Quinta-feira, 01.09.11
Letra
Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou te amar
A cada despedida eu vou te amar 
Desesperadamente
Eu sei que vou te amar

E cada verso meu será pra te dizer 
Que eu sei que vou te amar 
Por toda a minha vida

Eu Sei que vou chorar 
A cada ausência tua eu vou chorar,
Mas cada volta Tua há de apagar
O que essa ausência tua me causou

Eu sei que vou sofrer 
A eterna desventura de viver a espera 
De viver ao lado teu 
Por Toda a minha vida.


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Sábado, 09.07.11
Letra
Parava no café quando eu lá estava
Na voz tinha o talento dos pedintes
Entre um cigarro e outro lá cravava
a bica, ao melhor dos seus ouvintes

As mãos e o olhar da mesma cor
Cinzenta como a roupa que trazia
Um gesto que podia ser de amor
Sorria, e ao partir agradecia

[Refrão]
São os loucos de Lisboa
Que nos fazem duvidar
Se a Terra gira ao contrário
E os rios nascem no mar

Um dia numa sala do quarteto
Passou um filme lá do hospital
Onde o esquecido filmado no gueto
Entrava como artista principal

Compramos a entrada p'ra sessão
Pra ver tal personagem no écran
O rosto maltratado era a razão
De ele não aparecer pela manhã

[refrão]

Mudamos muita vez de calendário
Como o café mudou de freguesia
Deixamos de tributo a quem lá pára
Um louco a fazer-lhe companhia

E sempre a mesma posse o mesmo olhar
De quem não mede os dias que vagueam
Sentado la continua a cravar
Beijinhos as meninas que passeiam.

[refrão]


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Sábado, 21.05.11

 

 

Letra

 

Saiu decidida para a rua
Com a carteira castanha
E o saia-casaco escuro
Tantos anos tantas noites
Sem sequer uma loucura

Ele saiu sem dizer nada
Talvez fosse ao teatro chino
Vai regressar de madrugada
E acordá-la cheio de vinho

Tantos anos tantas noites
Sem nunca sentir a paixão
Foram já as bodas de prata
Comemoradas em solidão

Pôs um pouco de baton
E um leve toque de pintura
Tirou do cabelo o travessão
E devolveu ao rosto a candura

Saiu para a rua insegura
Vageou sem direcção
Sorriu a um homem com tremura
E sentiu escorrer do coração
A humidade quente da loucura




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Domingo, 17.04.11

Mariza convida Rui Veloso, Tito Paris, Carminho e Ricardo Ribeiro

 

O Casino Lisboa vai assinalar o seu quinto aniversário com uma festa no dia 19 de Abril, incluindo um encontro às 22:30 subordinado à temática «5 Anos, 5 Grandes Artistas».

 

O concerto «Mariza convida» vai trazer ao palco os convidados Rui Veloso, Tito Paris, Carminho e Ricardo Ribeiro.

Antes, será a vez da banda residente, os Voodoo Marmelade, que actuarão com um reportório especial, ajustado e coerente com o concerto de Mariza e dos seus convidados que se lhe segue.

O mesmo acontecerá com o DJ Pedro Ricciardi que, depois da meia-noite, completará a festa de aniversário com um portfólio de gravações.

Paralelamente, a mostra «Casino Lisboa 2006 / 2011 – Retrospectiva de 5 Anos de Actividade», que também integra o programa de aniversário, poderá ser visitada entre 21 de Abril e 22 de Maio.

O concerto a cinco elementos, que se realiza no palco central do Arena Lounge, é de entrada gratuita.

 

Retirado de Cultura Online



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Sábado, 09.04.11

 

 

Letra

 

Parava no café quando eu lá estava
Na voz tinha o talento dos pedintes
Entre um cigarro e outro lá cravava a bica
Ao melhor dos seus ouvintes

As mãos e o olhar da mesma cor
Cinzenta como a roupa que trazia
Num gesto que podia ser de amor sorria
E ao partir agradecia

[Refrão]
São os loucos de Lisboa
Que nos fazem duvidar
Que a Terra gira ao contrário
E os rios nascem no mar

Um dia numa sala do quarteto
Passou um filme lá do hospital
Onde o esquecido filmado no gueto entrava
Como artista principal

Compramos a entrada p'ra sessão
Pra ver tal personagem no écrã
O rosto maltratado era a razão de ele
Não aparecer pela manhã

[refrão]

Mudamos muita vez de calendário
Como o café mudou de freguesia
Deixamos de tributo a quem lá 
Pára um louco 
A fazer-lhe companhia

E sempre a mesma voz o mesmo olhar
De quem não mede os dias que vagueiam
Sentado la continua a cravar beijinhos
Às meninas que passeiam.

