Segunda-feira, 03.02.14

 

 

Letra

 

Andava eu sem ter onde cair vivo
Fui procurar abrigo nas frases estudadas do senhor doutor
Ai de mim não era nada daquilo que eu queria
Ninguém se compreendia e eu vi que a coisa ia de mal a pior

Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal
Na terra dos sonhos toda a gente trata a gente toda por igual
Na terra dos sonhos não há pó nas entrelinhas, ninguém se pode enganar
Abre bem os olhos, escuta bem o coração, se é que queres ir para lá morar

Andava eu sozinho a tremer de frio
Fui procurar calor e ternura nos braços de uma mulher
Mas esqueci-me de lhe dar também um pouco de atenção
E a minha solidão não me largou da mão nem um minuto sequer

Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal
Na terra dos sonhos toda a gente trata a gente toda por igual
Na terra dos sonhos não há pó nas entrelinhas, ninguém se pode enganar
Abre bem os olhos, escuta bem o coração, se é que queres ir para lá morar

Se queres ver o Mundo inteiro à tua altura
Tens de olhar para fora, sem esqueceres que dentro é que é o teu lugar
E se às duas por três vires que perdeste o balanço
Não penses em descanso, está ao teu alcance, tens de o reencontrar

Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal
Na terra dos sonhos toda a gente trata a gente toda por igual
Na terra dos sonhos não há pó nas entrelinhas, ninguém se pode enganar
Abre bem os olhos, escuta bem o coração, se é que queres ir para lá morar




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Quinta-feira, 03.10.13

Jorge Palma

 

O filho, Vicente Palma, e Gabriel Gomes (dos Sétima Legião, Madredeus) vão juntar-se ao artista em Lisboa.

 

Jorge Palma vai regressar aos palcos lisboetas para um concerto "íntimo" no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, no dia 10 de dezembro. Consigo, o músico vai ter o filho, Vicente Palma, e Gabriel Gomes (Sétima Legião, Madredeus).

 

O início do espetáculo está marcado para as 21h00 e os bilhetes estão à venda pelos seguintes preços:  10,00 euros - galerias; 12,50 euros - 2º balcão; 15,00 euros - balcões laterais; 17,50 euros - 1º balcão; 20,00 euros - laterais; 22,50 euros - camarotes laterais;  25,00 - 1ª plateia, 2ª plateia e camarotes centrais.


Retirado do Blitz



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Terça-feira, 20.08.13

 

Letra

 

Tiveste gente de muita coragem 
E acreditaste na tua mensagem 
Foste ganhando terreno 
E foste perdendo a memória 

Já tinhas meio mundo na mão 
Quiseste impor a tua religião 
E acabaste por perder a liberdade 
A caminho da glória 

Ai, Portugal, Portugal 
De que é que tu estás à espera? 
Tens um pé numa galera 
E outro no fundo do mar 
Ai, Portugal, Portugal 
Enquanto ficares à espera 
Ninguém te pode ajudar 

Tiveste muita carta para bater 
Quem joga deve aprender a perder 
Que a sorte nunca vem só 
Quando bate à nossa porta 

Esbanjaste muita vida nas apostas 
E agora trazes o desgosto às costas 
Não se pode estar direito 
Quando se tem a espinha torta 

Ai, Portugal, Portugal 
De que é que tu estás à espera? 
Tens um pé numa galera 
E outro no fundo do mar 
Ai, Portugal, Portugal 
Enquanto ficares à espera 
Ninguém te pode ajudar 

Fizeste cegos de quem olhos tinha 
Quiseste pôr toda a gente na linha 
Trocaste a alma e o coração 
Pela ponta das tuas lanças 

Difamaste quem verdades dizia 
Confundiste amor com pornografia 
E depois perdeste o gosto 
De brincar com as tuas crianças 

Ai, Portugal, Portugal 
De que é que tu estás à espera? 
Tens um pé numa galera 
E outro no fundo do mar 
Ai, Portugal, Portugal 
Enquanto ficares à espera 
Ninguém te pode ajudar 

Ai, Portugal, Portugal 
De que é que tu estás à espera? 
Tens um pé numa galera 
E outro no fundo do mar 
Ai, Portugal, Portugal 
Enquanto ficares à espera 
Ninguém te pode ajudar




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Sexta-feira, 01.03.13

 

Letra

 

Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade

 

Zeca Afonso



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Quarta-feira, 31.10.12

Jorge Palma esgota Auditório de Espinho


É já no próximo sábado, dia 03 de Novembro, que pelas 21:30, Jorge Palma subirá ao palco do Auditório de Espinho trasnsformado que estará numa sala de estar.


Segundo a organização sesta é a primeira vez que o Auditório recebe um arttista português e tem já a sala esgotada.

