Terça-feira, 28.01.14
letra

O tempo passa 
e lembras com saudade 
o saudoso tempo da universidade 
foste caloiro 
e quintanista 
já comes caviar 
esquece o alpista

 

P`ra entrar na universidade 
é preciso 
prender o humor 
na gaiola do riso 
ter médias altas 
hi-hon, ão-ão 
zurrar, ladrar 
lamber de quatro o chão

 

Mas há quem ache 
graça à praxe 
É divertida (Hi-hon) 
Lição de vida (Ão-ão) 
Maçã com bicho 
acho eu da praxe 
É divertida (Mé-mé) 
Lição de vida (Piu-piu) 
Maçã com bicho 
acho eu da praxe

 

Chamar-se a si mesmo 
besta anormal 
dá sempre atenuante ao tribunal 
é formativo 
p`ró estudante 
que não quer ser popriamente 
um ingnorante

 

Empurrar fósforos com o nariz 
tirar à estupidez a bissectriz 
eis causas nobres 
estruturantes

 

eis tradição 
sem ser o que era dantes

 

Mas há quem ache 
graça à praxe 
É divertida (Hi-hon) 
Lição de vida (Ão-ão) 
Maçã com bicho 
acho eu da praxe 
É divertida (Mé-mé) 
Lição de vida (Piu-piu) 
Maçã com bicho 
acho eu da praxe

 

Não vou usar 
mais exemplos concretos 
é rastejando 
que se ascende aos tectos? 
Então vejamos 
preto no branco 
as cores da razão 
porque a praxe eu desanco

 

Mas há quem ache 
graça à praxe 
É divertida (Hi-hon) 
Lição de vida (Ão-ão) 
Maçã com bicho 
acho eu da praxe 
É divertida (Mé-mé) 
Lição de vida (Piu-piu) 
Maçã com bicho 
acho eu da praxe



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Quinta-feira, 19.12.13

 

Letra

 

Well, since my baby left me,
I found a new place to dwell.
It's down at the end of lonely street
at Heartbreak Hotel.

You make me so lonely baby,
I get so lonely,
I get so lonely I could die.

And although it's always crowded,
you still can find some room.
Where broken hearted lovers
do cry away their gloom.

You make me so lonely baby,
I get so lonely,
I get so lonely I could die.

Well, the Bell hop's tears keep flowin',
and the desk clerk's dressed in black.
Well they been so long on lonely street
They ain't ever gonna look back.

You make me so lonely baby,
I get so lonely,
I get so lonely I could die.

Hey now, if your baby leaves you,
and you got a tale to tell.
Just take a walk down lonely street
to Heartbreak Hotel.




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Letra

 

Segunda, Terça, Quarta, Quinta, Sexta, Sábado!
Domingo! Vai a malta passear
Sete dias na semana, e um só p'ra descansar
Sete dias na semana, e um só p'ra descansar

Segunda, Terça, Quarta, Quinta, Sexta, Sábado!
Domingo! Vai a malta passear.
Sete dias na semana, e um só p'ra descansar.
Sete dias na semana, e um só p'ra descansar.

Segunda-feira, namorei a Rosalina.
Na Terça-feira, telefonei à Miquelina.
Na Quarta-feira, encontrei a Manuela.
Na Quinta-feira, fui sair com a Felizbela.
Na Sexta-Feira, telefonei à Ivone.
E no Sábado (ah ah), estive com a Olga.
E ao Domingo? Ao Domingo estou de folga.

Ora vejam lá (ah ah), ora vejam lá (eh eh), 
Ora vejam lá,
Sorte como estas não há (ai pois não).
Ora vejam lá, ora vejam lá, ora vejam lá,
Sorte como estas não há.

Segunda, Terça, Quarta, Quinta, Sexta, Sábado,
Domingo! Vai a malta passear.
Sete dias na semana, e um só p'ra descansar.
Sete dias na semana, e um só p'ra descansar.

Segunda, Terça, Quarta, Quinta, Sexta, Sábado
Domingo! Vai a malta passear.
Sete dias na semana, e um só p'ra descansar.
Sete dias na semana, e um só p'ra descansar.

Segunda-feira, namorei a Rosalina.
Na Terça-feira, telefonei à Miquelina.
Na Quarta-feira, encontrei a Manuela.
Na Quinta-feira, fui ter com a Felizbela.
Na Sexta-Feira, telefonei à Ivone (ahhh)
E no Sábado (ah ah), estive com a Olga.
E ao Domingo? Ao Domingo estou de folga.

Ora vejam lá (ah ah), ora vejam lá, ora vejam lá
Sorte como estas não há (ai pois não)
Ora vejam lá, ora vejam lá, ora vejam lá,
Sorte como estas não há.

Ora vejam lá, ora vejam lá, ora vejam lá,
Sorte como estas não há.

Ora vejam lá, ora vejam lá, ora vejam lá,
Sorte como estas não há.

Ora vejam lá, ora vejam lá, ora vejam lá,
Sorte como estas não há.

Ora vejam lá, ora vejam lá, ora vejam lá,
Sorte como estas não há.




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Terça-feira, 17.12.13

 

Letra

 

People are strange when you're a stranger 
Faces look ugly when you're alone 
Women seem wicked when you're unwanted 
Streets are uneven when you're down 
When you're strange 
Faces come out of the rain 
When you're strange 
No one remembers your name 
When you're strange x3 
People are strange when you're a stranger 
Faces look ugly when you're alone 
Women seem wicked when you're unwanted 
Streets are uneven when you're down 
When you're strange 
Faces come out of the rain 
When you're strange 
No one remembers your name 
When you're strange x3 
When you're strange 
Faces come out of the rain 
When you're strange 
No one remembers your name 
When you're strange x3



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Letra

 

Les vieux ne parlent plus
Ou alors seulement
Parfois du bout des yeux, 
Même riches ils sont pauvres, 
Ils n'ont plus d'illusions, 
Et n'ont qu'un coeur pour deux.
Chez eux ça sent le thym, 
Le propre, la lavande, 
Et le verbe d'antan, 
Que l'on vive à Paris, 
On vit tous en province
Quand on vit trop longtemps.
Est-ce d'avoir trop ri
Que leur voix se lézarde
Quand ils parlent d'hier?
Et d'avoir trop pleuré
Que des larmes encore
Leur perlent les paupières?
Et s'ils tremblent un peu
Est-ce de voir vieillir
La pendule d'argent
Qui ronronne au salon, 
Qui dit oui, qui dit non, 
Qui dit: "Je vous attends".

