Sexta-feira, 04.07.14

 

 

Letra

 

 

Quando os dias eram grandes
E era o tempo da cereja
Atalhávamos caminho
Pelas traseiras da igreja

 

Desafios de rapaz
Eram para levar a sério
Não valia olhar para trás
Ao passar no cemitério

 

Dava para ler na pedra
Os nomes dos falecidos
E os panegíricos finais
Em epitáfios esbatidos

 

“Aqui jaz josé dos santos”
(Não se lia bem a data)
Zés dos santos foram tantos
Para quê toda esta bravata

 

Mais um santo zé ninguém
Jaz contra sua vontade
Há-de ter deixado alguém
Que deixou de ter saudade

 

“Aqui jaz josé dos santos”
(E outras exéquias bonitas)
Zés assim hão-de ser tantos
Que este nunca tem visitas.

 



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Quinta-feira, 03.07.14

 

 

Letra

 

 

Olha a Laurinha lá vai toda destemida
Diz que é crescida e que prescinde dos conselhos do pai
Olha ela, lá vai toda decidida
Dona da vida nem duvida que é por ali que vai
Olha a Laurinha à cabeça da charanga
Das raparigas do recreio do liceu onde ela anda
E manda na dinâmica da escola
Não vai à bola com a setôra de história
E não disfarça e faz a vida negra à criatura
É a ditadura de quem manda só porque sim

 

Olha a Laurinha que já fuma às escondidas do pai
Com a mesada de alguém
Ainda namora às escondidas da mãe
Enquanto diz que não tem de nada
Nem ninguém

 

Vai, dança até ser dia
Que a vida são dois dias
E tu vais ser alguém
Olha a tua mãe
Com um olho na novela
E o outro na panela,
Um dia vais ser tão Dona Laura como ela

 

Olha a Laurinha toda cheia de cidade
Sem ter idade para sequer votar na junta daqui
Sempre que a chamam ao quadro desatina e nada diz
Mas bem que opina sobre o estado a que chegou o país
Olha a Laurinha lá vai cheia de prestígio
Nenhum vestígio da miúda outrora santa e singela
E a mãe dela fica a vê-la da janela
Ainda se lembra bem do tempo em que a Laurinha era ela

 

A fumar às escondidas do pai com o dinheiro que alguém
Subtraiu da carteira da mãe
Enquanto diz ao mundo que ainda há-de vê-la ser alguém

 

Vai, canta até ser dia
Que um dia há-de ser dia
E tu vais ser alguém
Que é tal e qual a mãe
Um olho na novela
O outro na janela, um dia vais
Ser tão Dona Laura como ela
Aproveita agora
Que há-de chegar a hora
Que não poupa ninguém
Vais ser igual à tua mãe
Com a filha pela trela
Repete-se a novela, um dia vais
Ser mais Dona Laura do que ela.



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Segunda-feira, 30.06.14

 

 

Letra

 

 

Vem ser minha mulher
Vem comigo ao cartório
Tratamos do acessório
E seja o que Deus quiser

 

E se o essencial
Não cabe no papel
Daremos valor real
Ao ouro do anel

 

Vamos pensar a quente
Vamos que é para sempre?
Arrumo o nosso espólio
Num carro a gasóleo


E seja o que Deus quiser

Enquanto o sol deixar
Vamos descendo à sorte
Até perdermos o norte


Enquanto houver vagar

Esse sorriso teu
É a razão do meu
Vem ser a minha mulher


E seja o que Deus quiser

Fugimos à socapa
Até não vir no mapa
Baixamos o assento
Dormimos ao relento
E seja o que Deus quiser



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Terça-feira, 03.06.14

 

 

Letra

 

Não encontrei a letra desta música



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Segunda-feira, 05.05.14

 

 

Letra

 

Os que me querem bem e olham por mim
Dizem-me que és ruim
Escorpião, vil lacrau
Maça de adão e eva em mau
E que a tua presença
É como uma doença
Ai mas se é tão bom ser infectado assim,
Contamina-me

A minha santa mãe disse-me assim
Meu filho põe-te a pau
Que isso é cruel, bicho cão
Mãe do fel, escorpião
"Ai que esse amor é chama
Que queima e que te inflama"
Pois, mas se é tão bom ser afectado assim,
Contamina-me

Afecta a minha condição
Abusa do meu coração
Primeiro come e depois morde a mão
Quanta incúria, a minha
Que este estado de saúde não augura nada bom

