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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

 

Letra

 

Uma jangada perdida
Chega a um porto qualquer
Vem quebrada, vem sumida
Traz a fome adormecida
No ventre duma mulher

Ouvem-se ao longe tambores
Há uma lua que brilha
Bebendo a seiva das flores
A mulher morre de amores
Pela voz daquela ilha

Fado mulato... fado que ao nascer do dia
Traz o perfume do mato... agarrado á melodia
Fado que embala... um sono que sem aviso
Descobre a voz da sanzala... no sonho do seu sorriso

Aquela mulher perdida
Encontra um homem qualquer
E ao dar-lhe a sua vida
Ela fica mais perdida
Não lhe dando o que ele quer

Ao longe o vento que passa
Não sabe dar testemunho
De ver nascer uma raça
Onde Dezembro se enlaça
Ás tardes calmas de Junho

Mais uma bala perdida
Trespassa um corpo qualquer
E há uma pátria que vencida
Tenta estancar a ferida
Com o que a terra lhe der

A terra dá-lhe suspiros
E a terra dá-lhe canções
Vazam-se as noites com tiros
Rasgam-se as almas com vírus
Que matam mais que canhões

Uma guitarra perdida
Dedilha um fado qualquer
Levanta a voz destemida
E diz que por estar vencida
Não deixou de ser mulher

Se alguém souber, que me explique
Como é que um perfume chora
Mas mesmo que aqui não fique
Hei-de levar Moçambique
Pela minha vida fora

 

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