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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

Letra
Sonhei com o dia em que fugia da aldeia 
desaforrava o pé-de-meia 
e embarcava no batel 
que era galé, navio com vela de moinho 
aportando de caminho 
na cidade de Babel 

Aquela língua não vinha nos dicionários 
toras, bíblias, prontuários 
nada tinham para dizer 
Ouvi dizer que para sentir o teu sintoma 
falar o teu idioma 
tinha de te rescrever 

Não sabendo se davas abelhas ou mel 
subi à torre de Babel 
para me perder em tradução 
e lá do alto o amor não era um lugar estranho 
a vida tinha outro tamanho 
sem tamanha solidão 

No tempo entre calar e consentir 
eu dei-te tempo de fugir 
temendo o medo de temer 
Confundiste-me com bom entendedor 
meia palavra, meu amor 
bastou para te desentender 

Não sabendo se eras alma que não morre 
voltei a subir à torre 
para perceber depois 
que aquele mundo era no fundo moribundo 
haveria um mais profundo 
que monólogo a dois 

Se me encontrares, destraça a perna e para a linguagem 
traça um plano de viagem 
que me dê uma nova cor 
que a coerência não faz parte dos meus planos 
tenho vinte e quantos anos? 
Já nem sei morrer de amor 

Afaga a lâmpada, apaga a lamparina 
se o meu escuro te ilumina 
e não tens nada a perder 
vais ensinar o ancião sobre essa sina 
assina o peito da menina 
e assassina a mulher

André: contrabaixo 
Teresa: voz e coros 
Berhan: viola clássica, guitarra acústica, guitarra eléctrica, pratos, panelas e tampos de secretária, voz e coros

 

from Toda a Gente a Fugir para a Frente, released 23 June 2012

 

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