Segunda-feira, 15.04.13

Cristina Branco e Gaiteiros de Lisboa entre os convidados portugueses do FMM de Sines

Cristina Branco, Gaiteiros de Lisboa e Custódio Castelo (na foto) são alguns dos artistas portugueses que integram, em julho, o Festival Músicas do Mundo de Sines (FMM), foi hoje anunciado.


De 18 a 27 de julho, o festival celebrará 15 anos de existência em torno das músicas do mundo, reservando na programação um espaço também para os sons portugueses.

 

Entre eles estarão a cantora Cristina Branco, que volta ao castelo de Sines para mostrar o novo álbum, "Alegria", depois de ter lá atuado em 2002 e 2005, e os Gaiteiros de Lisboa, com o disco "Avis Rara" e um património renovado da música tradicional portuguesa que já tinham apresentado no festival, em 2006.

 

Quem também estará de regresso a Sines é o contrabaixista Carlos Bica, desta vez a solo, depois de ter lá estado em 2007, com o trio Azul (com o guitarrista Frank Möbus e o baterista Jim Black).

 

Estreia a solo no FMM de Sines protagonizará o guitarrista Custódio Castelo - que acompanhou Cristina Branco em 2002 - agora que lançou o segundo álbum "Inventus".

 

Há ainda a assinalar duas estreias absolutas em Sines: o músico JP Simões, que editará em maio o álbum "Roma", e a cantora e acordeonista Celina da Piedade, que se apresentou a solo aos portugueses em 2012, com "Em Casa".

 

O FMM de Sines soma já uma mão cheia de artistas convidados de todo o mundo, alguns dos quais com ligações antigas ao festival português, nomeadamente Amadou & Mariam (Mali), Rokia Traoré (Mali), mas também Hermeto Pascoal (Brasil) ou Rachid Taha (Argélia/França).

 

Retirado do Sapo Música



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Quarta-feira, 06.03.13

cristina branco - Alegria


Cristina Branco
Novo disco entra directamente para o #3 do top de vendas nacional
Tour ‘Alegria’ passa pela Bélgica, Noruega, Holanda, França e Portugal

 

‘Alegria’, o mais recente disco de Cristina Branco, estreou-se no top nacional com uma entrada directa para o #3. O novo disco da cantora, quase todo composto por originais (com excepção de três temas, de Sérgio Godinho, Chico Buarque e Joni Mitchell), tem pontos de contacto com os seus trabalhos anteriores. A produção de "Alegria" é de Ricardo Dias, contando ainda com a participação de músicos que têm acompanhado Cristina Branco em dezenas de palcos espalhados pelos quatro cantos do mundo:  Bernardo Couto (guitarra portuguesa), Bernardo Moreira (contrabaixo) e Carlos Manuel Proença (guitarra), para além do próprio Ricardo Dias (piano e acordeão) e os convidados Mário Delgado (guitarra elétrica) e João Moreira (trompete).

Em Março, antes de Cristina pisar os palcos nacionais – a apresentação de ‘Alegria’ está marcada para 5 de Abril no São Luiz Teatro Municipal, em Lisboa, 6 de Abril, no Cine-Teatro da Casa da Cultura de Seia e 7 de Abril na Casa da Música, no Porto – Cristina Branco faz uma tour de 7 datas pela Bélgica, passando ainda pela Noruega. Em Abril, a cantora passará pela Holanda, para mais 10 datas e em Maio por França onde tem agendada a actuação em duas salas.

Datas:

20 Março – Flagey Studio 4 – Bruxelas – 20h15
21 Março – Stadsschouwburg -  Mechelen – 20h15
23 Março – De Warande – Turnhout – 20h15
24 Março – Voss – Noruega – 19h
26 Março – Schouwburg - Leuven – 20h00
28 Março – De Spil – Roeselare – 19h15
29 Março – CC Belgica – Dendermonde – 20h00
30 Março - De Roma – Antuérpia – 20h30