O cura do bonfim incumbiu o céu
De olhar por mim
Mas este incréu, mesmo assim
Sem bridão, sem perdão
Volta a cair na cama
Ai mas se é tão bom estar acamado assim,
Contamina-me

Afecta a minha condição
Abusa do meu coração
Primeiro come e depois morde a mão
Quanta incúria, a minha
Que este estado de saúde não augura nada bom



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Domingo, 04.05.14

 

 

Letra

 


Será só matéria em rotação?
É mistério, mera maldição?
Desentristecer a custa e abrir mão
Duro vai ficando o coração de quem não quer
Dar-se à dor de ser quem é

É da terra a sombra de ser só
Adiada sina de ser pó?
Ir desaprendendo a custo e abrir mão
Duro vai ficando o coração de quem não quer
Dar-se à dor de ser maior

Contemplar o céu
Não tem fim
Enfrento o reverso
Faço-me ao universo
Rumo ao fundo em mim

Será só o sangue em pulsação?
Ou é do céu a sina da mão?
Dar às asas e cortar com a raiz
Duro vai ficando o coração de quem não quis
Dar-se à dor de ser feliz

 

Faixa número 13 do álbum "Crônicas da Cidade Grande", com participação especial de Marcelo Camelo. 
Música e letra de Miguel Araújo.



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Letra

 

Era as folhas espalhadas, muito recalcadas do correr do ano
A recolherem uma a uma por entre a caruma de volta ao ramo

Era à noite a trovoada que encheu na enxurrada aquela poça morta
De repente, em ricochete, a refazer-se em sete nuvens gota a gota

Era de repente o rio, num só rodopio a subir o monte
A correr contra a corrente assim de trás para a frente a voltar à fonte

Um monte de cartas espalhadas des-desmoronando-se todo em castelo
Era linha duma vida sendo recolhida de volta ao novelo

Era aquelas coisas tontas, as afrontas que eu digo e que me arrependo
A voltarem para mim como se assim tivessem remendo

E era eu, um passarinho caído no ninho à espera do fim
E eras tu, até que enfim, a voltar para mim



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Quarta-feira, 30.04.14

 

 

Letra

 

 

Em dia de romaria
Desfila o meu vilarejo
Ainda o galo canta o dia 
Já vai na rua o cortejo

O meu pai já está de saída
Vai juntar-se aquele povo 
Tem velhas contas com a vida
A saldar com vinho novo

Por mais duro o serviço
Que a terra peça da gente
Eu não sei por que feitiço
Temos sempre novo alento

A minha mãe, acompanhada
De promessas por pagar
Vai voltar de alma lavada 
E joelhos a sangrar

A minha irmã quis ir sozinha
Saiu mais cedo de casa
Vai voltar de manhãzinha
Com o coração em brasa

Por mais duro o serviço
Que a terra peça da gente
Eu não sei por que feitiço
Temos sempre novo alento

A noite desce o seu pano
No alto deste valado
O sagrado e o profano
Vão dançando lado a lado

Não sou de grandes folias
Não encontrei alma gémea
Há-de haver mais romarias
Das festas de Santa de Eufémia

 

 

 

Música do projecto Os da Cidade (Miguel Araújo Jorge, António Zambujo, João Salcedo e Ricardo Cruz), escrita por Miguel Araújo Jorge e editada no disco "Crônicas da Cidade Grande".



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Quarta-feira, 29.01.14

 

Letra

 

Quando deus pôs o mundo 
E o céu a girar 
Bem lá no fundo 
Sabia que por aquele andar
Eu te havia de encontrar

Minha mãe no segundo 
Em que aceitou dançar 
Foi na cantiga 
Dos astros a conspirar 
E do seu cósmico vagar

Mandaram teu pai 
Sorrir para a tua mãe 
Para que tu 
Existisses também

Era um dia bonito 
E na altura eu também
O infinito 
Ainda se lembrava bem 
Do seu cósmico refém

E eu que pensava 
Que ia só comprar pão 
E tu que pensavas 
Que ias só passear o cão 
A salvo da conspiração

Cruzámos caminhos 
Tropeçámos no olhar 
E o pão nesse dia 
Ficou por comprar

Ensarilharam-se as trelas dos cães
Os astros, os signos
Os desígnios, as constelações
As estrelas, os trilhos
E as tralhas dos dois

 

 