Les vieux ne rêvent plus, 
Leurs livres s'ensommeillent, 
Leurs pianos sont fermés, 
Le petit chat est mort.
Le muscat du dimanche
Ne les fait plus chanter, 
Les vieux ne bougent plus, 
Leurs gestes ont trop de rides, 
Leur monde est trop petit, 
Du lit à la fenêtre, 
Puis du lit au fauteuil, 
Et puis du lit au lit, 
Et s'ils sortent encore
Bras dessus, bras dessous, 
Tout habillés de raide, 
C'est pour suivre au soleil
L'enterrement d'un plus vieux, 
L'enterrement d'une plus laide, 
Et le temps d'un sanglot
Oublier toute une heure
La pendule d'argent
Qui ronronne au salon, 
Qui dit oui, qui dit non, 
Et puis qui les attend.

Les vieux ne meurent pas, 
Ils s'endorment un jour
Et dorment trop longtemps, 
Ils se tiennent la main, 
Ils ont peur de se perdre, 
Et se perdent pourtant
Et l'autre reste là, 
Le meilleur ou le pire, 
Le doux ou le sévère, 
Cela n'importe pas, 
Celui des deux qui reste
Se retrouve en enfer.
Vous le verrez peut-être, 
Vous le verrez parfois
En pluie et en chagrin
Traverser le présent.
En s'excusant déjà
De n'être pas plus loin.
Et fuir devant vous
Une dernière fois
La pendule d'argent
Qui ronronne au salon, 
Qui dit oui, qui dit non, 
Qui leur dit: "Je t'attends", 
Qui ronronne au salon, 
Qui dit oui, qui dit non, 
Et puis qui nous attend



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Sábado, 07.12.13

 

Letra

 

O Vendaval passou, nada mais resta

A nau do meu amor tem novo rumo

 Igual a tudo aquilo que não presta

 

O amorque me prendeu, desfez-se em fumo

Navego agora em mar de calmaria

Ao sabor das merés, em verdes águas

 

Ao leme o esquecimento, E a alegria

 Vai deixando para trás, as minhas mágoas

Para onde vou?

Não sei...

 

O que farei?

Sei lá...

Só sei que me encontrei

E que eu, sou eu enfim

 

 E sei

 Que ninguém mais rirá de mim

Longe no cais, ficou a tua imagem

 

 Mal a distingo já esmaecida

Comigo a alegrar-me a viagem

Vão andorinhas de paz - de nova vida

 

Sigo tranquilo o rumo de Esperança

Buscando aquela paz apetecida

P'ra ti eu fui um lago de bonança

E tu, um Vendaval, na minha vida.

 



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Sexta-feira, 06.12.13

 

letra

 

What a drag it is getting old.

"Things are different today,"
I hear ev'ry mother say
Mother needs something today to calm her down
And though she's not really ill
There's a little yellow pill
She goes running for the shelter of her mother's little helper
And it helps her on her way, gets her through her busy day.

"Things are different today,"
I hear ev'ry mother say
Cooking fresh food for a husband's just a drag
So she buys an instant cake and she buys a frozen steak
And goes running for the shelter of her mother's little helper
And to help her on her way, get her through her busy day.

Doctor, please, some more of these
Outside the door, she took four more
What a drag it is getting old.

"Men just aren't the same today,"
I hear ev'ry mother say
They just don't appreciate that you get tired
They're so hard to satisfy. You can tranquilise your mind
So go running for the shelter of your mother's little helper
And four help you through the night, help to minimise your plight.

Doctor, please, some more of these
Outside the door, she took four more
What a drag it is getting old.

Life's just much too hard today,"
I hear ev'ry mother say
The pursuit of happiness just seems a bore
And if you take more of those, you will get an overdose
No more running for the shelter of a mother's little helper
They just helped you on your way through your busy dying day.



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Domingo, 24.11.13

 

Letra

 

Meu coração não sei por que 
Bate feliz Quando te vê...
E os meus olhos ficam sorrindo
E pelas ruas vão te seguindo...
Mas mesmo assim, foges de mim...

Meu coração não sei por que 
Bate feliz Quando te vê...
E os meus olhos ficam sorrindo
E pelas ruas vão te seguindo...
Mas mesmo assim, foges de mim...

Ah se tu soubesses como eu sou 
Tão carinhoso e muito, muito 
Que te quero... E como é sincero
Meu amor... Eu sei que tu não 
Fugirias... Mais de mim...
Vem... Vem... Vem... Veeeem... 
Vem sentir o calor dos lábios 
Meus a procura dos teus...
Vem matar essa paixão...
Que me devora o coração...
Só assim então serei feliz...
Bem... Feliz...

Ah se tu soubesses como eu sou 
Tão carinhoso e muito, muito 
Que te quero... E como é sincero
Meu amor... Eu sei que tu não 
Fugirias... Mais de mim...
Vem... Vem... Vem... Veeeem... 
Vem sentir o calor dos lábios 
Meus a procura dos teus...
Vem matar essa paixão...
Que me devora o coração...
Só assim então serei feliz...
Bem... Feliz...




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Sexta-feira, 22.11.13

 

Letra

 

 

No céu cin zento sob o astro mudo
Batendo asasas pela noite ca lada

Vêm embandos com pés ve ludo
Chupar osangue fresco da ma nada
Se alguém se en gana com seu ar sisudo
E lhes fran queia as portas à che gada
Eles comemtudo eles comemtudo
Eles comemtudo e não deixamnada [bis]

A toda a parte chegam os vampiros
Poisam nos prédios poisam nas calçadas
Trazem no ventre despojos antigos
Mas nada os prende às vidas acabadas

São os mordomos do universo todo
Senhores à força mandadores sem lei
Enchem as tulhas bebem vinho novo
Dançam a ronda no pinhal do rei

Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada

No chão do medo tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos na noite abafada
Jazem nos fossos vítimas dum credo
E não se esgota o sangue da manada

Se alguém se engana com seu ar sisudo
E lhe franqueia as portas à chegada
Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada

Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada




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Quinta-feira, 21.11.13

 

Letra

 

De mãos nos bolsos e olhar distante
Jeito de marinheiro ou de soldado
Era o rapaz da camisola verde
Negra madeixa ao vento, boina maruja ao lado

Perguntei-lhe quem era, e ele me disse:
Sou do monte, senhor, um seu criado
Pobre rapaz da camisola verde
Negra madeixa ao vento, boina maruja ao lado

Porque me assaltam turvos pensamentos
Na minha frente estava um condenado
Vai-te rapaz da camisola verde
Negra madeixa ao vento, boina maruja ao lado

Ouvindo-me, quedou-se altivo o moço
Indiferente à raiva do meu brado
E ali ficou de camisola verde
Negra madeixa ao vento, boina maruja ao lado

Soube depois, ali, que se perdera
Esse que só eu pudera ter salvado
Pobre rapaz da camisola verde
Negra madeixa ao vento, boina maruja ao lado



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Segunda-feira, 18.11.13

Sérgio Godinho


Sérgio Godinho

‘Caríssimas Canções’ já pode ser ouvido a partir de hoje em exclusivo no Spotify

O álbum será editado dia 25 de Novembro

 

‘Caríssimas Canções’ , o novo disco de Sérgio Godinho, pode ser ouvido, na íntegra, a partir de hoje, em exclusivo no Spotify. O álbum fica assim disponível uma semana antes da sua data de edição.


