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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

 

Letra

 

A seca é severa,
O chão todo estala
chovesse do tinto
e a erva bailava.
A erva bailava
o gado aplaudia,
seguindo a fanfarra
dos peixes da ria.

Nos vales e montes,
caleiras de casas,
levadas e fontes
o povo dançava
O povo dançava
com as mãos em concha,
de baldes e jarras
cantando com pompa:

“- Vai abaixo, vai ao cimo,
vai ao centro e vira um trago!
Engolindo pirolitos
não morremos afogados.
Não morremos afogados
nem nos gaguejam as pernas
se chover que seja tinto
que o vinho bem nos alegra!”

Aldeias e vilas,
cidades, países,
de taças erguidas
brindando felizes.
Brindando felizes,
sem ódios nem guerras,
de rubros narizes
faziam a festa:

rodava a Terra
e o Sol que a seguia,
quem estava no centro
já ninguém sabia.
Já ninguém sabia
tão pouco importava,
Que a farra infinita
no Cosmos reinava:

refrão

E até a matéria
sem luz de ciência,
bailava etérea
a não-existência
A não-existência,
brotava do Nada
e em clarividência
no chão rebolava:

“- Vai abaixo, vai ao cimo,
vai ao centro e vira um trago!
Engolindo pirolitos
não morremos afogados.
Não morremos afogados
nem nos levam com a seca
se chover que seja tinto
que o vinho bem nos alegra!”

Isto é chão que não dá uvas,
só dá parra e muita léria.
Que se cante pela chuva
que a secura é coisa séria.
A secura é coisa séria
E já não pedimos tanto
Se hoje não chover do tinto
ao menos pingue do branco!”

 

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