Letra
Não é desgraça ser pobre, não é desgraça ser louca: desgraça é trazer o fado no coração e na boca. Nesta vida desvairada, ser feliz é coisa pouca. Se as loucas não sentem nada, não é desgraça ser louca. Ao nascer trouxe uma estrela; nela o destino traçado. Não foi desgraça trazê-la: desgraça é trazer o fado. Desgraça é andar a gente de tanto cantar, já rouca, e o fado, teimosamente, no coração e na boca.
Letra
"Palhaços encapuçados" (Letra e Música: Dulce Pontes)
Palhaços encapuçados Mais uma vez cá estou junto às profundezas meu lado negro quando teima aqui ficar; mexe e remexe do figado às miudezas todas as minhas certezas já mudaram de lugar;
Mais uma vez cá estou junto ao precipício, na teimosia de em tudo encontrar sentido; mas afinal, se o final não teve inicio entre a virtude e o vício onde é que vamos parar?
Larilolela, se eu soubesse o que ser hoje, ma (...)
letra
No teu poema Existe um verso em branco e sem medida Um corpo que respira, um céu aberto Janela debruçada para a vida. No teu poema Existe a dor calada lá no fundo O passo da coragem em casa escura E aberta, uma varanda para o mundo. Existe a noite O riso e a voz refeita à luz do dia A festa da senhora da agonia E o cansaço do corpo que adormece em cama fria. Existe um rio A sina de quem nasce fraco ou forte O risco, a raiva, a luta de quem cai ou que resiste Que (...)
Letra
__ Canção de embalar ___ Letra / música: Zeca Afonso Dorme meu menino a estrela d'alva Já a procurei e não a vi Se ela não vier de madrugada Outra que eu souber será p'ra ti Outra que eu souber na noite escura Sobre o teu sorriso de encantar Ouvirás cantando nas alturas Trovas e cantigas de embalar Trovas e cantigas muito belas Afina a garganta meu cantor Quando a luz se apaga nas janelas Perde a estrela d'alva o seu fulgor Perde a estrela d'alva pequenina (...)
Quem dorme à noite comigo É meu segredo, Mas se insistirem, lhes digo, O medo mora comigo, Mas só o medo, mas só o medo E cedo porque me embala Num vai-vem de solidão, É com silêncio que fala, Com voz de móvel que estala E nos perturba a razão Gritar: quem pode salvar-me Do que está dentro de mim Gostava até de matar-me, Mas eu sei que ele há-de esperar-me Ao pé da ponte do fim.
Letra
Cheia de penas Cheia de penas me deito E com mais penas E com mais penas me levanto No meu peito Já me ficou no meu peito Este jeito O jeito de te querer tanto Desespero Tenho por meu desespero Dentro de mim Dentro de mim o castigo Eu não te quero Eu digo que não te quero E de noite De noite sonho contigo Se considero Que um dia hei-de morrer No desepero Que tenho de te nao ver Estendo o meu xaile Estendo o meu xaile no chao Estendo o meu xaile E deixo-me adormecer S (...)
Letra
Agarro a madrugada Como se fosse uma crian?a, Uma roseira entrela?ada, Uma videira de esperan?a. Tal qual o corpo da cidade Que manh? cedo ensaia a dan?a De quem, por for?a da vontade, De trabalhar nunca se cansa. Vou pela rua desta lua Que no meu Tejo acende o cio, Vou por Lisboa, mar? nua Que desagua no Rossio. Eu sou a mulher na cidade Que manh? cedo acorda e canta, E por amar a liberdade, Com a cidade se levanta. Vou pela estrada deslumbrada Da lua cheia de Lisboa (...)
Letra
O tambor a tocar sem parar, um lugar onde a gente se entrega, o sour do teu corpo a lavar a terra. O tambor a tocar sem parar, o batuque que o ar reverbera, o sour do teu rosto a lavrar a terra. Logo de manhãzinha, subindo a ladeira já, já vai a caminho a Maria-Faia, desenhando o peito moreno um raminho de hortelã, na frescura dos passos a etrerna paz do Poeta. Azinheiras de ardente paixão soltam folhas, suaves, na calma de teu fogo brilhando a escrever na alma. U (...)
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