‘Caríssimas Canções’ surge após o sucesso dos espectáculos realizados este ano baseados no livro de crónicas “Caríssimas 40 Canções – Sérgio Godinho & As Canções dos Outros” , uma evocação dinâmica a alguns dos temas, intérpretes, autores e compositores que marcaram o percurso artístico de Sérgio Godinho. Canções de Bob Dylan, Serge Gainsbourg, Jim Morrison, Caetano Veloso, Ray Davies, Chico Buarque, The Rolling Stones, The Beatles, Violeta Parra ou Zeca Afonso tomam agora novos contornos, numa experiência surpreendente.


Com Sérgio Godinho nesta aventura, Manuela Azevedo, a voz dos Clã, aqui no papel de instrumentista; Hélder Gonçalves, também ele membro do grupo Clã; e Nuno Rafael, um dos habituais “assessores” de Sergio Godinho e seu director musical. O disco terá ainda uma versão com DVD que inclui filmagens ao vivo e depoimentos de todos os intervenientes.



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Sexta-feira, 08.11.13

Sérgio Godinho, Luisa Sobral e Batida atuam em Lisboa, pelos Direitos Humanos

A Amnistia Internacional (AI) Portugal assinalará, a 10 de dezembro, o Dia Internacional dos Direitos Humanos com um espetáculo de solidariedade, em Lisboa, com Sérgio Godinho, Luisa Sobral e Batida, anunciou a organização.


Com o espetáculo "Live Freedom II", no Teatro Tivoli, a secção portuguesa da AI associa-se assim à "Maratona de Cartas", o maior evento mundial da Amnistia Internacional de alerta para casos espefícios de violação dos direitos humanos.

 

A par das atuações de Sérgio Godinho, Luísa Sobral e Batida, no espetáculo serão ainda divulgados os quatro casos da "Maratona de Cartas 2013": O jornalista etíope Eskinder Nega, condenado a 18 anos de prisão por pedir o respeito pela liberdade de expressão, a ativista Yorm Bopha, do Cambodja, detida desde setembro de 2012, o ativista bielorrusso Ihar Tsikchanyuk, agredido por polícias por ser homossexual, e a comunidade de Nabi Saleh, na Cisjordânia, que apela para o fim da ocupação israelita.

 

A "Maratona de Cartas" promove o envio maciço de cartas e postais por ativistas de todo o mundo para as autoridades de diversos países, em protesto contra as violações de direitos humanos.

 

No ano passado, cerca de 42 mil portugueses associaram-se a esta iniciativa, tendo a Amnistia Internacional realizado um espetáculo em Lisboa que contou com as participações de Aurea, Deolinda e David Fonseca.

 

A Amnistia Internacional, que reúne cerca de 3,2 milhões de membros em todo o mundo, existe em Portugal há 32 anos.

 

O movimento teve origem em 1961, num artigo de um dos fundadores, o advogado britânico Peter Benenson, no jornal "The Observer", sobre a detenção de dois estudantes portugueses que, em Lisboa, em plena ditadura, brindaram em público à liberdade.

 

Retirado do Sapo Música



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Segunda-feira, 21.10.13

Caríssimas canções


Sérgio Godinho: “Caríssimas Canções” chega às lojas a 25 de Novembro

O espectáculo passa ainda por Sintra (25 Out) e Portimão (26 Out)

 

Não só têm sido surpreendente, como muito bem aceite esta experiência de Sérgio Godinho em recriar a obra de personalidades tão marcantes na história da música popular, como são o caso de Bob Dylan, Serge Gainsbourg, Jim Morrison, Caetano Veloso, Ray Davies, Chico Buarque, Rolling Stones, Beatles, Violeta Parra ou de Zeca Afonso. O espectáculo baseado no seu livro de crónicas “Caríssimas 40 Canções – Sérgio Godinho & As Canções dos Outros” é uma evocação dinâmica de alguns dos temas, intérpretes, autores e compositores que marcaram o percurso artístico de Sérgio Godinho.


Os concertos que decorreram no final de Junho, em Lisboa e Porto, foram prova disso – as salas esgotaram e o espectáculo voltou à estrada. Depois de S. João da Madeira e Figueira da Foz, é agora a vez de Sintra e Portimão receberem Caríssimas Canções. Sérgio Godinho actua dia 25 de Outubro no Centro Cultural Olga Cadaval e dia 26 de Outubro no Tempo-Teatro Municipal.


‘Caríssimas Canções’ será editado em CD dia 25 de Novembro, havendo ainda um formato em CD e DVD, o qual incluirá o registo da sala de ensaios  e depoimentos dos intervenientes: Nuno Rafael, Hélder Gonçalves e Manuela Azevedo, os cúmplices de Sérgio Godinho em palco.



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Sexta-feira, 13.09.13

Sérgio Godinho  “Caríssimas Canções” regressa aos palcos


Sérgio Godinho

“Caríssimas Canções” regressa aos palcos. Edição em CD no final de Novembro

 

Depois do êxito retumbante das apresentações de estreia realizadas no Centro Cultural de Belém e na Casa da Música em Junho passado, Sérgio Godinho irá repor em Outubro “Caríssimas Canções”, o espectáculo baseado no seu livro de crónicas “Caríssimas 40 Canções – Sérgio Godinho & As Canções dos Outros”. Uma evocação dinâmica de alguns dos temas, intérpretes, autores e compositores que marcaram o seu percurso artístico.

