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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

 

 

Letra

 

 

dizia o pato para a pata adormecida
"um dia hei-de levar-te até à mata
e debicar-te essa asa ferida"
dizia apaixonado o pato psicopata

e a pata fugia com medo para longe
mas continuava a olhá-lo à socapa
ele insistia com paciência de monge
ela seguia-lhe o rasto por um mapa

e o pato amola a faca 
que a há-de matar
mas pato que afia a faca
perto da sua pata
não a quer matar

"não a consigo espetar"
grasnava o pato ao longe
de bico aberto em cascata
vida de homicida
do pato psicopata

ele que nunca sentira remorsos
nem no mais macabro dos cenários
esteve preso muitos anos na gaiola
por matar meia dúzia de canários

já nem grasnava isto com aquilo
nem flutuava nos lagos da razão
e no tronco onde enforcara um esquilo
debicou lentamente um coração

pato desorientado
pára de hesitar
e pato que ainda hesitas
junto a penas bonitas
tira-lhe o grasnar

"não a consigo espetar"
grasnava de faca em punho
e asa imóvel
frente à pata
sem tino de assassino
o pato psicopata

e a pata rouba-lhe a faca
e grasna que o amor mata
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música: Bicho do Mato
letra: Daniel Catarino
(c) 2011 Bicho do Mato

agradecimentos: Joaquim Oliveira, Mauro Freira e Vitor Bonito.
agradecimento especial ao Pavão.

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