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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

 

 

Letra

 

Menina dos olhos tristes

o que tanto a faz chorar

o soldadinho não volta

do outro lado do mar

do outro lado do mar

 

Pequeno soldadinho grande

tenho saudades tuas

desses teu olhos brilhantes

sedentos de aventuras

da tua elegância britânica

num pijama anil

da tua candura titânica

mas quase infantil

mesmo se os ossos tivessem envelhecido

mesmo se os olhos tivessem escurecido

já te fui conhecer entre a morte e a tua mãe

quem te trouxe foi a música que amaste também

à livraria fui comprar o quero arte pra ti

tudo pra te dar a estrada e a liberdade

 ...... de saída aninhei-me naquela árvore

e ainda mais esquesita foi a vida ali buscar-me

 

Menina dos olhos tristes

o que tanto a faz chorar

o soldadinho não volta

do outro lado do mar

do outro lado do mar

 

Só querias ir pra casa

mas nunca te queixaste

para poupar os teus pais e os demais nunca choraste

amaste o mundo mesmo quando foi injusto

e só te restava o o sonho como um último reduto

mostraste que a ternura é a bravura de um homem 

e que ser forte é ser doce mesmo se as horas nos comem

bravo soldado grande diante da morte

delicado com o outro quando o teu corpo sofre

porque quando nada importa é quando importa de facto

saber sorrir para a sombra que mora no mesmo quarto

na luta ou no luto lado a lado de laço apertado

ali até que o luzir muda até ser escuro até ser vácuo

 

Menina dos olhos tristes

o que tanto a faz chorar

o soldadinho não volta

do outro lado do mar

do outro lado do mar

 

Já curta outros laços

e .. de muito luto

já me levou os seus braços

pra abraçar o outro mundo

mas tu foste ainda mais cedo

e a perda custa-nos muito

a batalha que travaste

foi de longe a mais injusta puto

nem tive tempo pra te ensinar palavrões a sério

pra te ouvir a praguejar alto e a gritar impropérios

pra te ver despenteado corado à gargalhada

vim tarde mas cheguei antes e devo-te um obrigada

quando está escuro ainda volto àquela árvore

onde a um pouco mais esquisita ainda  a vida vai buscar-me

na luta ou no luto lado a lado do laço apertado

na luta ou no luto lado a lado do laço apertado

na luta ou no luto lado a lado do laço apertado

ali até que o ser mude até ser escuro até ser vácuo

 

Menina dos olhos tristes

o que tanto a faz chorar

o soldadinho não volta

do outro lado do mar

do outro lado do mar

 

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