 

Desta feita, Sérgio Godinho e companheiros - Hélder Gonçalves, Manuela Azevedo e Nuno Rafael que asseguraram a instrumentação e a direcção musical do concerto – levarão “Caríssimas Canções” pelo país, numa breve digressão:

11 Out. – Casa da Criatividade / São João da Madeira

18 Out. – Centro de Artes e Espectáculos / Figueira da Foz

25 Out. – C.C. Olga Cadaval / Sintra

26 Out. – Tempo-Teatro Municipal / Portimão

 

Surpreendente, esta experiência de Sérgio Godinho ao recriar a obra de personalidades tão marcantes na história da música popular - as canções de Dylan, Gainsbourg, Morrison, Caetano, Ray Davies, Chico Buarque, Stones, Beatles, Violeta Parra ou de Zeca Afonso são apenas algumas das que Sérgio, seu par na arte de nos emocionar, visita com o respeito e a generosidade que só os verdadeiros amantes de música têm.


Os concertos agora anunciados antecedem a edição em CD, no final de Novembro, da gravação dos espectáculos realizados em Lisboa e no Porto em Junho passado. A edição será ainda enriquecida com um DVD que incluirá o registo de algumas das canções de ”Caríssimas Canções” na sala de ensaios bem como depoimentos dos intervenientes.

 



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Sexta-feira, 31.05.13

Carta Branca a Sérgio Godinho: «Há certas coisas que não ousaria cantar»

O Centro Cultural de Belém (CCB) recebe esta sexta-feira as Caríssimas Canções de Sérgio Godinho, espetáculo que também passa pela Casa da Música, no Porto, a 15 de junho. O cantautor vai arriscar universos diferentes do seu e correr riscos, sabendo porém que há canções "onde não cabe uma segunda interpretação".

"É um desafio, é um risco, mas se não corremos riscos na vida andamos sempre a moer territórios demasiado conhecidos, naquilo que já está seguro e sabemos que as pessoas vão gostar", começa por dizer Sérgio Godinho, anunciando-nos que nesta Carta Branca dará voz não só às suas canções como às de alguns dos interpretes que o acompanharam toda a vida.

No palco do CCB canções de "universos diferentes" unem-se para dar corpo a um espetáculo que nasceu de um conjunto de crónicas escritas no Expresso e mais tarde publicadas em livro. "São memórias cruzadas que fazem o meu estímulo para criar as minhas próprias canções e saber melhor como fazer canções", explica o músico.

 

O convite para este concerto, chamado Carta Branca a Sérgio Godinho, surgiu exatamente da vontade de "corporizar em palco" aquilo que já vivia no papel. 
"Eu achei que o convite veio mesmo a calhar porque estas canções têm como vocação primeira serem habitadas por outros intérpretes, serem ouvidas pelos intérpretes originais, agitarem a memória dos outros", diz Sérgio Godinho, que vai ter ao seu lado Hélder Gonçalves, Nuno Rafael e Manuela Azevedo, que assume aqui o papel de instrumentista.

A vocalista dos Clã quer "experimentar coisas novas", conta Sérgio Godinho, crente de que "as pessoas também se vão surpreender com o explorar de muitas facetas musicais que não estão à espera".

O músico assume que vai correr riscos e aventurar-se por "universos diferentes" do seu, salvaguardando porém que "há certas coisas que não ousaria cantar. Há canções como o 'Fever', da Peggy Lee, cuja versão é absolutamente final". 

Sérgio Godinho procura neste espetáculo reservar "uma memória da canção original, mas adotar uma outra atitude", como se estivesse a olhar para "uma outra face" do mesmo tema.

A expectativa do músico é que este concerto, cujo preço varia entre os 5€ e os 18€, seja, acima de tudo, um "prazer partilhado".

 

retirado do Sapo Música



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Terça-feira, 28.05.13
Letra
Etelvina Com Seis Meses Já Se Tinha De Pé
Foi Deixada Num Cinema Depois Da Matinée
Com Um Recado Na Lapela Que Dizia Assim:
"Quem Tomar Conta De Mim
Quem Tomar Conta De Mim
Saiba Que Fui Vacinada
Saiba Que Sou Malcriada"

Etelvina Com Dezasseis Anos Já Conhecia
Todos Os Reformatórios Da Terra Onde Vivia
Entregaram-Na A Uma Velha Que Ralhava Assim:
"Ai Menina Sem Juízo
Nem Mereces Um Sorriso
Vais Acabar Num Bueiro
Sem Futuro Nem Dinheiro"

Eu Durmo Sozinha À Noite
Vou Dormir À Beira Rio À Noite À Noite
Acocorada Com O Frio À Noite À Noite

Etelvina Era Da Rua Como Outros São Do Campo
Sua Cama Era Um Caixote Sem Paredes Nem Tampo
Sua Janela Uma Ponte Que Dizia Assim:
"Dentro Das Minhas Cidades
Já Não Sei Quem É Ladrão
Se Um Que Anda Fora Das Grades
Se Outro Que Está Na Prisão"

Etelvina Só Gostava Era De Andar Pela Cidade
A Semear Desacatos E A Colher Tempestade
A Meter Com Os Ricaços A Dizer Assim:
"Você Que Passa De Carro
Ferre Aqui A Ver Se Eu Deixo
Venha Cá Que Eu Já O Agarro
Dou-Lhe Um Pontapé No Queixo"

Eu Durmo Sozinha À Noite ...

Etelvina Já Cansada De Viver Sem Ninguém
A Não Ser De Vez Em Quando Amores De Vai E Vem
Pôs Um Anúncio No Jornal Que Dizia Assim:
"Mulher Desembaraçada
Quer Viver Com Alma Irmã
De Quem Não Seja Criada
De Quem Não Seja Mamã"

Etelvina Já Sabia Que Não Ia Encontrar
Nem Um Príncipe Encantado Nem Um Lobo Do Mar
Só Alguém Com Quem Pudesse Dizer Assim:
"O Amor Já Não É Cego
Abre Os Olhinhos À Gente
Faz Lutar Com Mais Apego
A Quem Quer Vida Diferente"

O Seu Homem Encontrou-O À Noite
A Dormir À Beira Rio À Noite À Noite
Acocorado Com O Frio À Noite À Noite


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Terça-feira, 21.05.13

Sérgio Godinho


SÉRGIO GODINHO - CARÍSSIMAS CANÇÕES
Com Hélder Gonçalves, Manuela Azevedo e Nuno Rafael
Centro Cultural de Belém dia 31 de Maio e Casa da Música dia 15 de Junho

 

A história de “Caríssimas Canções” está intimamente ligada à edição em 2012 pela Abysmo de “40 Caríssimas Canções - Sérgio Godinho & As Canções dos Outros”, o livro que compilou as crónicas publicadas semanalmente no Expresso, em que o “escritor de canções” revia os temas, intérpretes e autores que, de uma forma ou outra, marcaram a sua vida e o seu percurso artístico – diálogos quase epistolares com essas quarenta pequenas entidades, canções predilectas, canções intrigantes, desafiantes, inesperadas formas de exprimir conteúdos, energias vitais porque criativas, e criativas porque vitais”, refere Sérgio Godinho na introdução do livro.

