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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

 

Letra

 

De manhã cedinho

Eu salto do ninho e vou pra  paragem

De bandolete à espera do sete

mas não pela viagem

 

Eu bem que não queria

mas um certo dia  vi-o passar

E o meu peito  céptico

por um pica de eléctrico voltou a sonhar

 

A cada repique

que soa do clique daquele alicate

Num modo frenético

o peito  céptico toca a rebate

 

Se o trem descarrila o povo refila e eu fico num sino

pois um mero trajecto no meu caso concreto é já o destino

 

Ninguém acredita no estado em que fica o meu coração

Quando o sete me apanha

Até acho que a senha me salta da mão

Pois na carreira

desta vida vão

Mais nada me dá a pica que o pica do sete me dá

 

Que triste fadário e que itinerário tão infeliz

Cruzar meu horário com  o de um funcionário de um trem da carris

 

Se eu lhe perguntasse

se tem livre passe pró peito de alguém

Vá-se lá saber talvez eu lhe oblitere o peito também

 

Ninguém acredita no estado em que fica o meu coração

Quando o sete me apanha

Até acho que a senha me salta da mão

Pois na carreira desta vida vão

Mais nada me dá a pica que o pica do sete me dá

 

Ninguém acredita no estado em que fica o meu coração

Quando o sete me apanha

Até acho que a senha me salta da mão

Pois na carreira desta vida vão

Mas nada me dá a pica que o pica do sete me dá

 

Mas nada me dá a pica que o pica do sete me dá

 

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