Diz a nota de imprensa que “Jorge Palma, que receberá os fãs como quem recebe amigos, vai apresentar o mais recente disco de originais “Com todo o respeito”, mas também visitar vários clássicos do seu reportório

Revisitando os seus 40 anos de percurso musical, Jorge Palma interpretará temas como “Bairro do amor”, “Estrela do Mar”, “Frágil” ou “A gente vai continuar"

 

Noticia do Hardmúsica



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Segunda-feira, 15.10.12

 

 

letra

 

Entre o caos e o desassossego,
Eixos do mal,
Desordem mundial,
Há tanta gente quilhada.
Com todo o respeito

Andamos por aí
Sempre a mandar vir
Como é que é
Entre a cerveja e o café
Contestatários inatos.
Com todo o respeito

Temos de pagar pelo material de guerra.
Desaparecem os blindados.
A república sabe receber bem,
Gasta milhões que, por acaso, não tem.

O papa deu um grande passo em frente
Até já concorda com a camisa,
Mas só em casos fatais
Com todo o respeito

Este parque automóvel corta a respiração
Muito acima da nossa realidade
Alguém vai ter de pagar
Com todo o respeito

Os centros comerciais engolem a gente
Alguns vão comprar, outros só vão olhar
E há quem consiga roubar
Com todo o respeito

Enquanto os sem-abrigo se vão arrumando, entre
Recordações e algumas mantas,
Outros cuidam da sua aparência
E droga circula à nossa frente
Tanta corrupção neste país,
Arrogância e ganância sempre impunes
E a sopa dos pobres, lá estão!
Com todo o respeito

Os impostos disparam, apertamos o cinto.
Isto é para toda a gente, salvo raras exceções
Até alguém dizer: chega
Com todo o respeito

Falta virem taxar-me pelo ar que respiro,
Pelo passo que dou, cada vez que espirro.
Hão-de arranjar maneira
Com todo o respeito

E tu, meu amor, que gostas tanto de mim
Juraste ser leal, até ao fim.
Tivemos tantos sonhos, fizemos projetos
Alguns tiveram quase sucesso.
Dizias, meu amor, que eu era tudo para ti,
Mas nunca me falaste do teu amante
Só para me evitares o desgosto
Com todo o respeito
Eeeh! Pra me evitares o desgosto
Com todo o respeito



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Terça-feira, 25.09.12

Cristina Branco, Mário Laginha ou Jorge Palma até ao final do ano no Auditório de Espinho

A fadista Cristina Branco, acompanhada pela Orquestra Clássica de Espinho, abre a temporada do auditório espinhense que, até ao final do ano, contará com as visitas de Mário Laginha, Pedro Burmester, Jorge Palma e Dead Combo.


Dia 30 de setembro é data marcada para a estreia absoluta de Cristina Branco com a Orquestra Clássica de Espinho, interpretando um reportório variado, o qual engloba canções icónicas da música portuguesa até clássicos da música pop, passando por obras de Schumann e pela canção francesa.

 

Já em outubro, no dia 9, os Dead Combo de Tó Trips e Pedro Gonçalves regressam a Espinho para apresentarem “Lisboa Mulata”, o novo álbum da dupla. Segue-se, no dia 12, Mário Laginha que apresenta, com o seu trio (Bernardo Moreira no contrabaixo, Alexandre Frazão na bateria), o disco “Mongrel”, um tributo à música do pianista e compositor Frédéric Chopin, classificado pelo pianista como "um dos maiores improvisadores de todos os tempos".

 

Na sexta-feira seguinte, a 19, será possível ouvir três obras de três dos mais famosos e marcantes compositores da história da música ocidental. Pedro Burmester apresenta um programa com obras de Robert Schumann, Johann Sebastian Bach e Ludwig van Beethoven. 

 

A fechar o mês, no dia 26, Miquel Bernat e Nuno Aroso (Drumming Duo) apresentam o espetáculo “Fases Eletrónicas... e +”, um convite a viajar por ousadas e distintas paragens musicais com uma forte faceta tecnológica.

 

A 3 de novembro, o Auditório de Espinho recebe pela primeira vez Jorge Palma, que irá transformar o palco numa sala de estar, recebendo os fãs como quem recebe amigos. Jorge Palma apresenta o seu novo disco de originais “Com todo o respeito”, mas deverá também visitar clássicos do seu reportório.

 

No dia anterior, a Orquestra Clássica de Espinho, sob a direção do maestro espanhol Sergio Alapont, apresenta um programa inteiramente preenchido por dois compositores russos, Rachmaninov e Schostakovich.

 

Em dezembro, o Auditório de Espinho estará reservado para dois concertos com temática natalícia. Primeiro, no dia 15, a Orquestra de Jazz da EPME, com direcção musical de Daniel Dias e Jeffery Davis, apresenta “Let it Snow, Let it Snow, Let it Swing”, um programa que explora o cancioneiro de Natal existente no jazz. Um concerto que contará com a participação especial do cantor Kiko Pereira para recriar, através do jazz, a atmosfera quente e perfumada de uma noite de Natal.

 

A fechar a programação de 2012, no dia 21, a Orquestra Clássica de Espinho, sob direção do maestro Pedro Neves, e o Coro Adulto do Círculo Portuense de Ópera, sob direção de José Eduardo Gomes, apresentam um programa que inclui a Oratória de Natal de Saint-Saëns e uma obra de Freitas Branco para coro, orquestra e órgão “Canto do Natal” sobre uma canção ribatejana.