A chegada a palco deste “Caríssimas Canções” não estaria nos planos iniciais de Sérgio Godinho. Não que “as canções dos outros” não tenham estado presentes na carreira de Sérgio, nas parcerias, nas inúmeras colaborações ou, como por vezes diz, nas “trocas”… mas, efectivamente, essa intenção não esteve presente na génese da visita às “caríssimas canções”. No entanto e a propósito do convite efectuado pelo CCB para a realização de uma apresentação inserida no conceito “Carta Branca a…”, o clique foi imediato – este seria o momento certo e adequado para uma evocação dinâmica àquele repertório.

“Para mim, vão-se cumprir vários desejos neste concerto. Um é fechar a esfera onde viveram estas canções, desde sempre o prazer de partilhá-las com as pessoas que querem ouvir. Outro é pensar sobre elas nas crónicas (outra partilha), a seguir pô-las em livro, e enfim fazê-las regressar à sua vocação primeira, a de terem um palco e um público cúmplice, quer ambos se conheçam quer não”. A extensão da apresentação de “Caríssimas Canções” ao Porto, na Casa da Música, surge como algo natural, afinal muitas destas memórias remontam ainda às suas origens.

Para esta visita às canções de outros, Sérgio Godinho não quis deixar de contar com amigos que há muito admira, também eles criadores, músicos que, talvez pela própria mão de Sérgio Godinho, chegaram a muitos dos autores e intérpretes agora evocados – Nuno Rafael, companheiro de estrada e de estúdio, director musical dos “Assessores”, a banda que habitualmente o acompanha; Hélder Gonçalves, produtor, compositor e músico do grupo Clã cujas “afinidades” remontam aos finais dos 90’s; e Manuela Azevedo, voz maior do panorama musical, também ela dos Clã, aqui na inédita função de instrumentista. Todos eles cúmplices de Sérgio Godinho nesta aventura.

As canções, serão nalguns casos as mais óbvias, porque naturais: “Os Vampiros” de Zeca Afonso, “Geni e o Zepelim” de Chico Buarque” ou “Les Vieux” de Jacques Brel, são algumas; mas também outras, menos expectáveis como “Mother’s Little Helper” de Jagger e Richards, “Sous Le Soleil Exactement” de Gainsbourg ou “Volver a los 17” de Violeta Parra; e claro, as surpresas, as que ainda que constassem nas suas crónicas, não esperaríamos ver em palco… mas essas, serão descobertas em dia de concerto.

Não serão quarenta, serão as escolhidas para essa função transformadora da sua vida no palco. E, pelo meio, cruzarei pontes para as minhas próprias canções, cantarei também algumas. Não da escolha mais óbvia, mas uma vez mais as escolhidas, e como as outras, caríssimas canções.


A não perder!

Excertos vídeo dos ensaios de “Caríssimas Canções”:

Heartbreak Hotel
Mother’s Little Helper
Sampa
Sous Le Soleil Exactement
Os Vampiros



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Sexta-feira, 17.05.13

 

Letra

 

Lá em baixo ainda anda gente 
apesar de ser tão noite 
há quem tema a madrugada 
e no escuro se afoite 
há quem durma tão cansado 
nem um beijo os estremece 
de manhã acordarão 
para o que não lhes apetece 
e há quem imite os lobos 
embora imitando gente 
há quem lute e ao lutar 
veja o mundo a andar para a frente 

E tu Maria diz-me onde andas tu 
qual de nós faltou hoje ao rendez-vous 
qual de nós viu a noite 
até ser já quase de dia 
é tarde, Maria 
toda a gente passou horas 
em que andou desencontrado 
como à espera do comboio 
na paragem do autocarro 

Lá em baixo ainda anda gente 
apesar de ser tão tarde 
há quem cresça no escuro 
e do dia se resguarde 
há quem corra sem ter braços 
para os braços que os aceitam 
e seus braços juntos crescem 
e entrelaçados se deitam 
e a manhã traz outros braços 
também juntos de outra forma 
de quem luta e ao lutar 
a si mesmo se transforma 

E tu Maria diz-me onde andas tu 
qual de nós faltou hoje ao rendez-vous 
qual de nós viu a noite 
até ser já quase de dia 
é tarde, Maria 
toda a gente passou horas 
em que andou desencontrado 
como à espera do comboio 
na paragem do autocarro 

Lá em baixo ainda há quem passe 
e um sonho que anda à solta 
vem bater à minha porta 
diz a senha da revolta 
vou plantá-lo e pô-lo ao sol 
até que se recomponha 
é um sonho que acordado 
vale bem quem ele sonha 
lá em baixo, até já disse 
que é que tem a ver comigo 
e no entanto sobressalto 
se me batem ao postigo 

E tu Maria diz-me onde andas tu 
qual de nós faltou hoje ao rendez-vous 
qual de nós viu a noite 
até ser já quase de dia 
é tarde, Maria 
toda a gente passou horas 
em que andou desencontrado 
como à espera do comboio 
na paragem do autocarro 

Lá em baixo ainda anda gente 
e uma cara desconhecida 
vai abrindo no escuro 
uma luz como uma ferida 
como a luz que corre atrás 
da corrida de um cometa 
e vejo vales e valados 
no sopé duma valeta 
lá em baixo ainda anda gente 
e uma cara conhecida 
vai ateando noite fora 
um incêndio na avenida 

És tu Maria, eu sei, já sei, és tu 
qual de nós faltou hoje ao rendez-vous 
qual de nós viu a noite 
até ser já quase de dia 
é tarde, Maria 
toda a gente passou horas 
em que andou desencontrado 
como à espera do comboio 
na paragem do autocarro

 

Letra e música: Sérgio Godinho 

 



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Quarta-feira, 20.03.13

Sérgio Godinho recebe Prémio Rambaldi, em Barcelona, pela «vasta e rica carreira»

Sérgio Godinho atua na sexta-feira no Festival Barnasantys, em Barcelona, no qual terá “uma colaboração inédita” com a cantora e compositora Marina Rossell e receberá o Prémio Rambaldi, anunciou hoje a produtora do músico português.


