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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

 

Letra

 

São três e meia no quartel (quartel)
É quando acordas exaltado mas habituado já sentes na pele
Essa vida de fascina o orgulho de tar fardado
três dias sem uma dormida, por o alarme que foi soado
e a vida segue sem complicação
sem tempo para largar o sono desces o varão
com pressa ajeitas o capacete, botas e blusão
entras na viatura sem pensar se vais voltar se não

(nem sempre volta aquilo que vai)

Perante o governo tás ao contrário
Mais vontade que dinheiro e mesmo assim és voluntário
Quantas vezes pensaste ter um bilhete só de ida
e sem ter salva de palmas apenas p'ra salvar vidas
e quando cais não sabes o fogo sobre serra acima
e sem ter medo serra acima tu vais
não é boato ser anunciado no jornal
Enquanto os outros rimam ouvir o homem que morreu
por dez nunca o salvariam

E nunca foi ficção
Para ver uma construção com este meio para o fazer
chegar á minha rua e ver o povo sentado a ver
a serra arder

Viver sem ter uma garantia no teu dia
Só sabes que no teu ciclo amor, respeito e valentia
Nunca consta no curriculo
porque o povo se ilude com pouco
tentem chamar o Ronaldo para apagar o fogo
Baixo a minha cabeça, mão no peito
Pelo que pensou na vida e não pensou na fama
por toda a mangueira que a meia haste alertou a chama
as lembranças nem todas são más
Tou a fazer figas por ti, soldado da pás
a todo o bombeiro do meu país

Há muitas almas perdidas, matas ardidas e muito para arder
Mas há mais pa pensar à mais para amar e mais pa viver
porque todo aquele que combateu com toda a raça sem baixar a mão
Pelo que luta com gana se levanta da cama pa perder a nação (2x)

São quatro e meia fora do quartel
Chamas invadiram casas e florestas verdes viraram papel
Tudo corrompe aquela zona trás a tristeza no rosto
E a natureza não faz isto, claro que é fogo posto
Não vês quem esclarece é quem apaga o incêndio
O incendiário não carrega os porquês, então porquê?
porque é gente que já não presta, floresta que vira brasa
P'ra ricos terem escritórios, os bichos ficam sem casa
Talvez um dia possa agradecer
Pelas vidas que salvaste, nos que acreditaste e tão a viver

Quantas vezes tiveste que partir enquanto outros comem
Quantas vezes chamaram por ti? por ti super-homem
Eu só queria ser a energia e o teu alimento
Ser a tua valentia para te ajudar nos momentos
Tentar dar o contributo nem que seja em pensamentos
Lado a lado na guerra, em campos cinzentos, eu bem tento

em campos cinzentos
Sofrem os outros que não lá ficaram
Com a ajuda do vento
Vão ardendo memórias que não lá ficaram
E mais que uma chama, o inferno de pé
Que em segundos arde, e sem deixar fé
Mas com toda a bondade, firmeza e vontade
Vai quem já nada teme, o homem da sirene

Há muitas almas perdidas, matas ardidas e muito para arder
Mas há mais pa pensar à mais para amar e mais pa viver
porque todo aquele que combateu com toda a raça sem baixar a mão
Pelo que luta com gana se levanta da cama pa perder a nação (2x)

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