Balada Astral
Letra e música: Miguel Araújo
Miguel Araújo: Voz e guitarra acústica
Inês Viterbo: Voz
Maria Vasquez: Acordeão
João Martins: Saxofone Alto e arranjo de sopros
Paulo Gravato: Saxofone Tenor
Rui Pedro Silva: Trompete
Paulo Perfeito: Trombone
David Lloyd: Violino
Pedro Romualdo: Guitarra acústica
Diogo Santos: Piano
Pedro Santos: Baixo Eléctrico
Mário Costa: Bateria
Bruno Ribeiro: percussões

Gravado, misturado e masterizado por João Bessa nos Boom Studios em Dezembro de 2013.
Produzido por João Bessa, João Martins e Miguel Araújo



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Quinta-feira, 05.12.13

 

Letra

 

Vivia a te buscar
Porque pensando em ti
Corria contra o tempo
Eu descartava os dias
Em que não te vi
Como de um filme
A ação que não valeu
Rodava as horas pra trás
Roubava um pouquinho
E ajeitava o meu caminho
Pra encostar no teu

Subia na montanha
Não como anda um corpo
Mas um sentimento
Eu surpreendia o sol
Antes do sol raiar
Saltava as noites
Sem me refazer
E pela porta de trás
Da casa vazia
Eu ingressaria
E te veria
Confusa por me ver
Chegando assim
Mil dias antes de te conhecer



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Domingo, 03.11.13

 

Letra

 

Não encontrei a letra desta música



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Quinta-feira, 19.09.13

 

Letra

 

A casa noturna se mantem a noite em clima de festa
De longe se ouve varios instumentos de cordas e metais

Boemios bebendo cantando e dancando ao som da
orquestra 
Um som estridente que lhe deu o nome de som de
cristal
A casa noturna boate falada lugar de ma fama 
Com as portas abertas durante a noite entra quem quiser

porém nesta noite sem que eu esperasse entrou uma dama

Fiquei abismado porque se tratava da minha mulher
Ela se cansou de dormir sozinha esperando por mim 
E nesta noite resolveu dar fim na sua longa e maldita
espera 
Ela não quis mais levar a vida de mulher honrada 
Se na verdade não andiantou nada ser mulher direita
conforme ela era 
Ela deciciu abandonar o papel de esposa para viver
entre as mariposas 
Que fazem ponto naquele local 
A minha vida muito mais errante agora continua 
Transformei a esposa em mulher da rua
A mais nova dama do som de crista
l





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Sexta-feira, 06.09.13

Luisa Sobral e Miguel Araújo atuam no Centro Cultural de Macau

Luisa Sobral e Miguel Araújo atuam em Macau a 22 de setembro, num espetáculo promovido pela Casa de Portugal com o apoio da Fundação Macau.


Os dois músicos têm espetáculo agendado para o pequeno auditório do Centro Cultural de Macau, numa iniciativa que tem ainda o apoio da Fundação Oriente, do Banco Nacional Ultramarino e do Centro Cultural.

 

Luisa Sobral nasceu em Lisboa, a 18 de setembro de 1987, e saiu do anonimato em 2003, quando obteve o 3.º lugar no programa televisivo Ídolos, da SIC, após o que foi estudar para o Berklee College of Music, onde terminou a licenciatura, em 2009.

 

"The Cherry on my cake", editado em março de 2011, foi o seu álbum de estreia que logo na primeira semana chegou ao terceiro lugar das tabelas de vendas em Portugal.

 

Alejandro Sanz e David Fonseca são alguns cantores com quem gravou em 2012. Já este ano, a cantora e compositora editou o segundo álbum, intitulado "There´s a flower in my bedroom".

 

Já Miguel Araújo, nascido na Maia, em julho de 1978, mas a viver no Porto desde os 10 anos, integrou os Yellow Lello e os Azeitonas - neste grupo com o pseudónimo Miguel A J.

 

Depois de se estrear a solo em junho de 2009, no ano seguinte começou a colaborar com João Só, com quem grava "Não entres nesse comboio amor".

 

Em 2012 lançou o primeiro álbum a solo - "Cinco dias e meio" -, que integra o tema "Os maridos das outras".

 

António Zambujo e Ana Moura são alguns fadistas para quem o músico compõe, apesar de continuar a dar prioridade ao seu trabalho n´Os Azeitonas.

 

Retirado do Sapo Música



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Segunda-feira, 10.06.13

Miguel Araújo sobre concerto no festival Portugal Ao Vivo:

Em conversa com a BLITZ, a voz de "Os Maridos das Outras" considera que "é uma grande responsabilidade" atuar ao lado de "grandes nomes da música portuguesa".