Sérgio Godinho, que em 2011 lançou o álbum “Mútuo Consentimento”, atua no Teatro Juventut, em Barcelona, no âmbito do 18.º Barnasants.

 

Segundo o mesmo comunicado, Sérgio Godinho e Marina Rossell “partilharão alguns dos seus temas mais emblemáticos”.

 

Neste concerto, a associação cultural Cosi di Amilcare entrega a Sérgio Godinho o Prémio Rambaldi, que “premeia a vasta e rica carreira” do músico, iniciada em 1971, com o álbum “Os Sobreviventes”, depois de ter integrado o elenco de “Hair”, em Paris, e a companhia The Living Thatre.

Sérgio Godinho, 67 anos, começou nas lides dos palcos aos 18, mas não gosta de falar de carreira, porque nunca gostou de pensar nas coisas a longo prazo, como explicou numa entrevista à agência Lusa.

 

Prefere que se diga que são quarenta anos de escrita de canções, desde que lançou em 1971 o álbum "Os sobreviventes", e que, o mais recente álbum, "Mútuo Consentimento", é só o "continuar" desse trabalho.

 

De regresso a Portugal, Sérgio Godinho tem agendado um espetáculo no dia 05 de abril, no Funchal, no Teatro Baltazar Dias, no âmbito Festival Literário da Madeira.

 

Retirado do Sapo Música



publicado por olhar para o mundo às 12:26 | link do post | comentar

Quarta-feira, 20.02.13

 

 

letra

 

Mãe fora, em que avenida
Olhos que a perseguem pagam, comem
Pai dentro, lambendo a ferida
Com que o desemprego marca um homem
E o irmão na caserna
Puxando às armas brilhos
E Alice no café
Habitante do País dos Matraquilhos

Na classe dos repetentes
Hoje vai haver mais uma falta
Alice cerra os dentes
Vendo a bola que no ar ressalta
Quer lá saber do exame
Quer lá saber da escola
Aguenta no arame
Matraquilho nunca cai ao ir à bola

Há também Leonor
Libertada da prisão há meses
Dizem que é por amor
Que olha tanto por Alice às vezes
Pousa-lhe a mão na cara
Protege-a de sarilhos
Alice nem repara
Viajou para o País dos Matraquilhos

E o irmão na caserna
Cambaleia entre a cerveja e a passa
Tem o sargento à perna
O tal que compara a guerra à caça
Faz tempo que descobre
Que é um matraquilho mais
Soldadinho de cobre
Matraquilho no país dos generais

[refrão:]
Alice no País dos Matraquilhos
É mais do que no bar onde vive
Tem-te, não cais [bis]

Quando se cai na lama
Ninguém pára pra nos levantar
Por Alice, o pai reclama
"Tua mãe não veio pra jantar"
E os insultos noite fora
Desvia-os em chorrilhos
Alice nunca chora
Adormece no País dos Matraquilhos

E a mãe no Bar do amor
Passa as horas na conversa mole
Espera o seu protector
Que o seu corpo a ele enfim se cole
Não é que não recorde
Os que deixou em casa
Mas eis que chega o forte
E dentro vem o seu pavão de anel na asa

[refrão]

Entra então no café
Um rapaz de capacete em punho
Fica-se ali de pé
Escreve num papel um gatafunho
E a Alice vê surpresa
Frases que são rastilhos
Como vai Sua Alteza
A Rainha do País dos Matraquilhos

E tu ainda és o rei
Será que vieste em meu auxílio
A bem dizer, já não sei
Há tantos anos que ando no exílio
Vamos a um desafio
Atira tu primeiro
A vida está por um fio
Para quem é deste bairro prisioneiro

A loja que ali está,
Tem um certo ar de modernice
E nunca mais ninguém soube
A não ser a Leonor, da Alice
Aqui vai, Leonor
A foto dos meus dois filhos
Se reparares melhor
Têm pinta assim, sei lá
De matraquilhos
[refrão]



publicado por olhar para o mundo às 23:18 | link do post | comentar

Segunda-feira, 18.02.13

Sérgio Godinho consagrou amor como

Fotografia © Paulo Spranger

O amor está presente em toda a obra poética e musical de Sérgio Godinho, que o consagrou como "tema inesgotável" ao longo de mais de 40 anos de carreira, disse o músico à agência Lusa.

 

O amor "é um tema inesgotável em termos poéticos" que o músico usou "muitas vezes de maneira mais trivial" e "mais quotidiana".

"No fim de contas, não separo o amor da vida", disse.

 

Em algumas das suas criações, como "Quimera do ouro" e "Espalhem a notícia", canta mesmo o "amor sensorial" e o "amor erótico", exemplificou Sérgio Godinho.

"Há canções que eu tenho, como a 'Quimera do ouro', que são canções de amor sensorial, nitidamente".

 

Também "Espalhem a notícia", segundo o autor, "fala de nascimento de uma criança, mas também de um amor erótico no seu refrão": "vou ao fundo do mar no corpo de uma mulher".

 

Na quinta-feira, Sérgio Godinho assistiu, no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra (UC), a uma sessão evocativa do Dia dos Namorados, subordinada ao tema "O amor, os sentidos e o cérebro", na qual o padre Paulo Simões dissertou sobre o texto bíblico "Cântico dos cânticos", considerado "um dos mais belos poemas de amor de todos os tempos", atribuído ao rei Salomão.

 

Numa sala repleta de estudantes, Sérgio Godinho ouviu atentamente, na primeira fila, a intervenção daquele especialista do Instituto Justiça e Paz, bem como as do botânico António Xavier Coutinho, do Departamento de Ciências da Vida da UC, e da investigadora Cláudia Cavadas, da Faculdade de Farmácia e Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra.

 

"Vamos conhecer quais as plantas que nos tocam os sentidos, sejam elas excitantes, afrodisíacas ou inebriantes, para finalmente conhecermos o funcionamento do cérebro relativamente à alegria e ao prazer", convidava o Museu da Ciência, numa nota pública.

 

Para Sérgio Godinho, o "Cântico dos cânticos" é um "documento importantíssimo poeticamente, mas é completamente sensorial".

 

O texto atribuído a Salomão "acaba por definir poeticamente o amor físico na sua ligação entre algo que é mais transcendente que existe no amor", disse o compositor à Lusa.

