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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

 

 

Letra

 

Fui lume que não queimava,
candeia que se apagava,
iluminar não podia.
Deste-me o teu corpo-chama
no frio da minha cama,
e da noite fiz-me dia.
 
Fui um navio sem mar,
tolhido de navegar
nas marés altas da vida.
Deste-me o teu corpo-água
que me afundou toda a mágoa
e foi meu cais de partida.

Já fui árvore sem chão,
fincada na solidão
das florestas que desfiz.
Deste-me o teu corpo-terra,
a força em que se descerra
a minha nova raiz.

Fui uma alma vazia,
um peito que se escondia
num canto calado e escuro.
Deste-me o teu corpo-fado
para cantar o passado
mas com a voz no futuro.

 

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