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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

 

Letra

 

Espelho meu, espelho meu,
procuro os traços da branca de neve
num mundo de traços e linhas,
o oposto de um rosto que dá em traços e linhas,
eu evito o sol posto sem ´tar exposto de frente,
vejo umas rugas, que nojo! que visão deprimente,
já não ´tou ao meu gosto, sinto-me outra de repente
chego a casa e choro por parecer ´tar diferente
já não sei se é do meu espelho ou se será da minha mente,
por trás da cortina escondo uma cara com tinta,
mascaro-me à menina para ficar mais bonita,
sou rica ´pa pagar e ´pa disfaçar os meus trinta
já nem dou valor quando me dizem: és linda
às vezes falo com uma amiga e sinto me tão distante
tenho vergonha de dizer que não sou assim tão brilhante
sou mais insegura do que eu pensava,
virei uma princesa no castelo do nada

Refrão:

Olho-me ao espelho,
pergunto-me quem sou eu
espelho meu, espelho meu,
olho para ti e já não sei quem sou, eu

A Luísa é da liza e quer entrar na camisa
que comprou indecisa entre o seu L e o Small,
trouxe o small que hipnotiza e uma promessa perdida
a sua dieta agressiva, foi perdendo o controle,
agora é esquelética, tamanho A de anoréctica
o XS é pa dormir, camisa Small fica-lhe à rapper,
hun, e a mãe quer lhe fazer uma dieta equilibrada
mas como é que ela pode se tá desequilibrada?
o psiquiatra é a safa, compridos não mata
mas incharam-na tanto que ela parece uma vaca,
voltou a ser gorda e com algo por estrear
Luísa comprou a camisa small e nunca a conseguiu usar,
uma história no meio de muitas por não querermos aceitar
o nosso corpo, o auto-retrato que não queremos cultivar,
e tu playboy, vai com calma...
nunca ouviste dizer que o espelho rouba-te a alma? mano...

Refrão:

Olho-me ao espelho,
pergunto-me quem sou eu
espelho meu, espelho meu,
olho para ti e já não sei quem sou, eu

Por que é que achas sempre que ´tás num campeonato par?
onde comparativamente achas que nunca vais ganhar,
desde sempre que fomos induzidos a um reflexo,
com formas e simetrias numa sociedade sem nexo,
parece que somos modelos da comunidade complexo
onde desfilamos todos os dias na passerelle do sexo,
afinal és a tua essência ou uma obra de arte?,
o teu ser inquebrável ou o quadro que se parte?

(Quem sou?, para onde vou?,
onde estou?, quem sou? quem sou eu?)

Quem sou, para onde vou, já nem sei onde estou, larguei o espelho
e ele quebrou, agora já não sei quem sou...

(Quem sou?, onde vou?,
onde estou?, quem sou eu?)

Quem sou eu?

(Quem sou eu?)

Refrão:

Olho-me ao espelho,
pergunto-me quem sou eu
espelho meu, espelho meu,
olho para ti e já não sei quem sou, eu

 

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