5 Abril – Lisboa - São Luiz Teatro Municipal – Portugal – 21h00
6 Abril – Cine-Teatro da Casa da Cultura de Seia – Portugal - 22h00
7 Abril – Casa da Música – Sala Suggia – Porto – Portugal - 21h00
13 Abril – Chassé Theater – Breda – 20h00
15 Abril – DeLaMar Theater – Amesterdão – 20h00
16 Abril – De Kom – Niewegein – 20h15
18 Abril – De Harmonie – Leeuwarder – 20h30
19 Abril – Amphion Schouwburg – Doetinchem – 20h00
20 Abril – Theaters Tilburg - Concertzaal – Tilburg – 20h30
23 Abril – Dr. Anton Philipszaal – Haia – 20h15
25 Abril – Theater aan het vrijthof – Maastricht – 20h00
26 Abril – Stadsgehoorzaal – Leiden – 20h15
27 Abril – Theater De Maaspoort – Venlo – 20h15

2 Maio – Auditório do Conservatório de Música de Coimbra – Coimbra – 21h30
11 Maio – Centro das Artes do Espectáculo de Sever do Vouga – 22h00
24 Maio – Cafe de la Danse - Paris – França
25 Maio – Théâtre du Parc – 20h00 - Andrezieux – FranÇa



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Segunda-feira, 04.03.13

 

Letra

 

Molinera, molinera
Bien te lo decía yo,
Que la muerte de Manolo
Iba ser tu perdición.


Molinera, molinera
Donde vienes tu temprano?
Vengo de ver a Manolo
Que me han dicho, que 'stá malo.

Unos dicen que se muere
Otros dicen que se acaba
Otros dicen que no llega
A las tres de la mañana.



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Sábado, 23.02.13

 

 

Letra

Falem que me importa falem
não quero saber
digam o que digam
que podem dizer

se o mal criticam
se bem vão querer
digam o que digam
que posso eu fazer

sou tanta incerteza
que o mais certo em mim
é nem ser por certo
é nem estar aqui

para mim sou tanto
e há tanto em mim
que eu sei lá quem sou

quem quiser falar de mim que fale
quem quiser saber de mim pergunte
e quem sabe se eu direi a verdade
isto de ser ou não ser confunde

falem que me importa falem
sem nada saber
digam o que digam
só me fazem crer

que eu aqui existo
seja lá quem for
digam o que digam
quem me vê melhor

se a porteira cusca
que me topa bem
se a padeira astuta
que é cusca também
se é que sabem tanto
esclareçam-me enfim
afinal quem sou

quem quiser falar de mim que fale
quem quiser saber de mim pergunte
quem sabe se eu direi a verdade
isto de ser ou não ser confunde

quem quiser falar de mim verdade
quem quiser saber de mim confunde
quem sabe se eu direi não sabe
isto de ser ou não ser pergunte

quem sabe o que eu direi pergunte
quem quiser saber de mim não sabe
quem quiser falar de mim confunde
que isto de ser ou não ser verdade

quem quiser falar de mim já sabe
quem sabe se o que direi confunde
quem quiser saber de mim verdade
isto de ser ou não ser pergunte

 

 



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Quarta-feira, 20.02.13

 

 

letra

 

Meu coração é feliz

porque muito lo amas

segue  juntinho a ti

não importa a longura onde andas

 

meu coração é um pardal

que à noitinha se queixa

guarda um enxoval 

da saudade tão grande que deixas

 

Carolina

leva este lenço com cheirinho a alecrim

guarda-lo entre as sedas e as flores secas de alfazema

Carolina não te percas

 

meu coração é feliz

porque dele tens a chave

fundo como a raiz

é somente pra ti que ele se abre

 

teu coração é só meu

e é lá dentro que eu moro

guarda-mo que eu guardo o teu

pois se um para olha que o outro morre

 

Carolina

leva este lenço com cheirinho  a alecrim

guardei um mapa no linho

com um xiz sobre o nosso ninho

Carolina não te percas

 

meu coração é feliz

porque tem a fineza

sabe enganar a tristeza

a costurar com firmeza

 

meu coração é feliz

para calcar mil safiras

e a cada agulha que enfia

eu sei que te achegas mais aqui

 