[refrão]

 



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Domingo, 27.02.11

 

Letra

 

Não queiras saber de mim
Esta noite não estou cá
Quando a tristeza bate
Pior do que eu não há
Fico fora de combate
Como se chegasse ao fim
Fico abaixo do tapete
Afundado no serrim

Não queiras saber de mim
Porque eu estou que não me entendo
Dança tu que eu fico assim
Hoje não me recomendo

Mas tu pões esse vestido
E voas até ao topo
E fumas do meu cigarro
E bebes do meu copo
Mas nem isso faz sentido
Só agrava o meu estado
Quanto mais brilha a tua luz
Mais eu fico apagado

Dança tu que eu fico assim
Porque eu estou que não me entendo
Não queiras saber de mim
Hoje não me recomendo

Amanhã eu sei já passa
Mas agora estou assim
Hoje perdi toda a graça
Não queiras saber de mim

 



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Sábado, 26.02.11

 

Letra

 

A tua pequena dor 
quase nem se quer te doi
é só um ligeiro ardor 
que nao mata 
mas que mói.

É uma dor pequenina
quase como se não fosse
e como uma tangerina
tem um sumo agridoce.

De onde vem essa dor
se a causa não se ve
se não é por desamor
então e uma dor de que.

Não esponhas essa dor 
e preciosa e so tua
não a mostres tem pudor
e um lado oculto da lua.

Não e vicio nem costume
deve ser inquietação 
nao há nada que a arrume 
Dentro do teu coração.

Talver seja a dor de ser
só a sente quem a tem
ou sera a dor de medo 
a dor de ir mais além.

Certo e ser a dor de quem 
nao se da por satisfeito
nao a mates guarda bem
guardada no fungo do peito.

 

 



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Sexta-feira, 25.02.11

 

Letra

 

Tenho à janela
Uma velha cornucópia
Cheia de alfazema
E orquídeas da etiópia

Tenho um transistor ao pé da cama
Com sons de harpas e oboés
E cantigas de outras terras
Que percorri de lés-a-lés

Tenho uma lamparina
Que trouxe das arábias
Para te amar à luz do azeite
Num kama-sutra de noites sábias

Tenho junto ao psyché
Um grande cachimbo d'água
Que sentados no canapé
Fumamos ao cair da mágoa

Tenho um astrolábio
Que me deram beduínos
Para medir no firmamento
Os teus olhos astralinos

Vem vem à minha casa
Rebolar na cama e no jardim
Acender a ignomínia
E a má língua do código pasquim
Que nos condena numa alínea
A ter sexo de querubim

 



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Letra

 

Pára de chorar
E dizer que nunca mais vais ser feliz
Não há ninguém a conspirar
Para fazer destinos
Negros de raiz
Pára de chorar
Não ligues a quem diz
Que há nos astros o poder
De marcar alguém
Só por prazer
Por isso pára de chorar
Carrega no batom
Abusa do verniz
Põe os pontos nos Is
Nem Deus tem o dom 
De escolher quem vai ser feliz

Pára de sorrir
E exibir a tua felicidade
Só por leviandade
Se pode sorrir assim
Num estado de graça 
Que até ofende quem passa
Como se não haja queda
No Universo
E a vida seja moeda 
Sem reverso
Por isso pára de sorrir
Não abuses dessa hora
Ela pode atrair 
A inveja do mundo
Tu não perdes pela demora
E a seguir tudo se evapora

 



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Quinta-feira, 24.02.11

 

 

Letra
Roendo uma laranja na falésia
Olhando o mundo azul à minha frente,
Ouvindo um rouxinol nas redondezas,
No calmo improviso do poente

