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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

 

Letra

 

Som novo,
Jota é tua
Para ti meu mano

Stress incessante, eu perco o meu instante
O desvio é constante e torna-se irritante
A oferta é mais que muita longe de ser gratuita
O processo é moroso e a despesa fortuita
Precariedade lançada o mundo tá em guerra
Sociedade amassada um berra outro ferra
Encher a cabeça tenho medo que isso aconteça
Se patinar de novo a minha alma não regressa

É curta a minha palha, mas é assim que me concentro
Tudo à espera de uma falha de ver um podre cá dentro
Cada dia uma batalha fecham portas mas eu entro
Não atiro a minha toalha e se há janela tou lá dentro

Eu só quero andar direito
Mas às vezes não há jeito
Que vontade de gritar
Tenho filhas para criar
Não dá pa vacilar

Eu só quero andar direito
Mas às vezes não há jeito
Que vontade de gritar
Tenho filhas para criar
Não dá pa vacilar

A Luta começa  mal eu saio de casa
Muita gente, muita pressa, man, não quero nenhuma brasa
E se alguém se atravessa tipo faixa de gaza
Eu respiro fundo depressa não me mata, só atrasa
Apanho a camioneta com a miúda pró infantário
Lá fora ta um homem que me tira pinta de otário
Para ele transporte público quer dizer pouco salário
Ele vê tudo ao contrário porque é outro meu erário

É curta a minha palha, mas é assim que me concentro
Tudo à espera de uma falha ver um podre cá dentro
Cada dia uma batalha fecham portas mas eu entro
Não atiro a minha toalha e se há janela tou lá dentro

Eu só quero andar direito
Mas às vezes não há jeito
Que vontade de gritar
Tenho filhas para criar
Não dá pa vacilar

Eu só quero andar direito
Mas às vezes não há jeito
Que vontade de gritar
Tenho filhas para criar
Não dá pa vacilar

Yep,
Às vezes parece que não há jeito e é isto que eu penso

Levanta mano, por favor não me morras
Traçamos um plano para sair destas masmorras
A lutar num faz de conta numa vida alugada
Somos escravos de uma conta que nunca irá ser apagada
Rasgamos o contrato, evitamos a armadilha
Criamos o sindicato e ensinamos a partilha
Bazamos para o mato treinar ações de guerrilha
Começamos pelo trato, depois o uso da cedilha

Eu só quero andar direito
Mas às vezes não há jeito
Que vontade de gritar
Tenho filhas para criar
Não dá pa vacilar

Eu só quero andar direito
Mas às vezes não há jeito
Que vontade de gritar
Tenho filhas para criar
Não dá pa vacilar

Tou lá dentro, tou lá dentro
Se há janela tou lá dentro (4x)

Jota, é tua
Sempre juntos
Descansa em paz

Tou lá dentro, tou lá dentro
Se há janela tou lá dentro (4x)

 

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