Carolina
leva este lenço com cheirinho a alecrim
guarda-lo entre as sedas e as flores secas de alfazema
Carolina não te percas

 

leva este lenço com cheirinho  a alecrim

guardei um mapa no linho

com um xiz sobre o nosso ninho

Carolina não te percas .. de mim



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Terça-feira, 05.02.13

Alegria, Cristina Branco


CRISTINA BRANCO
ALEGRIA chega às lojas a 25 de Fevereiro

Concertos de apresentação a 5 de Abril no S. Luiz em Lisboa e a 7 de Abril na Casa da Música no Porto

 

A voz de Cristina Branco é uma voz nómada. Assim que se sente demasiado confortável, parte à procura de um novo poiso, uma nova pele. Quem diz pele diz novos contextos, novos significados musicais, novos desafios.

Neste novo disco, nascido de uma conversa com Gonçalo M. Tavares, Cristina Branco quis vestir a pele de doze personagens, ajustando o seu ser individual ao social, usando a música como escudo e como arma, celebrando o heroísmo que existe no anonimato, procurando respostas para os tempos conturbados que cruzamos. Essas personagens são os vizinhos do lado, os que moram mesmo dentro da nossa casa, os que habitam o nosso pensamento. Somos nós; doze personagens onde nos podemos rever continuamente. Ora pedidas de empréstimo (“Construção”, de Chico Buarque”, “Alice no país dos matraquilhos” de Sérgio Godinho e “Cherokee Louise”, de Joni Mitchell), ora inventadas por Cristina Branco e exploradas pela imaginação de quem aceitou a responsabilidade de lhes dar uma história.

Em Alegria, descobre-se quem é então a Deolinda (essa mesma); conta-se a história de Alice, nascida e crescida em berço frágil; descobre-se o lado feminino de Jeremias, o fora da lei, com “Branca Aurora”; dá-se de caras com um palhaço com a missão eterna de fazer rir e com a dor do operário nas palavras de Chico Buarque; conhece-se a história do amor forçado a emigrar de Carolina e de uma Louise rejeitada pela sociedade; chora-se o triste fado do homem desempregado e com filhos e o beco tóxico e sem saída da inocente Cândida; exalta-se Miriam como o Robin dos Bosques moderno e elogia-se o estoicismo do cidadão perante o duro confronto com a realidade; dá-se notícia da petição do Farias para dar nova oportunidade aos políticos.  Em resumo, redige-se um tratado acerca da condição humana e dos seus limites. Alegria é um desejo, espécie de apelo, de provocação, de paradoxo, uma tela em aberto.

André Gomes



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Quinta-feira, 31.01.13

Cristina Branco

 

Cristina Branco

Novo disco "Alegria" disponível em Fevereiro

 

Os últimos dias do próximo mês de Fevereiro serão tempo de "Alegria", de Cristina Branco. O novo disco da cantora, quase todo composto por originais (com excepção de três temas, de Sérgio Godinho, Chico Buarque e Joni Mitchell), tem pontos de contacto com os seus trabalhos anteriores, designadamente nas autorias das letras e das músicas, mas obedece a um novo e ousado conceito: Aurora, Cândida, Carolina, Deolinda, Miriam ou Louise são mulheres emblemáticas saídas de um tempo que pode bem ser o português mas que se projecta para além dele; lutadoras, românticas, vítimas, marginais, sonhadoras, há de tudo um pouco no painel de personagens maioritariamente femininas imaginado por Cristina Branco e construído pela conjugação feliz das palavras de Manuela de Freitas, Miguel Farias, Pedro Silva Martins ou Jorge Palma, e os sons criados por estes dois últimos autores e ainda os de Mário Laginha, João Paulo Esteves da Silva e Ricardo Dias.

A produção de "Alegria" é de Ricardo Dias, contando ainda com a participação de músicos que têm acompanhado Cristina Branco em dezenas de palcos espalhados pelos quatro cantos do mundo:  Bernardo Couto (guitarra portuguesa), Bernardo Moreira (contrabaixo) e Carlos Manuel Proença (guitarra), para além do próprio Ricardo Dias (piano e acordeão) e os convidados Mário Delgado (guitarra elétrica) e João Moreira (trompete).