Em baixo fogos trémulos nas tendas
Ao largo as águas brilham como prata
E a brisa vai contando velhas lendas
De portos e baías de piratas

Havia um pessegueiro na ilha
Plantado por um Vizir de Odemira
Que dizem que por amor se matou novo
Aqui, no lugar de Porto Côvo

A lua já desceu sobre esta paz
E reina sobre todo este luzeiro
Á volta toda a vida se compraz
Enquanto um sargo assa no brazeiro

Ao longe a cidadela de um navio
Acende-se no mar como um desejo
Por trás de mim o bafo do destino
Devolve-me à lembrança do Alentejo

Havia um pessegueiro na ilha
Plantado por um Vizir de Odemira
Que dizem que por amor se matou novo
Aqui, no lugar de Porto Côvo

Roendo uma laranja na falésia
Olhando à minha frente o azul escuro
Podia ser um peixe na maré
Nadando sem passado nem futuro

Havia um pessegueiro na ilha
Plantado por um Vizir de Odemira
Que dizem que por amor se matou novo
Aqui, no lugar de Porto Côvo

 

 



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Quarta-feira, 23.02.11

 

 

Letra
Quem vem e atravessa o rio
Junto à serra do Pilar
vê um velho casario
que se estende ate ao mar

Quem te vê ao vir da ponte
és cascata, são-joanina
dirigida sobre um monte
no meio da neblina.

Por ruelas e calçadas
da Ribeira até à Foz
por pedras sujas e gastas
e lampiões tristes e sós.

E esse teu ar grave e sério
dum rosto e cantaria
que nos oculta o mistério
dessa luz bela e sombria

[refrão]
Ver-te assim abandonada
nesse timbre pardacento
nesse teu jeito fechado
de quem mói um sentimento

E é sempre a primeira vez
em cada regresso a casa
rever-te nessa altivez
de milhafre ferido na asa

 

 



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Terça-feira, 22.02.11

 

letra

 

Recebi o teu bilhete
Para ir ter ao jardim
A tua caixa de segredos
Queres abri-la para mim

E tu não vais fraquejar
Ninguém vai saber de nada
Juro não me vou gabar
A minha boca é sagrada

De estar mesmo atrás de ti
Ver-te da minha carteira
Sei de cor o teu cabelo
Sei o shampoo a que cheira

Já não como já não durmo
E eu caia se te minto
Haverá gente informada
Se é amor isto que eu sinto

Refrão:
Quero o meu primeiro beijo
Não quero ficar impune
E dizer-te cara a cara
Muito mais é o que nos une
Que aquilo que nos separa

Promete lá outro encontro
Foi tão fugaz que nem deu
Para ver como era o fogo
Que a tua boca prometeu

Pensava que a tua lingua
Sabia a flor do jasmim
Sabe a chiclete de mentol
E eu gosto dela assim

Refrão:
Quero o meu primeiro beijo
Não quero ficar impune
E dizer-te cara a cara
Muito mais é o que nos une
Que aquilo que nos separa



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Segunda-feira, 21.02.11

 

 

Letra

 

Tu eras aquela
Que eu mais queria
P'ra me dar algum conforto e companhia
Era só contigo que eu, sonhava andar
P'ra todo o lado e até quem sabe
Talvez casar
Ai o que eu passei
Só por te amar
A saliva que eu gastei para te mudar
Mas esse teu mundo era mais forte do que eu
E nem com a força da música ele se moveu

(refrão)

Mesmo sabendo que não gostavas
Empenhei o meu anel de rubi
P'ra te levar ao concerto
Que havia no rivóli

E era só a ti
Que eu mais queria
Ao meu lado no concerto nesse dia
Juntos no escuro de mão dada a ouvir
Aquela música maluca sempre a subir
Mas tu não ficas-te nem meia hora
Não fizeste um esforço para gostar e foste embora
Contigo aprendi uma grande lição
Não se ama alguém que não ouve a mesma canção

(refrão)

Mesmo sabendo que não gostavas
Empenhei o meu anel de rubi
P'ra te levar ao concerto
Que havia no rivóli

Foi nesse dia que percebi
Nada mais por nós havia a fazer
A minha paixão por ti era um lume
Que não tinha mais lanha por onde arder

(refrão)

Mesmo sabendo que não gostavas
Empenhei o meu anel de rubi
P'ra te levar ao concerto
Que havia no rivóli

 

 



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Letra
Eu queria ser astronauta
o meu país não deixou
Depois quis ir jogar á bola
a minha mãe não deixou
Tive vontade de voltar a escola
mas o doutor não deixou
Fechei os olhos e tentei dormir
aquela dor não deixou.