 

Retirado de Sapo Música



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Domingo, 15.07.12

 

 

letra

 

Imperdoável é o que não vivi

Imperdoável é o que esqueci

Imperdoável é desistir de lutar

Imperdoável é não perdoar

 

Tive dois reis na mão

E não gostei

Vi catedrais no céu

Não as visitei

Vi carrosséis no mar

Mas não mergulhei

Imperdoável é o que abandonei

 

Vejo-me cego e confuso nesta cama a latejar

O que seria de mim sem o meu sentido de humor

Praticamente mudo sinto a máquina a bater

É o rugido infernal destas veias a ferver

 

Imperdoável é dispensar a razão

Imperdoável é pisar quem está no chão

Imperdoável é esquecer quem bem nos quer

Imperdoável é não sobreviver

 

Vejo-me cego e confuso nesta cama a latejar

O que seria de mim sem o meu sentido de humor

Praticamente mudo sinto a máquina a bater

É o rugido infernal destas veias a ferver

 

Imperdoável é o que não vivi

Imperdoável é o que esqueci

Imperdoável é desistir de lutar

Imperdoável é não perdoar

 

Não perdoar

Não perdoar

Não perdoar



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Sexta-feira, 22.06.12
letra
No bairro do amor a vida é um carrossel
onde há sempre lugar para mais alguém
o bairro do amor foi feito a lápis de cor
por gente que sofreu por não ter ningém

No bairro do amor o tempo morre devagar
num cachimbo a rodar de mão em mão
no bairro do amor há quem pergunte a sorrir:
será que ainda cá estamos no fim do verão?

Eh, pá, deixa-me abrir contigo
desabafar contigo
falar-te da minha solidão
Ah, é bom sorrir um pouco
descontrair-me um pouco
eu sei que tu compreendes bem

No bairro do amor a vida corre sempre igual
de café em café, de bar em bar
no bairro do amor o sol parece maior
e há ondas de ternura em cada olhar

O bairro do amor é uma zona marginal
onde não há prisões nem hospitais
no bairro do amor cada um tem que tratar
das suas nódoas negras sentimentais

Eh, pá, deixa-me abrir contigo
desabafar contigo
falar-te da minha solidão
Ah, é bom sorrir um pouco
descontrair-me um pouco
eu sei que tu me compreendes bem 



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letra

 

Os teus olhos são cor de pólvora, o teu cabelo é o rastilho
O teu modo de andar é uma forma eficaz de atrair sarilho
A tua silhueta é um mistério da criação
E sobretudo tens cara de anjo mau

Cara de anjo mau, tu deitas tudo a perder
Basta um olhar teu e o chão começa a ceder
Cara de anjo mau, contigo é facil cair
Quem te ensinou a ser sempre a última a rir?

Que posso eu fazer ao ver-te acenar a ferida universal?
Que posso eu desejar ao avistar tão delicioso mar?
Que posso eu parecer quando me sinto fora de mim?
Que posso eu tentar senão ir até ao fim?

Cara de anjo mau, tu deitas tudo a perder
Basta um olhar teu e o chão começa a ceder
Cara de anjo mau, contigo é facil cair
Quem te ensinou a ser sempre a última a rir?

Por ti mandava arranjar os dentes e comprava um colchão
Por ti mandava embora o gato por quem eu tenho tanta afeição
Por ti deixava de mater o dedo no meu nariz
Por ti abandonava o meu país

Cara de anjo mau, tu deitas tudo a perder
Basta um olhar teu e o chão começa a ceder
Cara de anjo mau, contigo é facil cair
Quem te ensinou a ser sempre a última a rir? 



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Quarta-feira, 06.06.12

 

letra

 

Preciso mentir que te amo
Te dizer baixinho no ouvido
Te abraçar e fazer de conta
Que nesse amor não duvido

Preciso mentir que te amo
Os teus ombros... à frente
Esquecer que o amor que preciso
É cobarde, é valente.

(Refrão)
Acordar de manhã
E fazer um café p'rá você
Abraçar-te com cuidado
E depois adormecer-te no meu porto

Dizer que só a teu lado
É onde não durmo sozinho
Olha me mostra o caminho
Pois ri que me amas

Preciso agora de um bem
Pode ser que amanha eu me esqueça
E a olhar da janela de um trém
Um novo amor me apareça

Acordar de manhã
E fazer um café p'rá você
Abraçar-te com cuidado
E depois adormecer-te no meu porto

Preciso mentir que te amo
Te dizer baixinho no ouvido
Te abraçar e fazer de conta
Que nesse amor não duvido

Eu preciso agora de um bem
Pode ser que amanha eu me esqueça
E a olhar da janela de um trém
Um novo amor me apareça

Acordar de manhã
E fazer um café p'rá você
Abraçar-te com cuidado
E depois adormecer-te no meu porto"

 



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Quinta-feira, 29.03.12
Jorge Palma galardoado com Prémio Pedro Osório
Fotografia © Manuel Azevedo/Global Imagens

 

O compositor e intérprete Jorge Palma venceu a primeira edição do Prémio Pedro Osório, divulgou hoje a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) que instituiu o galardão, com o objetivo de homenagear o maestro falecido em janeiro passado.

