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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

 

 

Letra

 

É tão bom ter um brilhante, que lindos que eles são,
Encher a mão de diamantes, cada dedo vale um milhão,
Mas terás tu a noção, ou uma pequena opinião
Do que se passa no teu mundo, nos campos de opressão?
Qual é tua opção? Obter ou matar?
Qual é a tua posição? Deixar de ter ou assassinar?
Segues a tua indignação, ou preferes pausar?
No tronco a pele de um animal, no dedo o sangue a brilhar.
Bem-vindo a África sádica, às terras de histórias trágicas,
Palco de guerras lunáticas, de mentes fanáticas,
Diferenças dramáticas, fome, miséria em massas,
Doenças, corpos nas valas, putos que carregam armas.
Bem-vindo à Serra Leoa, antes da descoberta,
Diamantes? Boa! Escravos, atirem-se à terra
Tu até sabes disto mas ‘tás-te bem a cagar,
Mete a safira playboy, hoje elas não te vão largar.

Terras vermelhas afundam-se em sangue,
Uma lágrima, um diamante
Tantas terras e uma distante
E aos nossos olhos irrelevante.
Tantas estrelas, nenhuma brilhante,
Tantos sábios e nenhum santo,
Não quero acreditar, no entanto,
Que Deus já não passa nas terras de sangue

Homens cavam, eles são escravos, patrões batem nos criados,
Fundo, mais fundo, seus inúteis quero resultados.
Quem achar, pode almoçar, quem não achar, vai continuar,
Estás cansado vais levar, vocês tão cá p’ra trabalhar.
O teu filho já é homem, 8 anos já não cai,
E o filho do teu filho há-de ser igual ao pai,
A vossa raça foi feita para servir o altar
E uma graça ou uma desfeita, vou-vos ter que matar.
Cava, cava,
Sua, lavra,
Baixa, apanha, levanta e dá-me a pedra mais brava,
Traz mais um se queres água,
Que cara é essa de mágoa?
Hoje nem levaste, limpa as lágrimas, parva.
À tua pala estou rico, devias ficar contente,
A pedra do teu marido foi considerada a mais quente,
Agora sai-me da frente, que eu estou quase a fazer bang,
Ias ser apenas mais uma a chorar lágrimas de sangue.

Terras vermelhas afundam-se em sangue,
Uma lágrima, um diamante
Tantas terras e uma distante
E aos nossos olhos irrelevante.
Tantas estrelas, nenhuma brilhante,
Tantos sábios e nenhum santo,
Não quero acreditar, no entanto,
Que Deus já não passa nas terras de sangue

Nos dia de hoje ainda persiste a escravatura,
Diamantes são exportados e lapidados com ternura,
Enquanto homens escravizados morrem pela tua luxúria,
Usados, descartados, os seus direitos violados,
Obrigados a estar calados, entre as feridas e os calos,
Ter diamantes é bonito, mais bonito é evitá-los.
Se um diamante falasse,
Ele não conseguia falar,
Se conseguisse...
Naa... Só conseguiria chorar!

Terras vermelhas afundam-se em sangue,
Uma lágrima, um diamante
Tantas terras e uma distante
E aos nossos olhos irrelevante.
Tantas estrelas, nenhuma brilhante,
Tantos sábios e nenhum santo,
Não quero acreditar, no entanto,
Que Deus já não passa nas terras de sangue

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