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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

 

Letra

 

E tudo aquilo que eu escrevi
Seja feliz na amargura
São pensamentos aleatórios
Desta minha loucura

E seja doença ou uma cura
Seja raiva ou ternura
Seja pelo molde que tenho nas mãos
Que não esqueço a tua cintura

Pois é um problema que dura
Já tentei pôr para trás
Ainda não esqueci a culpa
E tudo o que ela nos traz

Ou tudo o que ela nos faz
Aliada às coisas más
E mesmo depois de me enterrares
Eu nunca fiquei em paz

Mas fica firme rapaz
O tempo desapareceu no espaço
Da inocência até aqui
Foi apenas um pequeno passo

Aguardo cada pedaço
Cada momento que hoje é escasso
Seja numa casa, na praia
Num arranha-céus ou num terraço

E olho para as paredes do meu quarto
Vejo tanta história guardada
Contam cada sorriso
Ou cada queda bem dada

Ou cada cabeça fumada
Ou cada plano da jogada
Eu vi toda a gente a mudar ao redor
E ninguém fez nada

Que aqui nunca faltou nada
Sou exemplo para mim
E tenho todos esses fakes
Apontados no meu boletim

São mais perguntas sem fim
Mas dizem que tem de ser assim
Uma beleza monozigótica
Da qual eu nunca vi

Quem me dera escrever para ti
Mas foi Eros que assim não quis
Eu vou voar na minha cabeça
Vou ver as luzes a Paris

Há quem fale e não o diz
Há quem não seja de raiz
E tudo aquilo que eu não disse
Desapareceu nos meus confins, nigga

'E desapareceu nos meus confins
Eu acho que perdi os meus confins
Ando meio perdido nos meus confins
Tudo se resume aos meus confins'

Eu vou rasgar todos os meus planos
E escrever todos os meus sonhos
Eu vou levar todos os meus manos
Em todos esses futuros risonhos

Já esquecemos todos os enganos
Momentos da vida enfadonhos
E afogámos toda a cabeça
Nessas melosas e medronhos

Éramos todos putos medronhos
Crescemos aos sabor das falhas
Mas depois das desilusões
Construímos todos muralhas

Uns de gente a gentalhas
Que andam no fio das navalhas
E hoje trocámos os sentimentos
Pelo pacote das mortalhas

Puxa o barco se não encalhas
Preferes o pão ou as migalhas
E a vida é um baralho
Do qual só tu baralhas

Baby tu só baralhas
E é o teu perfume que espalhas
Tu és o meu maior troféu
Na sala das medalhas

E por favor não caias
Eu escrevo direito por linhas tortas
E custa-me ver a forma
Como te comportas

E trancaste essas portas
Não digas que não gostas
Só me interrogam de perguntas
Das quais não tenho as respostas

Mas pergunta aos teus sentidos
Se ultimamente têm sentido
Um qualquer tipo de sentido
Abrigado por um abrigo

Ou abraçado por um amigo
Ou acolhido por um mau caminho
O teu corpo é uma adivinha
Que já não sei se ainda adivinho

E nunca me há de faltar o vinho
Ou aquele leal abraço
Nunca me vais apontar o dedo
A dizer que fui um fracasso

Nunca vais olhar para trás
Para dizer que fui um acaso
Numa nova direção
Onde eu já troquei o passo

Lecionado pelos teus erros
Mesmo pelos mais comuns
Porque isto de errar é humano
Deve ser só para alguns

Na mente viram monstros
Somente fazem vudos
Há coisas na tua vida
Que tens de por uma cruz

E eu falo agarrado à cruz
Sobre tudo aquilo que eu fiz
Porque hoje aquilo que eu quero
Nem sempre foi aquilo que eu quis

E só falhámos por um triz
Acredita tu sê feliz
E guarda bem o que eu perdi
Que tá perdido nos meus confins, nigga


'E desapareceu nos meus confins
Eu acho que perdi os meus confins
Andei perdido nos meus confins
Tudo se resume aos meus confins'

 

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