 

Jorge Palma foi distinguido pelo CD "Com Todo o Respeito", editado pela EMI Music Portugal, em outubro do ano passado.

 

O prémio, com periodicidade anual e o valor pecuniário de 2000 euros, será entregue numa cerimónia a realizar na sede da SPA em data a anunciar, segundo a cooperativa de autores.

 

"O júri que atribuiu o prémio foi constituído pelos membros dos corpos sociais da SPA ligados à área de música", esclarece uma nota da SPA.

 

Nas vésperas de sair o álbum, em declarações à Lusa, Jorge Palma revelou que queria escrever, mas não saía "nada de jeito". A falta de inspiração deu o mote para "Página em Branco", o tema que abre o álbum "Com todo o Respeito".

 

O disco começou a ser preparado no final de 2010. Nessa altura, Jorge Palma pegou em três temas que tinha composto anteriormente, mas que considerava terem "vida própria" e "podiam ser descontextualizados", contou.

 

Os três temas são "Tudo por um Beijo", criado para o filme "A Bela e o Papparazzo", de António-Pedro Vasconcelos, "Imperdoável" e "O Mundo e a Casa", feitos para a peça "A Balada da Margem Sul", de Helder Costa, levada a cena pel'A Barraca.

 

Foi depois de recuperar estas canções que Jorge Palma começou a escrever o que acabaria por ser "Página em Branco".

 

Quando escreve, Jorge Palma, assume sentir "uma certa responsabilidade". "Porque não estou a escrever só diletantemente para mim próprio. Sei que tenho um público, que tem vindo a crescer e a alargar o leque etário. E isso conta um bocado", afirmou, acrescentando: "mas, em primeiro lugar, é preciso que as músicas me agradem a mim".

 

Com uma carreira de quase 40 anos, foi em 2007, com "Voo Nocturno", que Jorge Palma vendeu mais discos do que nunca, sobretudo pelo tema "Encosta-te a Mim" que, ao ser escolhido como banda sonora de uma telenovela, "chegou a um público mais geral, mais abrangente".

 

Retirado do DN



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Terça-feira, 31.01.12

Depois do sucesso do seu último trabalho editado em 2007 com o título de “Voo Nocturno”, Jorge Palma prolonga por esta altura a sua já longa carreira com o lançamento de “Com todo o respeito”, o seu 13º álbum de originais que vem para o mercado com a promessa de satisfazer as delícias de todos os apreciadores de boa música portuguesa. 

 

Constituído por 14 temas compostos na sua totalidade por Jorge Palma, “Com todo o respeito” surge com todas as características singulares que tornaram o cantor e compositor lisboeta tão famoso por terras lusas. Tal como o já muito divulgado single “Página em Branco”, grande parte dos temas do disco têm por tema o amor. Com a magia poética das letras e o toque das melodias mais ou menos mexidas onde o som do piano está sempre presente, Jorge Palma mostra-se neste conjunto de músicas muito igual a si próprio.

 

Como não poderia deixar de ser, o carácter desinibido, irreverente e contestatário de Jorge Palma está também muito presente neste seu novo trabalho.”Com todo o respeito” é de resto também o título de uma das canções do disco, uma dura crítica com toques de música country a uma sociedade onde o abismo entre pobres e ricos tende a crescer de dia para dia perante o olhar passivo de toda a população. 

 

No seu conjunto, “Com todo o respeito” é um retrato fiel da qualidade artística daquele que é seguramente um dos maiores criadores de canções da actualidade no contexto nacional. Para além das esbeltas melodias a que nos vem habituando desde o seu primeiro álbum de 1975 intitulado “Com uma Viagem na Palma da Mão”, este disco tem acima de tudo como grande trunfo um conjunto de letras que pelo seu teor mais ou menos abstracto, mais ou menos alegre, ganham a capacidade de transmitir uma agradável sensação de prazer a quem tem a oportunidade de as escutar. 

 

Já à venda nos locais habituais, “Com todo o respeito” de Jorge Palma é uma bela demonstração de que a música portuguesa é merecedora da atenção de um público que parece estar cada vez mais apostado em aplaudir apenas os artistas estrangeiros.

 

Via HardMúsica



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Quarta-feira, 25.01.12

 

Letra

 

Numa noite em que o céu tinha um brilho mais forte 
E em que o sono parecia disposto a não vir 
Fui estender-me na praia, sózinho, ao relento 
E ali longe do tempo, acabei por dormir 

Acordei com o toque suave de um beijo 
E uma cara sardenta encheu-me o olhar 
Ainda meio a sonhar perguntei-lhe quem era 
Ela riu-se e disse baixinho: estrela do mar 

"Sou a estrela do mar só a ele obedeço 
Só ele me conhece, só ele sabe quem sou 
No princípio e no fim 
Só a ele sou fiel e é ele quem me protege 
Quando alguém quer à força 
Ser dono de mim..." 