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Quinta-feira, 10.01.13

Cristina Branco regressa com um disco de personagens femininas

Os últimos dias de fevereiro serão tempo de "Alegria", de Cristina Branco. O novo álbum da cantora, quase todo composto por originais (com exceção de três temas - de Sérgio Godinho, Chico Buarque e Joni Mitchell), dá voz a várias personagens femininas, avança a editora.

"Alegria" tem pontos de contato com os trabalhos anteriores de Cristina Branco, sobretudo na autoria das letras e das músicas, mas obedece a um novo conceito. O disco assenta nas personagens Aurora, Cândida, Carolina, Deolinda, Miriam ou Louise, mulheres emblemáticas, lutadoras, românticas, vítimas, marginais ou sonhadoras que nascem das palavras de Manuela de Freitas, Miguel Farias, Pedro Silva Martins ou Jorge Palma e dos sons criados por estes dois últimos autores e ainda os de Mário Laginha, João Paulo Esteves da Silva e Ricardo Dias.

A produção de "Alegria" é de Ricardo Dias, contando ainda com a participação de músicos que têm acompanhado Cristina Branco em palcos de todo o mundo:  Bernardo Couto (guitarra portuguesa), Bernardo Moreira (contrabaixo) e Carlos Manuel Proença (guitarra), para além do próprio Ricardo Dias (piano e acordeão) e os convidados Mário Delgado (guitarra elétrica) e João Moreira (trompete).

 

Retirado de Sapo Música



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Terça-feira, 02.10.12

 

 

letra

 

Just before our love got lost you said
"I am as constant as a northern star" 
And I said "Constantly in the darkness 
Where's that at?
If you want me I'll be in the bar" 

On the back of a cartoon coaster 
In the blue TV screen light 
I drew a map of Canada 
Oh Canada 
With your face sketched on it twice 
Oh you're in my blood like holy wine 
You taste so bitter and so sweet 

Oh I could drink a case of you darling 
Still I'd be on my feet 
oh I would still be on my feet

Oh I am a lonely painter 
I live in a box of paints 
I'm frightened by the devil 
And I'm drawn to those ones that ain't afraid 

I remember that time you told me you said
"Love is touching souls" 
Surely you touched mine 
'Cause part of you pours out of me 
In these lines from time to time 
Oh, you're in my blood like holy wine 
You taste so bitter and so sweet 

Oh I could drink a case of you darling 
And I would still be on my feet 
I would still be on my feet

I met a woman 
She had a mouth like yours 
She knew your life 
She knew your devils and your deeds 
And she said 
"Go to him, stay with him if you can 
But be prepared to bleed" 

Oh but you are in my blood 
You're my holy wine 
You're so bitter, bitter and so sweet

Oh, I could drink a case of you darling 
Still I'd be on my feet 
I would still be on my feet



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Terça-feira, 25.09.12

Cristina Branco, Mário Laginha ou Jorge Palma até ao final do ano no Auditório de Espinho

A fadista Cristina Branco, acompanhada pela Orquestra Clássica de Espinho, abre a temporada do auditório espinhense que, até ao final do ano, contará com as visitas de Mário Laginha, Pedro Burmester, Jorge Palma e Dead Combo.


Dia 30 de setembro é data marcada para a estreia absoluta de Cristina Branco com a Orquestra Clássica de Espinho, interpretando um reportório variado, o qual engloba canções icónicas da música portuguesa até clássicos da música pop, passando por obras de Schumann e pela canção francesa.

 

Já em outubro, no dia 9, os Dead Combo de Tó Trips e Pedro Gonçalves regressam a Espinho para apresentarem “Lisboa Mulata”, o novo álbum da dupla. Segue-se, no dia 12, Mário Laginha que apresenta, com o seu trio (Bernardo Moreira no contrabaixo, Alexandre Frazão na bateria), o disco “Mongrel”, um tributo à música do pianista e compositor Frédéric Chopin, classificado pelo pianista como "um dos maiores improvisadores de todos os tempos".