Miguel Araújo, músico dos Azeitonas e com carreira em nome próprio desde 2012 - ano em que lançou o disco de estreia Cinco Dias e Meio - falou com a BLITZ sobre a sua participação no festival que vai acontecer nos dias 21 e 22 deste mês no Estádio do Restelo em Lisboa. 

"Inicialmente, tanto o disco como os espetáculos foram concebidos para pequenas salas e teatros", refere Araújo. "[Agora] aparece um concerto num estádio" que força o músico a abordar "a questão de maneira diferente e tentar transformar o estádio numa pequena sala de espetáculos". 

Na primeira edição do festival, em 1993, no estádio José Alvalade, Miguel tinha "[quase] 15 anos e andava no liceu". "Lembro-me que o festival foi um bocadinho antes ou depois do concerto dos Metallica [no mesmo local]" e o músico resolveu optar pela banda de James Hetfield. 

Miguel Araújo garante ainda que haverá "algumas surpresas" e canções novas no alinhamento para além das que já conhecemos de Cinco Dias e Meio . 

O músico do Porto atua no primeiro dia ao lado de Deolinda, Wraygunn, Pedro Abrunhosa e The Gift. No dia seguinte sobem ao palco os Xutos & Pontapés, Resistência, Sétima Legião, GNR e Madredeus. 

Os bilhetes têm o preço de 30 euros (um dia) e de 45 euros (passe dois dias). 

Fabiana Bioucas

Retirado do Blitz



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Quarta-feira, 10.04.13

 

Letra

 

Ouvi da minha desdita
Certo dia em que eu passei
Numa ruela tão estreita
Que onde fica eu já nem sei

Calhou de estar à janela
Nesse dia, àquela hora
A criatura tão bela
Que naquela casa mora

Delicada de cintura
E com setas no olhar
Ao ver a minha figura
Sorriu e mandou-me entrar

Nesse dia à mesma hora
Não chegou pelo jantar
O fiador da cidade
E lá o foram procurar

Veio dar à beira rio
Sem roupas, sem cor, desfeito
Com as vergonhas de fora
E três facadas no peito

Por nunca ter um tostão
Fui o principal suspeito
Fizeram de mim o vilão
Naquele golpe perfeito

Logo de manhãzinha
Ao juiz eu fui chamado
E qual não foi o meu espanto
Eu já lá tinha estado

Era aquela tal ruela
Estreita como a minha sorte
Sem ter ninguém à janela
Desta vez bati à porta

Sem nada que desculpasse
Obra que eu não assinei
Fosse qual fosse o desfecho
Eu nada tinha contra a Lei

E o meu álibi ficou preso
No nó da minha garganta
Sei que se põe à janela
E se houver sol ainda canta.




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Domingo, 10.02.13

 

 

Letra

 

Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você além das outras três.

Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês.

Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei
A gente era obrigado a ser feliz.

E você era a princesa
Que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país.

Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião
O seu bicho preferido.

Vem, me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
O tempo da maldade
Acho que a gente nem tinha nascido.

Agora era fatal
Que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá deste quintal
Era uma noite que não tem mais fim.

Pois você sumiu no mundo
Sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim.




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Terça-feira, 05.02.13

Xutos, Resistência, The Gift e Pedro Abrunhosa nos 20 anos do «Portugal ao vivo»

Xutos & Pontapés, Resistência e Pedro Abrunhosa são alguns dos artistas que integrarão, em junho, em Lisboa, os concertos comemorativos dos vinte anos do "Portugal ao Vivo", espetáculo de celebração da música portuguesa, foi hoje anunciado.


No Estádio do Restelo irão atuar The Gift, Pedro Abrunhosa e Miguel Araújo (dia 21 de junho), Xutos & Pontapés, Resistência e Sétima Legião (dia 22 de junho), embora a organização adiante que mais artistas se juntarão aos concertos.

 

A ideia é assinalar os 20 anos de uma iniciativa realizada pela primeira vez em 1993, com a atuação de várias bandas portuguesas no estádio José Alvalade, em Lisboa, que na altura era uma "proeza praticamente só ao alcance de artistas de renome internacional".

 

Os Xutos & Pontapés, Resistência e Sétima Legião atuaram em 1993, nessa edição do Portugal ao Vivo, que contou também, por exemplo, com Madredeus e Delfins.

 

Os The Gift só se formaram em 1994, ano em que também saiu o primeiro álbum de Pedro Abrunhosa, intitulado "Viagens".