Ó meu anjo da guarda
faz-me voltar a sonhar
faz-me ser astronauta ...e voar

O meu quarto é o meu mundo
o ecrã é a janela
Não choro em frente á minha mãe
eu que gosto tanto dela
Mas esta dor não quer desaparecer
vai-me levar com ela

Ó meu anjo da guarda
faz-me voltar a sonhar
faz-me ser astronauta....e voar

Acordar meter os pés no chão
Levantar, pegar o que tens mais á mão
Voltar a rir,voltar a andar
Voltar Voltar
Voltarei
Voltarei
Voltarei
Voltarei

 

 



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Domingo, 20.02.11

 

Letra

Não há estrelas no céu a dourar o meu caminho,
Por mais amigos que tenha sinto-me sempre sozinho.
De que vale ter a chave de casa para entrar,
Ter uma nota no bolso pr'a cigarros e bilhar?

[Refrão]
A primavera da vida é bonita de viver,
Tão depressa o sol brilha como a seguir está a chover.
Para mim hoje é Janeiro, está um frio de rachar,
Parece que o mundo inteiro se uniu pr'a me tramar!

Passo horas no café, sem saber para onde ir,
Tudo à volta é tão feio, só me apetece fugir.
Vejo-me à noite ao espelho, o corpo sempre a mudar,
De manhã ouço o conselho que o velho tem pr'a me dar.

[Refrão]

Hu-hu-hu-hu-hu, hu-hu-hu-hu-hu.

Vou por aí às escondidas, a espreitar às janelas,
Perdido nas avenidas e achado nas vielas.
Mãe, o meu primeiro amor foi um trapézio sem rede,
Sai da frente por favor, estou entre a espada e a parede.

Não vês como isto é duro, ser jovem não é um posto,
Ter de encarar o futuro com borbulhas no rosto.
Porque é que tudo é incerto, não pode ser sempre assim,
Se não fosse o Rock and Roll, o que seria de mim?

[Refrão]

Não há-á-á estrelas no céu...



