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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

 

Letra

 

Passei toda a minha vida
Num governo alienígena
Aguardei uma saída
Para ser alguém

Breve forte e conclusiva
Faço o cerne da linhagem
Num regresso à viagem
Que faculta homens

Eu vou desbravar
Ir à lua e voltar
Construir o meu castelo
Numa base lunar

Aonde viver?
Mas sem poder
Ter poder não é viver
Não subordinar outrém
Aprender a ser ninguém

Quem deixa os erros no passado
Mal amado é pecado
Conta a história
Dá-me insónia
Num acesso à memória
Faz um filtro à triagem
Faz um filho à passagem
Quando o medo deixa à margem
O último a acordar

Eu volto a dizer
As estacas vão ceder
Os aztecas no poder
E os gravatas na prisão

Cidade a arder
E a culpa que eu tiver
Se sabes o que sabes
A modéstia é mansão

Aonde viver?
Mas sem poder
Ter poder não é viver
Não subordinar outrém
Aprender a ser ninguém

Procurar sem aclamar
Encontrar sem eu marchar
Não confundas a demência
Ocus Pus Clarividência

 

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