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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

 

 

Letra

 

Eu não sou de cá
venho de muito longe
tivesse pança e hábito passava por monge
fugitivo do mosteiro, estilo forasteiro
não penses igualar, imitar, original pioneiro
com rimas pra cabeça ainda mal se punha na mesa
singrar, com rap feito na língua portuguesa
por isso viajo, fico fora cá dentro
com ideias, no fundo partilho o memento
damos outra volta, cosmonauta no papel
como o Surfista Prateado mas mais acessível
preciso sair
necessito saltar do globo miniatura que me quer agarrar
o Sol não se põe neste espaço onde brilho
onde me podes seguir assim como um filho
neste abrigo, refúgio criativo
aqui redefino regras em modo altivo
A partir
deslizam a sair
versículos a seguir
os fantasmas não me aguentam eu resisto sem cair
eu insisto e persisto subsisto no subsolo,
raiz que deu frutos dos ramos de um grupo, este colo
como se de um bruto se tratasse
levou tareias mas tass, a ilusão do louco desfaz-se
logo crítico apraz
se este rapaz de barba grisalha dá pelo nome de Ás
não preciso da azia do vosso cinza; paz
Eu não daqui
Eu nunca estou aqui
Eu não daqui
Eu nunca estou aqui
Eu não daqui
Eu nunca estou aqui
Mesmo de corpo presente a mente viaja por aí
3 2 1 ignição
cá estamos 1 2 3 em acção
partida, combustível já está em combustão
temos ingredientes certos desta poção
nesta viagem sobe a escada e consulta a audição
segue o desvio
para o espaço, não tropeces
não cais no buraco, o vazio, não mereces
lembra-te disto enquanto orbitas
estas palavras são pérolas, levitas
e cá fora já habitas
Minha cabeça não pára, pareço máquina rara
daquelas que não avariam não sendo uma peça cara
doença pega mas venço
físico quebra mas penso
não deixo a praga vencer-me
é disse que me convenço
não deixo a nega dobrar-me
eu valorizo a derrota
não me envergonha perder
mas não tentar a vitória
não aprender com os erros dá azo a um loop idiota
sintomas batem à porta
repetem-se e não se esgotam
perde-se o tempo e não volta
solto no espaço a revolta
que ecoa na tua esquina
passo a rasar sem escolta?
veículo é especial
nada me faz mal enquanto eu
estiver aqui dentro, aí fora comando
entretanto
mil ideias a explodir em simultâneo
mil luzes a piscar momentâneo
mil faíscas que fazem cócegas no crânio
mil choques de lógico pânico

 

 

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