Não sei se era maior o desejo ou o espanto 
Só sei que por instantes deixei de pensar 
Uma chama invisível incendiou-me o peito 
Qualquer coisa impossível fez-me acreditar 

Em silêncio trocámos segredos e abraços 
Inscrevemos no espaço um novo alfabeto 
Já passaram mil anos sobre o nosso encontro 
Mas mil anos são pouco ou nada para estrela do mar

"Estrela do mar 
Só a ele obedeço 
Só ele me conhece, só ele sabe quem sou 
No princípio e no fim 
Só a ele sou fiel e é ele quem me protege 
Quando alguém quer à força 
Ser dono de mim..." 



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Sexta-feira, 13.01.12

Jorge Palma vai estar no TEMPO, pelas 21:30 de 28 de Janeiro para apresentar o seu espectáculo “Íntimo…com todo o respeito”, criado especificamente para salas pequenas.

 

Trata-se de um espectáculo em formato acústico, que sucede a “Com todo o respeito” que ganhou o segundo lugar do top geral de vendas e primeiro lugar dos discos, durante o mês de Janeiro.


Jorge Palma apresentar-se-á com o filho Vicente que o acompanhará ao piano.

 

O espectáculo, que tem a duração de 80 minutos, é considerado um dos melhores daquele que é considerado como um dos cantautores do panorama musical português. 


Será uma viagem pelos 35 anos de percurso musical de Jorge Palma, com uma paragem obrigatória no seu último trabalho que contou com a participação de Cristina Branco, do guitarrista Flak, que também assina a produção, e ainda dos contrabaixistas Carlos Barreto, Carlos Bica e Bruno Vasconcelos. 

 

Os bilhetes a 17 euros podem ser adquiridos na bilheteira do TEMPO de terça a sábado das 14:00 às 19:00 e em dias de espectáculo das 14:00 às 21:30. 


Para mais informações ou reservas contactar a bilheteira do TEMPO através dos contactos 282 402 475 / 961 579 917..

 

retirado de HardMúsica

 



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Domingo, 18.12.11

 

Letra

 

Deixa-me rir
Essa história não e tua
Falas da festa, do sol e do prazer
Mas nunca aceitaste um convite
Tens medo de te dar
E não é teu o que queres vender

Deixa-me rir
Tu nunca lambeste uma lágrima
Desconheces os cambiantes do seu sabor
Nunca seguiste a sua pista

Tens medo de te dar
E não é teu o que queres vender

Pois é, pois é
Há quem viva escondido a vida inteira
Domingo sabe de cor, o que vai dizer
Segunda feira

Deixa-me rir
Tu nunca auscultaste esse engenho
De que falas com tanto apreço
Esse curioso alambique
Onde são destilados
Noite e dia, o choro e o riso

Deixa-me rir
Ou então deixa-me entrar em ti
Ser o teu mestre só por um instante
Iluminar o teu refúgio
Aquecer-te essas mãos
Rasgar-te a mascara sufocante

Pois é, pois é
Há quem viva escondido a vida inteira
Domingo sabe de cor, o que vai dizer
Segunda feira



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Letra

 

Tiveste gente de muita coragem
E acreditaste na tua mensagem
Foste ganhando terreno
E foste perdendo a memória

Já tinhas meio mundo na mão
Quiseste impor a tua religião
E acabaste por perder a liberdade
A caminho da glória

Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar

Tiveste muita carta para bater
Quem joga deve aprender a perder
Que a sorte nunca vem só
Quando bate à nossa porta

Esbanjaste muita vida nas apostas
E agora trazes o desgosto às costas
Não se pode estar direito
Quando se tem a espinha torta

Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar

Fizeste cegos de quem olhos tinha
Quiseste pôr toda a gente na linha
Trocaste a alma e o coração
Pela ponta das tuas lanças

Difamaste quem verdades dizia
Confundiste amor com pornografia
E depois perdeste o gosto
De brincar com as tuas crianças

Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar

Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar
 



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Quarta-feira, 30.11.11

Letra

 

O mar enrola na areia
Ninguém sabe o que ele diz
Bate na areia e desmaia
Porque se sente feliz.

O mar enrola na areia
Ninguém sabe o que ele diz
Bate na areia e desmaia
Porque se sente feliz.

O mar também é casado, ai
Até o mar tem mulher
É casado com a areia, ai
Pode vê-la quando quer.

O mar também é casado, ai
Até o mar tem filhinhos
É casado com a areia, ai
E os filhos são os peixinhos.

O mar enrola na areia
Ninguém sabe o que ele diz
Bate na areia e desmaia
Porque se sente feliz.

O mar enrola na areia
Ninguém sabe o que ele diz
Bate na areia e desmaia
Porque se sente feliz.

Ó mar tu és um leão, ai
A todos queres comer
Não sei como os homens podem, ai
As tuas ondas vencer.

Ó mar que te não derretes, ai
Navio que te não partes
Ó mar que não cumpristes, ai
O que comigo tratastes.

