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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

 


Letra:

Está muito escuro aqui deixem-me abrir a persiana
Estive a trabalhar no duro, afiar a minha lâmina
Faminto pelo futuro, venho quebrar cadeados
Lanço no éter vocábulos incendiados
Sociedades sôfregas, insanos quotidianos
Todos nós somos nómadas contemporâneos
Ritmos citadinos criam feitios vulcânicos
Frágil, estala o cristal os nossos crânios
Expande mais 10%, cérebros magnânimos
Há tanto potencial nestes entes orgânicos
Vastos subterrâneos que desconhecemos
Aqui por baixo da superfície que raspamos
Educação via liberdade criativa
Contamina, alastra uma atitude positiva
Infestação como pixação em São Paulo
Elevação, fuga do Labirinto de Fauno

Ei Acorda já, presente, aqui e agora
Adora o universo, agradece fauna e flora
Não sejas mais uma ovelha que se rende
A esta ditadura que nos prende, sente!
Cito Agostinho da Silva e os seus ensaios
Que a morte nos colha vivos, não suicidados
Voemos como cavalos alados, sem medos
Sem desculpas, teremos que enfrentá-los
Urbes são morgues de população escravizada
Ciborgues da civilização mecanizada
Desumanização, intoxicação ácida
Torpes com insensibilidade máxima
Triclopes tropeçam nas armadilhas do ego
Sem campo de visão, terceiro olho cego
Nós não somos números em páginas de excel
Mas corações pulsantes nesta torre de Babel

Transpiro fé pelos poros, renasço Ouroboros
Mil homens marcham, ouvem-se ao longe os coros
Mais acção e menos conversação
Estamos descontentes com nossa situação
Os oligarcas dão as cartas, criam falsos ídolos
Apóstolos Iludidos procuram ouro dos tolos
Patrulham, garimpam, peneiram as nossas migalhas
Esses pulhas, que esgravatam com as unhas
Feridas abertas pelas guerras da sobrevivência
Marionetas, somos penhorados à nascença
Chega de infernos dantescos, pinturas de Bosch
Que não demore, que a consciência desabroche
Não somos manchas num teste de Rorschach
Vamos pela estrada fora como o Kerouac
É hora de reivindicar o espaço e o tempo
E que cada elemento nos traga conhecimento


Vamos avançar e construir o amanhã

 

Letra por Maze
Produzido por Tombo
Vozes por Macaia

 

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