 

Retirado do DN



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Sábado, 26.01.13

 

 

Letra

 

A noite passada acordei com o teu beijo 
Descias o Douro e eu fui esperar-te ao Tejo 
Vinhas numa barca que não vi passar 
Corri pela margem até à beira do mar 
Até que te vi num castelo de areia 
Cantavas "sou gaivota e fui sereia" 
Rime de ti "Então porque não voas?" 
E então tu olhaste, depois sorriste 
Abriste a janela e voaste

A noite passada fui passear no mar 
A viola irmã cuidou de me arrastar 
Chegado ao mar alto abriu-se em dois o mundo 
Olhei para baixo, ias lá no fundo 
Faltou-me o pé, senti que me afundava 
Por entre as algas teu cabelo bailava 
A lua cheia escureceu nas águas 
E então falámos e então dissemos 
"Aqui vivemos muitos anos"

A noite passada o paredão ruiu 
Pela fresta aberta o meu peito fugiu 
Estava do outro lado a tricotar janelas 
Vias-me em segredo ao debruçar-te nelas 
Cheguei-me a ti, disse baixinho "Olá" 
Toqueite no ombro e a marca ficou lá 
O sol inteiro caiu entre os montes 
E então tu olhaste, depois sorriste 
Disseste "'Inda bem que voltaste"



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Segunda-feira, 05.11.12
B Fachada regravou Os Sobreviventes de Sérgio Godinho
Canção a canção B Fachada remodela os originais do primeiro álbum de Sérgio Godinho

É uma ponte entre dois tempos, uma conversa entre dois compositores: um acenando do passado com o primeiro passo da sua obra, o outro imprimindo-lhe hoje a sua criatividade para lhe dar nova leitura. B Fachada e Sérgio Godinho. Fachada já tinha inscrito em Há Festa na Moradia a referência: Os discos do Sérgio Godinho era uma das canções no alinhamento. Agora, dia 12, a relação estreita-se. Os Sobreviventes, álbum de estreia de Godinho, gravado em 1971 e editado em Portugal no ano seguinte, vai ser revisto canção a canção por B Fachada.

O álbum-espelho de Os Sobreviventes foi gravado pelo autor do recente Criôlo em 2011, após a edição do EPDeus Pátria & Família e imediatamente antes do álbum homónimo saído no final desse ano, e conta com a colaboração de Francisca Cortesão (Minta & The Brook Trout) e de João Correia (baterista dos Julie & The Carjackers). Nele, a julgar pelas canções reveladas à imprensa (as versões de Que força é essa? e de Senhor Marquês), o trio, prosseguindo a saudável ausência de queda para a reverência de Fachada, remodela os originais até que deles nasça um outro corpo: sobressaem harmonias vocais, introduzem-se novos ritmos e Godinho embrenha-se verdadeiramente em território fachadês.

Já sabíamos que aquilo que se canta em Os Sobreviventes nunca caiu no estatuto de peça de época, mas as verdades que encerra ressoam com especial pungência no presente. A revisitação daquele repertório será, portanto, tanto homenagem e celebração quanto alerta.

 

Retirado do Ipsilon



publicado por olhar para o mundo às 21:19 | link do post | comentar

Domingo, 21.10.12

Sérgio Godinho apresenta “Mútuo Consentimento” no Casino de Tróia


O disco é de Sérgio Godinho e “Mútuo Consentimento” é o seu nome. 


Passados cinco anos depois da gravação do seu último álbum de estúdio, “Ligação Direta”, o artista volta com um novo repertório musical, composto por onze novas canções.


Gravado em Março e Abril deste ano, “Mútuo Consentimento” inclui parcerias do cantor com Bernardo Sassetti, Noiserv, Francisca Cortesão (também conhecida por Minta), António Serginho (dos “Foge Foge Bandido”) e Roda de Choro de Lisboa, além de contar também com os sempre presentes “Os Assessores”, banda que tem acompanhado Sérgio Godinho nos últimos anos.

Contudo, o espectáculo não vai girar só em torno deste novo projecto. 


Também poderão ser ouvidas canções mais antigas do artista, com as quais o público já se familiarizou. Começa às 22:00 horas, no Centro de Espectáculos do Casino de Tróia e promete proporcionar aos presentes uma noite única de música e entretenimento.

 

Noticia do HardMúsica



publicado por olhar para o mundo às 21:29 | link do post | comentar

Segunda-feira, 15.10.12

 

 

letra

 

Espalhem a notícia
do mistério da delícia
desse ventre
Espalhem a notícia
do que é quente e se parece
com o que é firme e com o que é vago
esse ventre que eu afago
que eu bebia de um só trago
se pudesse

Divulguem o encanto
o ventre de que canto
que hoje toco
a pele onde à tardinha desemboco
tão cansado
esse ventre vagabundo
que foi rente e foi fecundo
que eu bebia até ao fundo
saciado

Eu fui ao fim do mundo
eu vou ao fundo de mim
vou ao fundo do mar
vou ao fundo do mar
no corpo de uma mulher
vou ao fundo do mar
no corpo de uma mulher

A terra tremeu ontem
não mais do que anteontem
pressenti-o
O ventre de que falo como um rio
transbordou
e o tremor que anunciava
era fogo e era lava
era a terra que abalava
no que sou

Depois de entre os escombros
ergueram-se dois ombros
num murmúrio
e o sol, como é costume, foi um augúrio
de bonança
sãos e salvos, felizmente
e como o riso vem ao ventre
assim veio de repente
uma criança

Eu fui ao fim do mundo
eu vou ao fundo de mim
vou ao fundo do mar
vou ao fundo do mar
no corpo de uma mulher
vou ao fundo do mar
no corpo de uma mulher

Falei-vos desse ventre
quem quiser que acrescente
da sua lavra
que a bom entendedor meia palavra
basta, é só
adivinhar o que há mais
os segredos dos locais
que no fundo são iguais
em todos nós

Eu fui ao fim do mundo
eu vou ao fundo do mim
vou ao fundo do mar
vou ao fundo do mar
no corpo de uma mulher
vou ao fundo do mar
no corpo de uma mulher



publicado por olhar para o mundo às 17:33 | link do post | comentar

 

 

letra

 

Ela tinha uma amiga chamada Maria
Que era quem me atendia quando eu telefonava
Ela tinha uma amiga chamada Maria
A quem ela dizia para dizer que não estava

E quando eu insistia, e não desligava
Era sempre a Maria
Que me mentia e me consolava
E perguntava o que é que eu lhe queria

Ela tinha uma amiga chamada Maria
Que nunca sabia por onde ela andava
Ela tinha uma amiga chamada Maria
De quem se servia quando me enganava

E quando eu lá ia, e não a encontrava
Era sempre a Maria
Que me dizia que ela não tardava
Que me jurava que ela voltaria

Quando eu ia buscá-la, e a gente saía
Era sempre a Maria que nos animava
Quando eu a convidava, e ela não queria
Era com a Maria que eu sempre dançava

E quando eu inventava uma melodia
Era sempre a Maria
Que me aplaudia, e ela não ligava
E eu ficava a cantar prá a Maria

No cinema, no escuro, quando eu a beijava
Ela empalidecia, a Maria corava
Ela não me ligava e adormecia
E era com a Maria
Que eu conversava
E que eu ficava quase até ser dia

Ela tinha uma amiga chamada Maria
A quem ela dizia p’ra dizer que não estava
Até que outro dia ela me telefonou
E eu disse: Maria...
E eu disse: Maria!
E eu disse: “Maria, vai dizer que eu não estou!”