O mar enrola na areia
Ninguém sabe o que ele diz
Bate na areia e desmaia
Porque se sente feliz.

O mar enrola na areia
Ninguém sabe o que ele diz
Bate na areia e desmaia
Porque se sente feliz.

Ouvi cantar a sereia, ai
No meio daquele mar
Tantos navios se perdem, ai
Ao som daquele cantar.

Até o peixe do mar, ai
Depenica na baleia
Nunca vi homem solteiro, ai
Procurar a mulher feia.

O mar enrola na areia
Ninguém sabe o que ele diz
Bate na areia e desmaia
Porque se sente feliz.

O mar enrola na areia
Ninguém sabe o que ele diz
Bate na areia e desmaia
Porque se sente feliz.



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Terça-feira, 08.11.11

Letra

 

Murmura a maré no casco
Os pescadores conversam
À porta do tasco
Fumando um cigarro forte

As velhas cosem as redes
Cheirando o vento norte
E vão sentido pela espinha
Uma nevralgia de morte
Há um jovem pescador
A trincar dedos cortados
Pela sediela fina
Segura na mão a amarra
E despede-se da mulher varina
Que lhe abotoa a samarra

Diz com a mão no puxo a afagar
Nunca tires a aliança
Tem o luto sempre à mão
Fico contigo na lembrança
E no esmalte do teu casacão



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Domingo, 06.11.11
Jorge Palma Ajustar contas com o mundo

 

O novo disco de Jorge Palma já está aí, saído de uma página em branco, para falar da morte e do amor e fazer um ajuste de contas com o mundo. Nele há canções sarcásticas e outras saídas de memórias pessoais ou de apostas com Zeca Baleiro. Com todo o respeito.


É irresistível imaginar Jorge Palma numa crise de inspiração quando se ouve "Página em branco", o primeiro tema do novo disco ("Com Todo o Respeito"). O papel vazio, a guitarra na mão, os cinzeiros cheios, o piano surdo, o copo de vinho que talvez "pudesse vir a ajudar". É verdade, em parte, houve momentos assim, mas a canção, diz o músico, é uma "brincadeira com esse estado de espírito". Que, aliás, o assalta muitas vezes. "Desde sempre. Não sou como outros músicos que têm método, que escrevem todos os dias, nem que seja para deitar fora. Eu escrevo mais de impulso. Escrevo, não gosto e fico à espera, não fico ansioso."

Desta vez, quando começou a fazer este disco, tinha apenas um título na cabeça e três canções prontas, todas elas feitas de encomenda: "Tudo por um beijo", banda sonora do filme "A Bela e o Papparazzo", de António-Pedro Vasconcelos; e "Imperdoável" e "O mundo e a casa", escritas para o grupo de teatro A Barraca, para a peça "A Balada da Margem Sul", de Hélder Costa, e que "vivem por si próprias, fora do contexto da peça". "Essa última brinca com ‘A Casa e o Mundo', do Tagore, enquanto a outra remete para o filme do Clint Eastwood. Gosto dessas brincadeiras." Há outras, neste disco: "Quando eu digo ‘nunca olhes p'ra trás' a referência é o ‘don't look back' do Dylan, enquanto os ‘Anjos de Berlim' remetem para o filme ‘As Asas do Desejo', do Wenders." 

Uma carga sarcástica

O título do disco nasceu antes das gravações, já "com uma carga sarcástica". "Nem sei porquê, pensei logo em ‘Com Todo o Respeito'. Cheguei a escrever uma estrofe ou duas, que foram para o lixo. Foi a última canção que escrevi, em Maio ou Junho, já com o resto pronto." É uma canção irónica, de crítica social, mas que repega no final o tema do amor presente noutras canções do disco, mas pelo avesso: "Dizias meu amor, que eu era tudo p'ra ti/ mas nunca me falaste do teu amante/ só p'ra me evitares o desgosto com todo o respeito." Não é autobiográfica, diz Palma: "Lembrei-me da ‘Chanson des vieux amants", do Jacques Brel. ‘Bien sûr tu pris quelques amants/ Il fallait bien passer le temps/ Il faut bien que le corps exulte...' Achei piada, para mudar de ambiente."

 

Retirado do Público



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Terça-feira, 25.10.11
Força pela casa

 

 

Jorge Palma, Pedro Abrunhosa, The Legendary Tiger Man, Dead Combo e os Pinto Ferreira sobem ao palco do Cinema São Jorge no próximo dia 10 de novembro, para o evento “Força à Causa”, promovido pelo Centro de Apoio ao Sem-abrigo (CASA).

