Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

 

 

Letra

 

Poema: Guerra Junqueiro — Excertos de “Musa em Férias”
Música: Fernando Tordo
Orquestrações: Lino Guerreiro
Voz: Fernando Tordo

 

“Acendem-se na rua à noite os candeeiros,
Coloca-se um “gendarme” à porta dos banqueiros,
A Polícia fareja os becos e as vielas,
Dobram-se as precauções, dobram-se as sentinelas,
E apesar d’isto tudo há feras pela rua,
O vício não acaba, o roubo continua,
E é cada vez mais a criminalidade.


Pois bem, iluminai por dentro a sociedade.

Ponde o trabalho e a honra onde estiver a esmola,
Uni o amor ao berço e uni o berço à escola,
Acendei uma luz em cada coração.
Dai terra aos camponês que emigra; a emigração
É. como em Portugal presentemente a vejo,
Um esgoto da fome, um cano de despejo


Da miséria. Aboli dois grandes sorvedoiros:
Cadeias-tremedais e hospícios-matadoiros.

Forjai da redenção a esplêndida alvorada,
Libertai a oficina e libertai a enxada.


Fazei o bem, fazei a paz, fazei a glória.
Proclamai a instrução gratuita obrigatória,
Ter direito à ignorância é ter direito ao mal,
Alevantai o povo ao nível da moral,
A escola é para isso a única alavanca.

Vamos! Emancipai a escravatura branca.

 

E depois de ter dado enfim estas lições,
Podereis suprimir os vossos esquadrões,
Entregar à lavoira os braços dos soldados,
E caminhar na rua à noite,desarmados,
Deixando sem receio a vossa casa aberta;


Um polícia estará continuamente alerta,
Um polícia gratuito, universal, austero,
Vigiando e guardando assim como um cerbero,
Desde o melhor palácio à última choupana;
Esse polícia é Deus – a consciência humana.

 

Se acaso pretendeis sinceramente dar,
Uma grande lição austera e salutar,
Um exemplo viril e bom que frutifique,
Um exemplo que seja uma barreira, um dique


Ao cancro que nos mata, Às lepras que nos mordem,
À fome, à estupidez, aos vícios, à desordem,
então olhai; é este o exemplo imaculado:

Revogai a ignorância; a velha lei do Estado!”

Quer ver a sua banda ou espectáculo divulgados aqui?,
envie um email para: olharparaomundo (arroba) sapo.pt
Se tem alguma letra que eu não tenha encontrado, pode enviar para o mesmo email