 

Na sexta-feira seguinte, a 19, será possível ouvir três obras de três dos mais famosos e marcantes compositores da história da música ocidental. Pedro Burmester apresenta um programa com obras de Robert Schumann, Johann Sebastian Bach e Ludwig van Beethoven. 

 

A fechar o mês, no dia 26, Miquel Bernat e Nuno Aroso (Drumming Duo) apresentam o espetáculo “Fases Eletrónicas... e +”, um convite a viajar por ousadas e distintas paragens musicais com uma forte faceta tecnológica.

 

A 3 de novembro, o Auditório de Espinho recebe pela primeira vez Jorge Palma, que irá transformar o palco numa sala de estar, recebendo os fãs como quem recebe amigos. Jorge Palma apresenta o seu novo disco de originais “Com todo o respeito”, mas deverá também visitar clássicos do seu reportório.

 

No dia anterior, a Orquestra Clássica de Espinho, sob a direção do maestro espanhol Sergio Alapont, apresenta um programa inteiramente preenchido por dois compositores russos, Rachmaninov e Schostakovich.

 

Em dezembro, o Auditório de Espinho estará reservado para dois concertos com temática natalícia. Primeiro, no dia 15, a Orquestra de Jazz da EPME, com direcção musical de Daniel Dias e Jeffery Davis, apresenta “Let it Snow, Let it Snow, Let it Swing”, um programa que explora o cancioneiro de Natal existente no jazz. Um concerto que contará com a participação especial do cantor Kiko Pereira para recriar, através do jazz, a atmosfera quente e perfumada de uma noite de Natal.

 

A fechar a programação de 2012, no dia 21, a Orquestra Clássica de Espinho, sob direção do maestro Pedro Neves, e o Coro Adulto do Círculo Portuense de Ópera, sob direção de José Eduardo Gomes, apresentam um programa que inclui a Oratória de Natal de Saint-Saëns e uma obra de Freitas Branco para coro, orquestra e órgão “Canto do Natal” sobre uma canção ribatejana.

 

Retirado de Sapo Música



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Segunda-feira, 20.08.12

 

 

letra

 

Porque é longa a minha sede
Trago a alma insaciada
Uma voz sem tom nem tempo
Age oculta, p’la calada

Sou a solidão do tempo
Quando o nevoeiro cerra
Sou a estranha flor ao vento
No esquecimento da terra

Num intenso gesto de alma, sou
Esta pena de me achar tão só
Tanto e tão pouco
Ai vida!

Porque é longa a minha sede
Busco a fonte desejada
Uma voz sem tom nem tempo
Que se oculta em mim, calada



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letra

 

Beijei teu retrato,
esborratou-se a tinta,
num corpo abstracto
que a saudade pinta...
E a esquadrinhar teus traços já dei por mim louca:
‘Diz-me lá, Picasso, onde ele tem a boca?’

Esse teu retrato
vou expô-lo em Paris,
já usado e gasto
ver se alguém me diz
onde é que te encontro,
se não te perdi...

Por te ter chorado
desfiz o meu rosto
e num triste fado
encontrei encosto.
Dei-me a outros braços mas nada que preste...
‘Diz-me lá, Picasso, que amor é este?’

Este meu retrato
vou expô-lo em Paris,
e assim ao teu lado
eu hei-de ser feliz.
Se nunca te encontro
nunca te perdi.

Sei...
não há só tangos em Paris,
e nos fados que vivi
só te encontro em estilhaços

Pois bem,
Tão certa, espero por ti.
Se com um beijo te desfiz,
com um beijo te refaço!



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Domingo, 19.08.12

 

 

 

letra

 

Tenho tantas recordaçøes como
Folhas tremendo nos ramos,
Canas murmurando à beira-rio,
Aves cantando no céu azul,
Frémito, murmúrios, canção:
Tantas! E mais disformes que sonhos.

Mais ainda: De todas as esferas celestes;
Como a onda, que ao quebrar,
Invade a imensidão da praia, sem 
Nunca porém, um grão de areia expulsar.