O concerto tem início às 21h30. Os bilhetes para o evento, à venda no Cinema S. Jorge e Ticket Line, custam €15 e revertem na sua totalidade a favor da instituição.
Note-se que o Centro de Apoio ao Sem-abrigo é uma associação sem fins lucrativos, fruto da iniciativa de Pema Wangyal Rinpoche. Fundada em 2002, é constituída globalmente por voluntários e tem por objetivo levar a cabo ações de solidariedade social, em particular dar apoio, alimentação e alojamento a favor de sem-abrigo, crianças, adolescentes e idosos socialmente desfavorecidos, vítimas de violência ou maus-tratos, independentemente da sua nacionalidade, credo religioso ou etnia.
Via Palco Principal


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Letra

 

Está na hora de ouvires o teu pai 
Puxa para ti essa cadeira 
Cada qual é que escolhe aonde vai
Hora-a-hora e durante a vida inteira

Podes ter uma luta que é só tua
Ou então ir e vir com as marés
Se perderes a direcção da Lua
Olha a sombra que tens colada aos pés

Estou cansado. Aceita o testemunho
Não tenho o teu caminho pra escrever
Tens que ser tu, com o teu próprio punho
Era isso o que te queria dizer

Sou uma metade do que era
Com mais outro tanto de cidade
Vou-me embora que o coração não espera
À procura da mais velha metade



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Segunda-feira, 03.10.11

Letra

 

Tenho uma página em branco

e uma guitarra na mão

ando nisto há quatro dias

e não me sai  a canção

 

os cinzeiros já não chegam

tenho que os despejar

pensei que um copo de vinho

pudesse vir a ajudar

 

mas só fico atordoado 

sinto o vapor a subir

imagino um crocodilo

estupidamente a sorrir

 

o piano ficou surdo

não me dá atenção

essas musas essas bruxas

roubaram-me a inspiração

 

eu vou mas é descansar 

deixar tudo espairecer

entre os cantos de uma folha

tudo pode acontecer

 

neste grande espaço em branco

só te quero dizer

nannanan

gosto de ti

 

Tenho uma página em branco 

gostava de a preencher

sem rabiscos estes dados

são coisas para eleger

 

uma simples manchanegra

pode ser solução

perspectiva actualizada

desta minha situação

 

tenho uma página em branco

e sinto a barba a crescer

há tanta coisa a tratar

 há tanta coisa a aprender

 

o relógio já me disse

nunca olhes para trás

e o ponteiro das horas

insiste em não me deixar em paz

 

eu vou mas é descansar 

deixar tudo espairecer

entre os cantos de uma folha

tudo pode acontecer

 

neste grande espaço em branco

só te quero dizer

nannanan

gosto de ti

 

neste grande espaço em branco

só te quero dizer

nannanan

gosto de ti



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Terça-feira, 27.09.11
Letra
Mudemos de Assunto Sérgio Godinho

Andas aí a partir corações
como quem parte um baralho de cartas
cartas de amor
escrevi-te eu tantas
às tantas, aos poucos 
às tantas, aos poucos
eu fui percebendo
às tantas eu lá fui tacteando
às cegas eu lá fui conseguindo
às cegas eu lá fui abrindo os olhos

E nos teus olhos como espelhos partidos
quis inventar uma outra narrativa
até que um ai me chegou aos ouvidos
e era só eu a vogar à deriva
e um animal sempre foge do fogo
e eu mal gritei: fogo!
mal eu gritei: água!
que morro de sede
achei-me encostado à parede
gritando: Livrai-me da sede!
e o mar inteiro entrou na minha casa

E nos teus olhos inundados do mar
eu naveguei contra minha vontade
mas deixa lá, que este barco a viajar
há-de chegar à gare da sua cidade
e ao desembarque a terra será mais firme
há quem afirme
há quem assegure
que é depois da vida
que a gente encontra a paz prometida
por mim marquei-lhe encontro na vida
marquei-lhe encontro ao fim da tempestade

Da tempestade, o que se teve em comum
é aquilo que nos separa depois
e os barcos passam a ser um e um
onde uma vez quiseram quase ser dois
e a tempestade deixa o mar encrespado
por isso cuidado
mesmo muito cuidado
que é frágil o pano
que veste as velas do desengano
que nos empurra em novo oceano
frágil e resistente ao mesmo tempo

Mas isto é um canto
e não um lamento
já disse o que sinto
agora façamos o ponto
e mudemos de assunto
sim?




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Quarta-feira, 21.09.11
A apresentação ao vivo do novo álbum de Jorge Palma está agendada para 27 de Outubro
A apresentação ao vivo do novo álbum de Jorge Palma está agendada para 27 de Outubro (Foto: Sara Matos/arquivo)
Os fãs de Jorge Palma no Facebook foram os primeiros a ouvir o tema de apresentação de Com Todo Respeito, o novo álbum do compositor, que chega às lojas a 24 de Outubro. A canção, Página em branco, pode ser ouvido naquela rede social desde ontem.

Quatro anos separam este trabalho de originais do seu antecessor, o comercialmente bem sucedido Voo Nocturno. Jorge Palma reconhece um bloqueio criativo no novo single, mas de muito menor duração: “Tenho uma página em branco e uma guitarra na mão/ Ando nisto há quatro dias e não me sai a canção”.

Os Demitidos, a banda que acompanha o músico desde Norte (2004), também estão de volta. Com Todo Respeito conta, de resto, com Cristina Branco, Carlos Barreto, Carlos Bica, Bruno Vasconcelos e Vicente Palma como convidados. Carlos Tê e José Luis Peixoto contribuem com uma letra cada. Flak é o produtor.