 

Miguel Araújo, que tem carreira a solo e integra os Azeitonas, também não tinha na altura editado qualquer registo discográfico.

 

Retirado do Sapo Música



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Sábado, 19.01.13

 

 

letra

 

Não é que seja mais bela
Do que as outras raparigas
Mas é ela, ai é ela
A que não vem à janela, a que não vai em cantigas

 

É passarinho sem bando
E o meu peito suspira
Se eu dou a voz de comando
As outras vão bailando e ela não entra no vira

 

A Rosa da minha rua arrosa-me a expressão
Será que um dia eu ponho ou não
Um pouco de rosa na sua?

 

A Rosa da minha rua arrasa-me a canção
Será que um dia eu roubo ou não
Um pouco do ritmo da sua?

 

Por ser da rua a Rosa não se deixa apanhar
É de raça caprichosa
As outras vão na prosa e ela nem me ouve cantar

 

Mas a vida continua
Que eu tenho cá pra mim
Que assim que mude a Lua
A Rosa da minha rua vai ser rosa no meu jardim

 

A Rosa da minha rua arrosa-me a expressão
Será que um dia eu ponho ou não
Um pouco de rosa na sua?

 

A Rosa da minha rua arrasa-me a expressão
Será que um dia eu ponho ou não
Algum sorriso na sua?

 

Será que um dia eu ponho ou não
Um pouco de rosa na sua?



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Letra

 

Quando um coração se cansa
De procurar aquele alguém
É hora de ensaiar a dança
Do baile dos sem-ninguém,
Do baile dos sem-ninguém

Vem-te aquecer ao lume
Dos que ardem por alguém
E fogem do amor e do ciúme
Pró baile dos sem-ninguém,
Pró baile dos sem-ninguém

Troca o passo no compasso
Valsa «falsa-fé»
Quem baila num embalo da solidão
Sabe que amanhã é tarde

Se me vires dançar comigo
Dança contigo também
Amigo não empata amigo
No baile dos sem-ninguém,
No baile dos sem-ninguém

Danço na esperança
Que gostes de mim também
E era a nossa derradeira dança
No baile dos sem-ninguém,
No baile dos sem-ninguém

Troca o passo no compasso
Valsa «falsa-fé»
Quem baila num embalo da solidão
Sabe que amanhã é tarde




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Sábado, 05.01.13

Miguel Araújo prepara três álbuns - saiba quais -

 

Músico dos Azeitonas, que conheceu também sucesso a solo, está envolvido em numerosos projetos: conheça-os aqui.

 

Uma das grandes prioridades de Miguel Araújo para 2013 é um novo disco da banda que o deu a conhecer. O quarto álbum dos Azeitonas tem o título provisório de Pander (expressão que na gíria da banda quer dizer "convívio") e, refere o guitarrista, "tudo aponta para que venha ser Azeitonas no seu mais barroco". A banda do Porto começará a gravar no final de janeiro nos estúdios Boom, em Canelas, "um disco nascido no autocarro que nos levou de norte a sul do país, em 2012". 

Enquanto Os da Cidade - projeto que o liga ao amigo António Zambujo, com "músicas feitas, mas nada gravado" - não saem da gaveta, a cumplicidade com o músico alentejano será canalizada para um "disco para crianças" que conta ainda com a participação de Luísa Sobral e Pedro da Silva Martins (Deolinda). "Vem sendo esboçado com calma e já existe um punhado de canções acabadas". 

Quanto ao sucessor de Cinco Dias e Meio sairá "provavelmente no final do ano". O segundo álbum de Miguel Araújo "ortónimo" é provisoriamente intitulado Disco de Crónicas e será composto, diz o seu autor, por "cantigas simples, que contam pequenas histórias, nada de muito chique". O cantor de "Os Maridos das Outras" e "Fizz Limão" vai colaborar com João Martins, que fará os arranjos para algumas músicas
.

Retirado do Blitz



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Terça-feira, 17.07.12

 

 

letra

 

Se meteres à viela do anjo

E deres c'o amor venal
de dois seres infelizes

Não te encandalizes

Qualquer amor vale

Nesse amor sem sal
talvez d'um magala

em folga semanal,
quase nem se fala

É o amor carnal,
que há nas meretrizes

Mas não moralizes

assim d`um arranjo

Nunca tu precises

da viela do anjo.