Em atropelo, ouço-as segredar,
Ora agrestes, ora ternas, duras ou sinceras;
De tanta fartura, ainda dou em louco,
Esqueço quem sou e torno-me um outro.

As que são tristes, mais tristes me soam;
Agora que sei outro recurso não ter,
Que ficar de novo encalhado
Nas margens do eterno sofrer.

Também as felizes, se tornam mais tristes,
Pois para sempre se esvaneceram:
Beijos, luxos, palavras do passado,
São como frutos que em mim morreram.

Nada mais tenho que recordaçøes,
A minha vida já há muito se foi.
Como pode um morto cantar ainda?
Em mim já nenhum canto tem vida.

Nas margens dos grandes mares,
Na funda escuridão dos bosques,
Ouço ainda o grande rumor despertar
E nenhuma voz que o faça libertar.



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Sexta-feira, 04.05.12

Concerto para uma Europa feliz

 

 

"Há sessenta e dois anos, Robert Schuman proferiu a célebre Declaração que conduziu à criação das Comunidades Europeias que permitiram paz, progresso económico e bem estar às populações dos Estados que estiveram na sua origem e daqueles que vieram a aderir mais tarde.

 

Os decepcionantes últimos anos da experiência de integração europeia não nos devem levar a esquecer o generoso impulso inicial nem a validade do projeto dos pais fundadores. Tal como proclamaram os chefes de Estado e Governo dos Estados signatários do Tratado de Roma, desejamos reforçar a unidade europeia e assegurar o seu desenvolvimento harmonioso pela redução das desigualdades entre as diversas regiões, e do atraso das menos favorecidas, ao mesmo tempo que aspiramos a afirmar a solidariedade e a abertura do espaço europeu.

 

Por tudo isso, no dia da Europa, vamos celebrar a terra de paz, de circulação, de intercâmbio de pessoas e ideias e de encontro de culturas, que queremos seja a União Europeia.


A Europa tem de ser um projeto de alegria e não uma fonte de preocupações e incertezas." - Eduardo Paz Ferreira, Presidente do Instituto Europeu e do Instituto Direito Económico Financeiro e Fiscal da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

 

Entrada Livre



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Quinta-feira, 12.01.12

 

Letra

 

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca
Quando me beija a boca
A minha pele inteira fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minha alma se sentir beijada, ai

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos
Viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo
Ri do meu umbigo
E me crava os dentes, ai

Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me deixar maluca
Quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba malfeita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita, ai

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios
De me beijar os seios
Me beijar o ventre
E me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo
Como se o meu corpo fosse a sua casa, ai

Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz



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Terça-feira, 01.11.11

 

Letra

 

Diz-me agora o teu nome
se já dissemos que sim
pelo olhar que demora
porque me olhas assim
porque me rondas assim

Toda a luz da avenida
se desdobra em paixão
magias de druida
plo teu toque de mão
soam ventos amenos
plos mares morenos
do meu coração

Espelhando as vitrinas
da cidade sem fim
tu surgiste divina
porque me abeiras assim
porque me tocas assim
e trocámos pendentes
velhas palavras tontas
com sotaque diferentes
nossa prosa está pronta
dobrando esquinas e gretas
plo caminho das letras
que tudo o resto não conta

E lá fomos audazes
por passeios tardios
vadiando o asfalto
cruzando outras pontes
de mares que são rios
e num bar fora de horas
se eu chorar perdoa
ó meu bem é que eu canto
por dentro sonhando
que estou em Lisboa

Dizes-me então que sou teu
que tu és toda pra mim
que me pões no apogeu
porque me abraças assim
porque me beijas assim
por esta noite adiante
se tu me pedes enfim
num céu de anúncios brilhantes
vamos casar em Berlim
à luz vã dos faróis
são de seda os lençóis
porque me amas assim



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Terça-feira, 18.10.11

Letra

 

