sul nem Norte. Tenho iniciativa e muita, muita sorte!

(2x Refrão)

A lua já mostra a face. Sinto o blues num pequeno bar da cidade. Preciso de descomprimir o stress acumulado à tarde. Já fiz a entrega que tinha a fazer da tal pasta malvada. Não está frio, mas ainda sinto o frio daquela arma na cara! E o bar até tem bom toque, mas não consigo concentrar-me. Preciso de algo forte ou de ser forte para tentar controlar-me. Ontem deixei o tabaco, hoje é o álcool, sem recaídas! Amanhã deixo as seringas e festejo com mais uma bebida. Está uma garina a tirar-me as medidas do outro lado. Ela aproxima-se, tipo: - “Pareces nervoso. Queres um cigarro?” - Afasta-te! Não! Não quero um cigarro! Lá por tu quereres um cigarro, não tens de insinuar que também estou viciado! Desculpa. Não estou nos meus dias, a sério. Não penses que sou esquizofrénico. Isto é o reflexo de um dia péssimo: Agentes secretos, revólveres, tiros, perseguições, logo de manhã, novas missões! É o pequeno-almoço dos campeões! Tu sabes, aquelas cenas. - “A sério? Interessante. Eu vivo afogada em tédio.” - Tira a mão da minha perna! Isso é assédio, cabra! E essa aliança no teu dedo não me está a motivar nada. - “Calma...” - Larga! Conheço e estou muito tenso para esse “tem calma”. E não tenho paciência para donas de casa desesperadas. Mas o que é que posso fazer? Elas curtem um gajo perigoso. Não sou charmoso, acho que sou só um sacana nervoso.

(2x Refrão)

 

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