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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

 

Letra

 

MARIANA
Eis a que tudo deu e nada tem
Senão as cartas que a si mesma escreve
Nelas só arderá por quem não vem
A eternidade do seu corpo breve

Escreve cartas de amor para ninguém
Seu nome de mulher é Mariana
Escreve cartas e reza como quem
está mais perto de Deus por ser humana

Amou talvez o amor mais que o amante
Escreve cartas e dói-lhe um corpo ausente
Em seu corpo tão breve e tão distante

O resto é nunca mais haver depois
Escreve cartas de amor a si somente
Como quem só por si ama por dois

 



Nomeada monja por testamento de sua mãe, Mariana Alcoforado (1649-1723), sem nenhuma inclinação mística, foi destinada à vida religiosa. Os seus amores com o Marquês de Chamilly (oficial Francês que lutou em Portugal durante a Guerra da Restauração) provocaram escândalo, pelo que o Marquês preferiu afastar-se, prometendo mandar buscá-la. As cartas que Mariana escreve enquanto espera em vão, dão conta da sua tristeza crescente e comovem os corações.


Houve quem pusesse em causa a autenticidade das cartas por sere belas demais para terem sido escritas por uma mulher...

 

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