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Segunda-feira, 16.07.12

 

Letra

 

Capitão Fantástico
Usa um revolver de plástico
E atira com desdém, e usa como capa a saia da mãe
Lá vai ele, a mais de mil
Sozinho no fantástico móbil
E nesse vai e vem
Às vezes dá por ele em Marte, mas volta sempre à estação-mãe
Já foi à lua e já voltou, diz que não gostou
Não o prendeu
É frio e escuro, e o chão é duro
E é sempre tão difícil ter os pés no chão

E disse.. Capitão Fantástico, é até muito pragmático
Olha quem lá vai, à cabeça daquele regimento de ninguém
Oh se não é o capitão, outra vez em órbita
Será que volta ou não?
Já que Jesus não volta, então Sebastião
Ao menos não demora o nosso capitão

Já foi à lua e já voltou, diz que não gostou
Não o prendeu
É frio e escuro, e o chão é duro
E é sempre tão difícil ter os pés no chão
.





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Quinta-feira, 12.07.12

 

 

Letra

 

Autopsicodiagnose
 Miguel Araújo Jorge
 
Dói-me o baço, dói-me o braço
Tropeço e troco o passo
Faço o que posso e o que não posso
Meço, coço, peso e peço ao Padre-nosso

-Faço o que posso e o que não posso
Meço, coço, peso e peço ao Padre-nosso

Pesam-me as pernas, pesam-me penas
Patológicas obscenas
Faço o que sei e o que não sei:
Choro, rio, rezo, rogo em vãs novenas

-Faço o que sei e o que não sei:
Choro, rio, rezo, rogo em vãs novenas

Mas há uma azia que se me cresce
Que quando me aparece nada em mim se mexe:
É o medo que o meu médico deixe
Que eu deixe de ter de que me queixe

-Que eu deixe de ter de que me queixe

Ponho zelo, ponho gelo
Dói-me a pele e dói-me o pelo
Dói-me um cabelo e outro cabelo
A cruz, a cris, o calo e o cotovelo.

-Dói-me um cabelo e outro cabelo
A cruz, a cris, o calo, o cotovelo.

Ai Cristo, ai quisto,
Minha Nossa o que é que é isto?
Que é da crosta que era ali?
Que é do quisto que era ali?
Pelo que parece pereci

-Que é da crosta que era ali?
Que é do quisto que era ali?
Pelo que parece pereci

Mas há uma azia que se me cresce
Que quando me aparece nada em mim se mexe:
É o medo que o meu médico deixe
Que eu deixe de ter de que me queixe

-Que eu deixe de ter de que me queixe 

 



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Letra

 

Sete passos levam Carolina

desta esquina até aquela

passos leves de menina

levam Carolina

e ela nunca dá por quem só dá por ela

 

Se o relógio da torre da estação

também for assim preciso

hoje já vem com demora

mas eu só acerto a hora

quando ela dobrar a esquina

 

e é tão triste a madrugada

quando não existe nada

a não ser a Carolina 

e eu parado numa esquina 

a contar os passos dela

 

e é tão linda a madrugada

é tão triste a madrugada

 

e eu que não sou muito de sonhar

ás vezes lá me atrevo

e uma moça na janela

sabe quantos passo leva

desta esquina até aquela

 

e é tão triste a madrugada

quando não existe nada

a não ser a Carolina

e eu parado numa esquina  

a contar os passos dela

 

e é tão linda a madrugada

é tão triste a madrugada



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Terça-feira, 29.05.12

 

Letra

 

No coro da minha escola

já não sou voz de soprano

o coro da minha bola

passou para segundo plano

 

Já não vou em futebóis

os domingos são tormentos

dentro dos lençóis

com Patrícia no pensamento

 

Minha mãe fica zangada 

se eu não toco no jantar

meu pai já não diz nada

não tem com quem conversar

 

É que há qualquer coisa

ele há qualquer coisa 

nos olhos de Patrícia 

que não me deixa dormir

 

ele há qualquer coisa

ele há qualquer coisa

nos olhos de Patrícia

que não me deixa dormir

 

Todos os horários

tudo quanto em mim é pontual

todos os sumários

são Patrícia ponto final

 

eu gosto é de ir à escola

e sonhá-la só para mim

nem a minha consola 

me consola tanto assim

 

É que há qualquer coisa
ele há qualquer coisa 
nos olhos de Patrícia 
que não me deixa dormir
ele há qualquer coisa
ele há qualquer coisa
nos olhos de Patrícia
que não me deixa dormir

 



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Segunda-feira, 21.05.12

  

Letra

 

