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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

 

Letra

 

Dizem por aí
Desde o dia em que apareci
Que não há um lar seguro na cidade
Muito patois se ouve no salão de chá
Sobre o que esta sabe e a outra ouviu dizer

É o senhor doutor, é o juiz, é o prior
O que não falta é suspeitos das andanças
Tudo o que é marido
Pelos vistos, eu persigo
Até me chamam menina das alianças

Mas são boatos, são só boatos
Ninguém sabe quem eu sou
O que eu faço, de onde vim
São boatos, são só boatos
Todos falam mas ninguém conhece os factos
Não passam de boatos

Dizem que conheço camas grandes de mansões
Apesar de ter um pobre apartamento
Na Rua de São Brás,
Vinte e Sete, Quinto Trás
Onde o escândalo vem a acontecer

Homens bem casados
Diz que esbanjam ordenados
Em floristas, jóias, prendas e jantares
Agem sem alarde, mesmo quando chegam tarde
Têm sempre um álibi para escapar

Qual a verdade?
O que é que importa
Se fico só quando chega o amanhecer
Resta-me o pouco que me bate à porta
E se alguém me perguntar
Ainda tenho de dizer

Que são boatos, são só boatos
Ninguém sabe quem eu sou
O que eu faço, de onde vim
São boatos, são só boatos

Teorias, fantasias, aparatos
Devaneios, mexericos, desacatos
Todos falam mas ninguém conhece os factos
Não passam de boatos

 

“Boatos”
Música e Letra / Song and Lyrics: Jorge Cruz

 

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