Terça-feira, 29 de Dezembro de 2015

 

Letra

 

Quantos anos passaram? Quantos manos partiram?
Quantas relações findaram? Quantas portas se
Abriram? Quantas noites em branco?
Quantos dias sem encanto?
Quantas vezes fui franco depositando
Emoções no teu banco?
Quantas vezes sorriste triste, solitário e cabisbaixo?
A 220 em pleno despiste capotando encosta abaixo
Neste mundo eu não me encaixo
Pensavas para ti próprio
Metade de mim inspira amor a outra metade só atrai ódio!
É óbvio que um homem erra ele não nasceu perfeito
Com defeito de fabrico no fabrico do lado esquerdo do peito
O meu maior defeito? A minha maior virtude
Mudo a tempo de vida antes que a própria vida como
Tempo me mude
A verdade não ilude
Procuro que ela me ajude
Uma mente coerente e' nascente fluente
Da fonte da juventude
Dei tudo o que tinha mas não sabia ao que vinha
Como uma criança que caminha na escuridão do vale sozinha
Só minha tristeza que carrego em peso nos ombros
Perdi toda urna família, a inocência soterrada nos escombros
Somos tontos quando pensamos que só acontece aos outros
Loucos quando nos roubam a vida aos poucos,poucos, poucos

Tu vive e sente te livre, a vontade é um poder enorme
Não deixes que o medo te transforme
Não deixes que a malícia te transtorne
Não deixes que o mínimo te conforme
Enquanto o tempo se consome
Porque o homem besta não dorme semeando miséria e fome
32 Primaveras nas ruas amizades sinceras, meu puto
É um mundo de feras e da realidade não dá para tirar férias
Faço sérias abordagens em prol do bem comum
Putos querem saber quem e o maior? Que se foda o número 1
A vida não é um concurso ou uma corrida em pista coberta
Valorizo mais a procura que o número astronómico da oferta
A minha historia é bem concreta debaixo de chuva a procura de uma aberta
Vi uma porta entreaberta que me levou à direcção certa
Incerta a vida que levo, não desminto nem o nego
Como poderia ser assim tão cego, impávido ou incrédulo?
Estas ferramentas que envergo cabe a mim dar lhes um bom fim
E então que seja assim, que seja assim

Nesta batalha da vida perdi algumas rondas passei
Algumas iombas, dias curtos noites longas
Vi corações partidos, amigos mal agradecidos
Comentários fingidos, judas em varias tribos
Julgas que não tenho ouvidos porque adormeço os sentidos
Porque adormeço os sentidos?
Pela dor dos que já não estão vivos
É raro sair do estúdio poucos são os que me veem na rua
Porque a má vida acima de tudo, não avança só recua
Atenua um futuro risonho, assassinato do sonho
Do que sou não me envergonho
Quando escrevo não pressuponho
A minha maior vaidade foram os amigos que fiz
O criar da minha raiz é tudo o que preciso para ser feliz
Diz o que quiseres, o mal que puderes
Mas lembra-te que vem o dobro de tudo aquilo que tu deres
Vive com integridade com paixão e humildade
Em pleno sereno como um pôr do sol ao fim de tarde

 



publicado por olhar para o mundo às 08:13 | link do post

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