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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

 

Letra

 

Foi ali
resvés Campo de Ourique
que apanhei o Salvador
embasbacado com o Tejo.
Gingavam, cardumes de varinas,
poetas pelas esquinas,
Ah, coisa linda,
o tocar de uma guitarra.

Subi
como Gaivota, o mar à proa,
Soluçando esta Lisboa
Deslumbrando na calçada,
As glórias, as praias prometidas
A história de outras vidas
E às Janelas
As velhinhas em Armada.

Ali
na terra do castiço,
a sardinha amantizou-se com o sal.
Santo António abençoou a embriaguez,
O amor é belo nas vielas de Lisboa,
Na mordedura das pautas de estendal,
Quando esta gente
De triste canto
Rasga o pranto
a marchar pela tradição.

A improvável, inverosímil,
toponímia da Marcha Popular
Não olha a meios, de fartos seios
O povo sai à rua enfeitado para bailar.




Vai desci
Mergulhei com andorinhas,
Toureei nas entrelinhas
A mourama aburguesada.
Floriram entre pés de Alfarrabistas
Caravelas de turistas
de Meias brancas
a comer a sujidade.

Ali,
No largo do desejo,
Velha bica de azulejo,
brota em barda a liberdade.
Lisboa, branquinha, de pele nua
O romantismo continua,
Ai, Não é crime
Ir lá matá-la com saudade.

Ali,
Na terra do castiço
Há Manjericos, com estribilhos e tintol,
Há Bailaricos a cair na madrugada.
O povo é rei, gaiato que à toa,
Sorrindo nos agarra num Anzol.
De sapatinho,
Bem engraxado
Vai ao Marquês
A marchar pela tradição.

 

Letra e Música de Artur Serra
Arranjos MARAFONA

 

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