Se alguém pudesse pôr um fim à maldição
Que entristece a nossa anti-geração
Talvez se o Maradona ainda jogasse futebol
E o rock and roll ainda fosse a canção

Tantas memórias, tantas pontas desconexas
Se o Chuck Norris ainda fosse o rei do Texas
E derrubasse muro entre nós e o amanhã
Sem fé no futuro, rumo ao passado, a cantar

Não ficamos à espera, não sustemos a respiração
À espera que o D. Sebastião nos traga a redenção
O povo não desespera, a gente sabe que ainda há solução
Porque o fizz limão, ai o fizz limão, há-de voltar
Num dia de sol o fizz limão há-de voltar

A nossa estética perdeu-se no vazio
A nossa ética anda presa por um fio
Valham-nos as memórias de um céu bem mais azul
De quando o Verão Azul dava na televisão

Não sinto orgulho nas notícias da manhã
Já só vasculho nos baús da minha irmã
E o cheiro a naftalina é que me aquece o coração
Lalalalalala, rumo ao passado a cantar

Não ficamos à espera, não sustemos a respiração
À espera que o D. Sebastião nos traga a redenção
O povo não desespera, a gente sabe que ainda há solução
Porque o fizz limão, ai o fizz limão, há-de voltar
Num dia de sol o fizz limão há-de voltar

No nosso tempo ninguém morria
No nosso tempo ninguém sofria
Tanto que no nosso tempo
Ninguém dizia "no nosso tempo"

Não ficamos à espera, não sustemos a respiração
À espera que o D. Sebastião nos traga a redenção
O povo não desespera, a gente sabe que ainda há solução
Porque o fizz limão, ai o fizz limão, há-de voltar
Num dia de sol o fizz limão há-de voltar



publicado por olhar para o mundo às 21:46 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Miguel Araújo apresenta o seu disco a solo,

 

Miguel Araújo, músico da banda Os Azeitonas, disse à Lusa que o seu álbum a solo, “Cinco dias e meio”, foi gravado como “se estivesse sentado no sofá em casa a tocar guitarra para os amigos”.

"A ideia foi gravar da forma mais simples, sem pormenores, nem nenhuma super-produção, muito ao contrário do que fazemos n'Os Azeitonas. A ideia foi como se estivesse sentado no sofá em casa a tocar guitarra para os amigos”, disse o músico que revelou que toca mais ukelele em casa "pois é mais transportável".

“Cinco dias e meio”, editado pela EMI Music, é apresentado esta segunda-feira, às 18:30, no Teatro do Bairro, em Lisboa, no mesmo dia em que chega ao mercado.

Em declarações à Lusa, Miguel Araújo afirmou que o projeto a solo “não põe em risco a continuidade d’Os Azeitonas”. “Só não iremos lançar nada, ao lançar o meu disco, este torna-se a prioridade, mas Os Azeitonas têm uma agenda cheia este ano e vão continuar”, acrescentou.

Miguel Araújo é o autor da música e letras dos 11 temas que constituem o álbum, canções que foi compondo e “que não cabiam no projeto d’Os Azeitonas que pede um determinado contexto".
"A maioria foi feita no último ano, mas há umas mais antigas, como uma que é a primeira que compus em português, aí por 1998, e uma de 2004, outras têm dois anos”, acrescentou.
Não identificando qual a canção que compôs em 1998, Miguel Araújo referiu apenas, ser “a canção seis ou sete do álbum”, respetivamente “Autopsicodiagnose” e “Fizz Limão”.

De 2004 é o tema “Reader’s Digest”, que António Zambujo gravou para o álbum “Guia”, editado em 2010.


“A [canção] ‘Reader’s Digest’ é de 2004. O António [Zambujo] e eu somos amigos, ele conhecia-a e pediu-me para a gravar. Agora eu decidi ser eu próprio a interpretá-la. A melodia e harmonia são as mesmas, mas dou uma outra interpretação”, contou.

“Capitão Fantástico”, “Baile dos Sem-Ninguém”, “Rosa da minha rua”, “Sete passos (Carolina)”, são outros dos temas do álbum que abre com o tema “Os maridos das outras”.

O álbum estará disponível em quatro edições diferentes: em CD tradicional com 11 temas, numa edição especial CD/DVD, numa digital com 11 temas e uma exclusiva do sítio iTunes com 12 temas, entre eles a versão em ukelele de “Os Maridos das Outras”.

Miguel Araújo está ligado à música há mais de dez anos, sendo o principal compositor de Os Azeitonas, cujas composições assina como “Miguel AJ”, e participa ainda na dupla “Mendes” que faz com João Só.

