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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

 

Letra

 

Aprende a ler decorações
Que há muito mais a fazer do que fazer revoluções
Não dês língua aos teus canhões
Nem ecos às pistolas
Nem vozes às espingardas
São coisas fora de moda
Põe-te a fazer a bomba
Que seja uma bomba tamanha
Que tenha dez raios da terra

 

Tou farto da pressão
Das regras, das normas, da hipocrisia
Das farsas dos "pormas
Da falsa revolução, e da política
Dos egos efectuados, de gente cínica
Da teoria da conspiração e da mentira
Da falta de união, do ódio e da apatia
Dos velhos do destilo, da presunção
Da injustiça, a quimera da ilusão
Procuro no espaço, fecho-me na redoma
Adeus, até ao meu regresso, é como coma
Auto-enlhusido, viagem ao estado lírico
Apenas acredito no conhecimento em tírico
Em dealema, transpiro a liberdade, espírito
Exprimo a minha alma, ver tudo num olho escrito
Este mundo é um hospício, meu verídico, ilusionício
E paz interior, para cumprir o meu designo.

 

For ma' lifetime just between the papersline
We work the whole life for this, you gave a shit, beat it

 

A unidade de uma vida, palavra após palavra
Curto específico da minha salvação, na dura espera à escrita


Nera do fatalismo, ofereço-te o fascículo
Estimo bélico, nosso mestre subscículo
Pentágono, eu sinto, ensino, eu ensino
Água fércule da poética, para que saibas o caminho
O mundo é destruído em direcção ao abismo
O abismo é desenhado com verdade no espírito
Eu tenho que sofrer para me contender
Nós temos que lutar para sobreviver
Eu vejo do saber, a arte de surpreender
Não tenho como morrer, para dar valor ao viver
Escritores numa missão dilemática
Venera pela poesia eterna, como apitos de dealema
Pedras do caminho construímos um castelo
Palavras de pessoas para pessoas sem medo.

 

For ma' lifetime just between the papersline.
We work the whole life for this, you gave a shit, beat it

 

Eu escrevo pela liberdade
Não tenho medo, de mostrar o que sou, quem sou
Tenho autenticidade, eu acredito na liberdade
Tento criar um sítio mais propício à felicidade
Na minha rima, tudo o que tenho, são castelos de areia
Tudo o que escrevo são baladas vazias
Tento escrever o sentimento impossível
De verbalizar emeras linhas frias
A feia do poeta veio de família
Ensinado pela minha avó, condizia
E a minha mãe, a minha escritora favorita
Sem métrica definida, tento-me safar na rima
Como a vida
Trago os ciúmes de energia eléctrica
Minha voz, por si liberta
A tua mente das correntes sociais que te prendem
Às coisas banais que te vendem
São livros de contos, que vão mais além

 

Versos que guardo, Camões, Pessoa e Saramago
Energia que trago, concentrado de Feio a Solnado
Autor proclamado como Rosa Lobato Faria
Gil Vicente a escrever um novo auto
Alvaro Cunhal neste meio musical
No cimo Gago Coutinho e Sacadura Cabral
Dinis no meu pinhal, tu punhal em Inês de Castro
Usado no assassinato do chefe Viriato
Sou Vasco da Gama destemido no dobrar do cabo
A indústria Salazar, nós o golpe de estado de 74
Sou Carlos Paredes neste Fado
São aquelas às quais não me tenho confessado
Trabalhado ao ritmo de Manuel de Oliveira
Ouvia Paulo ainda era menino à volta da fogueira
Simone de Oliveira, Paião e Paco Bandeira
Trago plantas como Tomás Taveira e Siza Vieira!

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