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Rui Veloso
Rui Veloso nasceu em Lisboa, mas foi viver com três meses para o Porto. 
Com apenas quinze anos começa a tocar guitarra como autodidacta e em 1976 (com 19 anos) conhece Carlos Tê e forma um grupo de Blues chamado Magara Blues Band (com Mano Zé e Manfred Minneman). 
No ano de 1979 grava uma maqueta que a sua mãe se encarrega de levar à editora Valentim de Carvalho. Esta maqueta incluía temas em inglês e em português. Os elementos da editora interessaram-se pelos temas em português e contratam Rui Veloso. 
Em Setembro desse ano, o músico muda-se para Lisboa e forma a Banda Sonora, com Ramon Galarza e Zé Nabo. 
Em Julho do ano seguinte é editado o disco "Ar de Rock" com os grandes sucessos "Chico Fininho" e "Rapariguinha do Shopping". Este sucesso levou ao aparecimento de uma grande quantidade de bandas de Rock a cantar em português, a maioria de qualidade mais do que duvidosa (e do qual só conseguiram sobreviver os GNR, os UHF e os Xutos e Pontapés), no que ficou conhecido como o Boom do Rock Português e, daí, o título de pai do Rock Português para Veloso. 
A Banda Sonora é muito solicitada para actuações ao vivo, durante o ano, e parte para Espanha a fim de gravar um novo disco que será editado no ano seguinte. Trata-se do single "Um Café e Um Bagaço". 
Rui Veloso começa, entretanto, a ter problemas com as cordas vocais, que o levarão a interromper por várias vezes a sua carreira. 
Uma nova Banda Sonora (com Mano Zé e António Pinho Vargas, este último vindo da formação dos Arte & Ofício) grava o novo LP "Fora de Moda", um disco completamente diferente do anterior e que tem alguns temas antológicos como "A Gente Não Lê"(3) e "Sayago Blues". 
O terceiro álbum de Veloso (que entretanto deixou de ter banda fixa) chama-se "Guardador de Margens" e tem no hino anti-militarista "Máquina Zero" o seu tema mais divulgado. 
Por encomenda do MASP (Movimento de Apoio Soares à Presidência) grava o single "Rock da Liberdade", com letra de António Pedro Vasconcelos, que chega a Disco de Prata. 
Após novas interrupções é editado, em 1986, o longa-duração "Rui Veloso"(4) que inclui " Porto Covo", "Porto Sentido" e "Cavaleiro Andante", um dos grandes sucessos da sua carreira. As letras de Carlos Tê encaixam muito bem nas músicas de Veloso e, ainda que a uma escala caseira, e salvaguardando as devidas distâncias estamos perante a dupla Lennon/McCartney. 
Após "Rui Veloso Ao Vivo", gravado no Coliseu do Porto nos dias 4 e 5 de Junho de 1987, sai o muito aguardado disco conceptual "Mingos e os Samurais"(6), que retrata a vida de um grupo musical de província durante os anos 60 e 70. O disco atinge a astronómica cifra de 80 000 exemplares vendidos (160 000 por ser duplo), o que equivale à quádrupla platina, um número sem precedentes no mercado nacional. Este duplo sai em 1990. 
Em Março de 1990 toca acompanhado de B. B. King, concretizando um sonho antigo. 
Desloca-se aos Estados Unidos, onde grava com Nuno Bettencourt (Extreme), o tema "Maubere", a favor da causa Timorense. 
Em 1995 sai o CD "Lado Lunar" que é o 13.º Disco de Platina recebido pelo autor. 
Junta-se ao projecto Rio Grande com quem grava os discos "Rio Grande" e "Um dia de Concerto".. 
Em 1998 é editado o disco "Avenidas" que nos mostra um Rui Veloso mais calmo e com mais vagar ("Do meu Vagar" é o tema emblemático deste disco). Gravado em Inglaterra, com músicos ingleses e produção de Luís Jardim, este disco contém, como curiosidade, um tema cantado em inglês. (7) 
Em 1999 compõe o tema "Não me mintas", com letra de Carlos Tê, para o filme "Jaime" de António Pedro Vasconcelos. Dirige também a parte musical da série de televisão da TVI "Todo o tempo do Mundo". 
Rui Veloso é hoje uma espécie de instituição da Pop Nacional. Já nada tem a ver com o magrinho de bigode que cantava o "Chico Fininho". No entanto, a sua evolução como músico tem sido notória e o seu refinamento como artista e autor, também. 
* O titulo "O Tio do Rock Português" pretende significar que o cronista, ao contrário do que se diz, não considera Rui Veloso o pai do Rock Português, porque antes dele já muitos outros grupos tinham cantado Rock em Português. Só que esses grupos nunca conseguiram ter o impacto que Rui Veloso conseguiu com o seu disco de estreia.
Retirado de Rui Veloso




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Segunda-feira, 14.02.11

 

 

 

Letra

 

Vamos descendo para o Sul
a onde o sol é bem mais quente
temos a alma cheia de sonhos
temos o mundo pela frente

Vamos descendo para o sul
e nesta estrada vamos indo
olha o Tejo como é tão belo
parece que ele está sorrindo

Vamos descendo pró Sul
a terra que sonhei
depois dos campos dourados
está o sítio que eu te contei

Vamos descendo para o Sul

Vamos descendo para o Sul
e já estamos no Alentejo
se eu fosse um homem
homem do campo teria vacas pra criar

Vamos fazendo esta viagem
contando as nossas paixões
temos o vinho e as guitarras
para aquecer os corações

Vamos descendo pró Sul
a terra que sonhei
depois dos campos dourados
está o sítio que eu te contei

Vamos descendo pró Sul
na esperança de encontrar
depois dos campos dourados
está a terra que quero amar

Vamos descendo para o Sul

Vamos descendo para o Sul
Vamos descendo para o Sul
Vamos descendo para o Sul

temos o vinho e as guitarras
para aquecer os corações
vamos descendo para o Sul 
a terra que eu sonhei



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