Letra: Manuela de Freitas
Música: José Mário Branco



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Sábado, 25.08.12

 

 

Letra

 

Ainda agora aqui chegado 
meu cavalo já cansado 
trago o peito enamorado 
e a armadura em desalinho 
minha espada, eu embainho 
dai-me carne e dai-me vinho 
sou guerreiro por quimera 
era uma vez um rapaz 
é vê-lo avançar 
entre a guerra e a paz 

Dai-me carne e dai-me vinho 
dai-me uma mesa de pinho 
estendei toalha de linho 
onde estenderei meus dedos 
lede neles os enredos 
das conquistas, dos degredos 
assim eu contar pudera 
era uma vez um rapaz 
é vê-lo avançar 
entre a guerra e a paz 

Guerreiros são só pontos no horizonte 
a monte 
a monte 
anda o guerreiro sem parar 
a paz foi tudo o que ele foi buscar 
guerra e paz 
a par e passo 
irmãs são 
guerra e paz 
a par e passo 
são 

De cada vez que me conto 
sei que me acrescento um ponto 
um cavalo novo monto 
e uma donzela arrebato 
despedido do recato 
vou de calma ao desacato 
vou do pardal à pantera 
era uma vez um rapaz 
é vê-lo avançar 
entre a guerra e a paz 

Vou da calma ao desacato 
de masmorras me resgato 
colorido é o meu retrato 
preto e branco meu caixinho 
o que fazes tu, meu filho 
outras guitarras dedilho 
sou trovador por quimera 
era uma vez um rapaz 
é vê-lo avançar 
entre a guerra e a paz 

E de meandro em meandro 
vou-me circunnavegando 
sob as estrelas buscando 
o outro lado da busca 
quase sempre o amor me ofusca 
de uma forma doce e brusca 
assim eu amar soubera 
era uma vez um rapaz 
é vê-lo avançar 
entre a guerra e a paz 

Retomado à vida o gosto 
meu cavalo recomposto 
no cabelo um fogo posto 
novos fogos atravesso 
desta forma me despeço 
do fracasso e do sucesso 
ladrões de quem os venera 
era uma vez um rapaz 
é vê-lo avançar 
entre a guerra e a paz 

Desta forma me despeço 
a viagem recomeço 
e se a casa não regresso 
é que outras casas me abrigam 
outros braços lá me amigam 
minhas brigas desfatigam 
como a luz na Primavera 
era uma vez um rapaz 
é vê-lo avançar 
entre a guerra e a paz

 


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Segunda-feira, 04.06.12

 

Letra

 

O teu amor quando palpita 
verdade seja dita 
põe rastilho no meu peito 
trinta batidas num só beijo 
sem defeito. 

Feito tac e tic 
o teu amor rebenta o dique 
feito tic e tac 
o teu amor passa ao ataque 
feito tac e tic 
o teu amor rebenta o dique 
feito tic e tac 
eu à defesa ele ao ataque 
e toca e foge e toca e foge 
é uma bomba relógio 

O teu amor quando palpita 
verdade seja dita 
faz-me atrasar os ponteiros 
como a ostra esconde a pérola 
aos viveiros. 

Feito tac e tic 
pérola solta-se a pique 
feito tic e tac 
faz-me o coração um baque 
feito tac e tic 
pérola solta-se a pique 
feito tic e tac 
faz-me o corpo todo um baque 
e toca e foge e toca e foge 
é uma bomba relógio. 



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Quarta-feira, 25.04.12
Letra
Liberdade
 Sérgio Godinho
Viemos com o peso do passado e da semente 
Esperar tantos anos torna tudo mais urgente 
e a sede de uma espera só se estanca na torrente 
e a sede de uma espera só se estanca na torrente 
Vivemos tantos anos a falar pela calada 
Só se pode querer tudo quando não se teve nada 
Só quer a vida cheia quem teve a vida parada 
Só quer a vida cheia quem teve a vida parada 
Só há liberdade a sério quando houver 
A paz, o pão 
habitação 
saúde, educação 
Só há liberdade a sério quando houver 
Liberdade de mudar e decidir 
quando pertencer ao povo o que o povo produzir 
quando pertencer ao povo o que o povo produzir



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Segunda-feira, 26.12.11

 

Letra

 

Que hei-de eu fazer
Eu tão nova e desamparada
Quando o amor
Me entra de repente
P´la porta da frente
E fica a porta escancarada

Vou-te dizer
A luz começou em frestas
Se fores a ver
Enquanto assim durares
Se fores amada e amares
Dirás sempre palavras destas

P´ra te ter
P´ra que de mim não te zangues
Eu vou-te dar
A pele, o meu cetim
Coração carmesim
As carnes e com elas sangues

Às vezes o amor
No calendário, noutro mês, é dor,
é cego e surdo e mudo

E o dia tão diário disso tudo

E se um dia a razão
Fria e negra do destino
Deitar mão
À porta, à luz aberta
Que te deixe liberta
E do pássaro se ouça o trino

Por te querer
Vou abrir em mim dois espaços
P´ra te dar
Enredo ao folhetim
A flor ao teu jardim
As pernas e com elas braços

Às vezes o amor
No calendário, noutro mês, é dor,
É cego e surdo e mudo

E o dia tão diário disso tudo

Mas se tudo tem fim
Porquê dar a um amor guarida
Mesmo assim
Dá princípio ao começo
Se morreres só te peço
Da morte volta sempre em vida

Às vezes o amor
No calendário, noutro mês é dor,
É cego e surdo e mudo

E o dia tão diário disso tudo
Da morte volta sempre em vida



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