Com Todo Respeito é editado a 24 de Outubro, com o selo da EMI Music Portugal. O concerto de apresentação do álbum acontece poucos dias depois, a 27, no espaço TMN Ao Vivo, em Lisboa.

 

Retirado do Público



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Segunda-feira, 19.09.11
Jorge Palma edita 'Com Todo o Respeito' a 24 de Outubro

 

Com todo o respeito é o nome do próximo álbum do músico português Jorge Palma, a editar a 24 de Outubro e que será apresentado em Lisboa ao vivo poucos dias depois, anunciou a editora EMI Music Portugal.

Quatro anos depois de ter lançado Voo Nocturno, Jorge Palma voltou a juntar os músicos Demitidos, a banda que o acompanha, para gravar as canções novas, entre elas duas com letras de Carlos Tê e José Luís Peixoto.

 

No disco participam ainda a cantora Cristina Branco, com quem Jorge Palma tinha já trabalhado, o guitarrista Flak, que assina a produção de Com todo o respeito, além dos contrabaixistas Carlos Barreto e Carlos Bica, e Bruno Vasconcelos.

 

O primeiro single retirado do novo álbum, Página em branco, será disponibilizado na terça-feira.

 

O concerto de apresentação está marcado para 27 de Outubro no espaço TMN Ao Vivo, em Lisboa.

 

Retirado do SOL



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Quinta-feira, 25.08.11
Letra
Valsa dum homem carente 
Se alguma vez te parecer
ouvir coisas sem sentido
não ligues, sou eu a dizer
que quero ficar contigo
e apenas obedeço
com as artes que conheço
ao princípio activo
que rege desde o começo
e mantém o mundo vivo 

Se alguma vez me vires fazer
figuras teatrais
dignas dum palhaço pobre
sou eu a dançar a mais nobre
das danças nupciais
vê minhas plumas cardeais
em todo o seu esplendor
sou eu, sou eu, nem mais
a suplicar o teu amor 

É a dança mais pungente
mão atrás e outra à frente
valsa de um homem carente
mão atrás e outra à frente
valsa de um homem carente


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Terça-feira, 23.08.11
Letra
Ai, Margarida,

Se eu te desse a minha vida,

Que farias tu com ela?

— Tirava os brincos do prego,

Casava c'um homem cego

E ia morar para a Estrela.



Mas, Margarida,

Se eu te desse a minha vida,

Que diria tua mãe?

— (Ela conhece-me a fundo.)

Que há muito parvo no mundo,

E que eras parvo também.



E, Margarida,

Se eu te desse a minha vida

No sentido de morrer?

— Eu iria ao teu enterro,

Mas achava que era um erro

Querer amar sem viver.




Mas, Margarida,

Se este dar-te a minha vida

Não fosse senão poesia?

— Então, filho, nada feito.

Fica tudo sem efeito.

Nesta casa não se fia.


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Letra
Acorda, menina linda 
Vem oferecer 
O teu sorriso ao dia 
Que acabou de nascer 
Anda ver que lindo presente 
A aurora trouxe para te prendar 
Uma coroa de brilhantes para iluminar 
O teu cabelo revolto como o mar 

Acorda, menina linda 
Anda brincar 
Que o Sol está lá fora à espera de te ouvir cantar 
Acorda, menina linda 
Vem oferecer 
O teu sorriso ao dia 
Que acabou de nascer 

Porque terras de sonho andaste 
Que Mundo te recebeu 
Que monstro te meteu medo 
Que anjo te protegeu 
Quem foi o menino que o teu coração prendeu ? 

Acorda, menina linda 
Anda brincar 
Que o Sol está lá fora à espera de te ouvir cantar 
Acorda, menina linda 
Vem oferecer 
O teu sorriso ao dia 
Que acabou de nascer 

Anda a ver o gato vadio 
À caça do pássaro cantor 
Vem respirar o perfume 
Das amendoeiras em flor 
Salta da cama 
Anda viver, meu amor 

Acorda, menina linda 
Vem oferecer 
O teu sorriso ao dia 
Que acabou de nascer


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Segunda-feira, 22.08.11
Letra
Quer eu queira quer não queira 
Esta cidade 
Há-de ser uma fronteira 
E a verdade 
Cada vez menos 
Cada vez menos 
Verdadeira 

Quer eu queira 
Quer não queira 
No meio desta liberdade 
Filhos da puta 
Sem razão 
E sem sentido 
No meio da rua 
Nua crua e bruta 
Eu luto sempre do outro lado da luta 

A polícia já tem o meu nome 
Minha foto está no ficheiro 
Porque eu não me rendo 
porque eu não me vendo 
Nem por ideais 
Nem por dinheiro 
E como eu sou e quero ser sempre assim 
Um rio que corre sem princípio nem fim 
O poder podre dos homens normais 
Está a tentar dar cabo de mim 
Cabo de mim


publicado por olhar para o mundo às 08:01 | link do post | comentar


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