Recentemente, a convite de Nuno Markl, compôs a banda sonora do espetáculo “Como desenhar mulheres, motas e cavalos”, que Nuno Markl e Miguel Araújo apresentaram na Aula Magna, em Lisboa, no passado dia 18 fevereiro e que domingo será apresentado no Teatro Rivoli, no Porto, que é convidado especial Marlon.

 

Retirado de Sapo Música



publicado por olhar para o mundo às 21:07 | link do post | comentar

Sexta-feira, 18.05.12



Letra

 

Nada de novo no telejornal
Mais desemprego no nosso quintal
Um homem gasto pela inflação
Morreu com um ataque de informação
 
Já nada resta do que era de mim
Ha tanto tempo que eu nao sei de ti
E eles não passam na televisão
Destas matérias do coração
 
Estouros, incêndios, inundações
Epidemias e explosões
Soam banais, em comparação
Com estas matérias do coração

 

A locutora nem quer saber
Do meu amor, que já não me quer
O mundo descamba em informação
Alheio às matérias do coração
 
Dois continentes que se davam mal
Chegaram a acordo no telejornal
Fizeram as pazes NA televisão
Eu e o meu amor é que não
 
Desastres, incêndios, inundações
Epidemias e explosões
Meros eventos sem dimensão
Ao pé das matérias do coração

 

O presidente falou pra nação
Mas eu não estou em sincronização
Onde é que se desliga o botão
Destas matérias do coração



publicado por olhar para o mundo às 22:58 | link do post | comentar

Quinta-feira, 03.05.12

 

 

Letra

 

A Letra: 

"Anda comigo ver as promoções
Se fizer compras de mais de 100 euros
só pago metade

Anda comigo comprar uns rojões
2 bacalhaus, meio porco e uma palete
de feijão frade

Eu vou comprar massa linguini
e 10 caixas de mini
Nem que eu morra aqui
mulher, vê lá não largues os carrinhos
vou ver se há douradinhos
e tu fica aqui.
Não levo tudo o que quis
mas levo moelas e os pipis.

Anda comigo ver as multidões
que estão à porta ali no Laranjeiro
e na Amadora...

Eu vou levar 3 quilos de melões,
gelado de côco, uns petit gateaux
e a patinadora.

Eu estou a ver o gerente
a ter um esgotamente
Ai que ele morre aqui
Mulher, tu dá-lhe uma ajudinha
estou a ver um trem de cozinha
que já é pra mim
Não levo tudo o que quis
mas vou pra casa com uma cicatriz

Eu vou comprar pão e ketchup
E meto na pickup
Nem que eu morra aqui
Mulher, tu vai já para a fila
porque ninguem desopila
nem que morram aqui.
Não levo tudo o que quis
mas estou vivo, por isso estou feliz"



publicado por olhar para o mundo às 13:14 | link do post | comentar

Terça-feira, 27.03.12

 

Letra

 

Quero a vida pacata que acata o destino sem desatino
Sem birra nem mossa, que só coça quando lhe dá
comichão
À frente uma estrada, não muito encurvada atrás a
carroça
grande e grossa que eu possa arrastar sem fazer pó no
chão
e já agora a gravata, com o nó que me ata bem o
pescoço
para que o alvoroço, o tremoço e o almoço demorem a
entrar
quero ter um sofá e no peito um crachá quero ser
funcionário
com cargo honorário e carga de horário e um ponto a
picar 

Vou dizer que sim, ser assim assim, assinar a readers
digest
haja este sonho que desde rebento acalento em mim
ter mulher fiel, filhos, fado, anel, e lua de mel em
França
abrandando a dança, descansado até ao fim 

Quero ter um t1, ter um cão e um gato e um fato
escuro
barbear e rosto, pagar o imposto, disposto a tanto
quem sabe amiúde brindar à saúde com um copo de
vinho,
saudar o vizinho, acender uma vela ao santo
Quero vida pacata, pataca, gravata, sapato barato
basta na boca uma sopa com pão, com cupão de desconto
emprego, sossego, renego o chamego e faço de conta
fato janota, quota na conta e a nota de conto 

Vou dizer que sim ser assim assim assinar a readers
digest
haja este sonho que desde rebento acalento em mim
ter mulher fiel, filhos, fado, anel, e lua de mel em
França
abrandando a dança, descansado até ao fim 



publicado por olhar para o mundo às 13:54 | link do post | comentar | ver comentários (2)


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