Ruas desertas
Águas paradas
Feridas abertas
Portas fechadas

Cidade antiga
Minha cidade
Que queres que diga
Se já é tarde

Neste degredo
Triste e sombrio
O teu segredo
Quem o ouviu

Dizes que é cedo
Mas tenho medo 
E sinto frio

Rua das Trinas
Ao longe o rio
Escadas e esquinas 
Um assobio

Velhas, meninas
Com tristes sinas
Num bar vazio

Lixo no cais
O casario
Coisas banais
Um cão vadio

Desço a calçada
Não penso em nada
E sinto frio

Jornais revistas
Truques e manhas
Vagos turistas
Chuva e castanhas

Ouve-se um canto
Triste e cansado
Parece um pranto
Dizem que é fado

Rua do Ouro 
Chega ao Rossio
Não sei se choro
Não sei se rio

Subo a avenida 
Estou tão perdida
Está tanto frio

Cidade antiga 
Dizes que é cedo
Que queres que diga
Se não te entendo

Mas vou ouvindo
E repetindo
Mesmo não crendo

Até que cedo
Minha cidade
Sem frio nem medo
Que Deus te guarde

Com teu segredo
Contigo aprendo
Que nunca é tarde



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Quarta-feira, 24.08.11
Letra
Era um redondo vocábulo 
Uma soma agreste 
Revelavam-se ondas 
Em maninhos dedos 
Polpas seus cabelos 
Resíduos de lar, 
Pelos degraus de Laura 
A tinta caía 
No móvel vazio, 
Congregando farpas 
Chamando o telefone 
Matando baratas 
A fúria crescia 
Clamando vingança, 
Nos degraus de Laura 
No quarto das danças 
Na rua os meninos 
Brincando e Laura 
Na sala de espera 
Inda o ar educa


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Terça-feira, 23.08.11
Letra
Ai, Margarida,

Se eu te desse a minha vida,

Que farias tu com ela?

— Tirava os brincos do prego,

Casava c'um homem cego

E ia morar para a Estrela.



Mas, Margarida,

Se eu te desse a minha vida,

Que diria tua mãe?

— (Ela conhece-me a fundo.)

Que há muito parvo no mundo,

E que eras parvo também.



E, Margarida,

Se eu te desse a minha vida

No sentido de morrer?

— Eu iria ao teu enterro,

Mas achava que era um erro

Querer amar sem viver.




Mas, Margarida,

Se este dar-te a minha vida

Não fosse senão poesia?

— Então, filho, nada feito.

Fica tudo sem efeito.

Nesta casa não se fia.


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Terça-feira, 12.04.11

 

 

Letra

 

O teu amor quando palpita
verdade seja dita
põe rastilho no meu peito
trinta batidas num só beijo
sem defeito.

 

Feito tac e tic
o teu amor rebenta o dique
feito tic e tac
o teu amor passa ao ataque
feito tac e tic
o teu amor rebenta o dique
feito tic e tac
eu à defesa ele ao ataque
e toca e foge e toca e foge
é uma bomba relógio

 

O teu amor quando palpita
verdade seja dita
faz-me atrasar os ponteiros
como a ostra esconde a pérola
aos viveiros.

 

Feito tac e tic
pérola solta-se a pique
feito tic e tac
faz-me o coração um baque
feito tac e tic
pérola solta-se a pique
feito tic e tac
faz-me o corpo todo um baque
e toca e foge e toca e foge
é uma bomba relógio

 

 



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Quarta-feira, 30.03.11
Cristina Branco apresenta novo álbum com Mário Laginha em Lisboa
 
O pianista e compositor Mário Laginha é o convidado especial de Cristina Branco que quinta-feira sobe ao palco do Teatro S. Luiz, em Lisboa, para apresentar o mais recente álbum, Não Há Só Tangos em Paris.

Mário Laginha é o autor de uma das músicas do disco, Un Amor, que além da versão que Cristina Branco canta em espanhol, tem uma versão para piano solo.

O novo álbum integra pela primeira vez fados tradicionais como o fado Súplica e o Menor do Porto.

«Cada vez gosto mais de cantar fado. Cada vez tem mais a ver comigo. Estou a descobrir mais coisas quando canto», disse a intérprete.

A capa do primeiro álbum gravado por Amália Rodrigues, no Rio de Janeiro, e algumas músicas que ouviu em digressão como Dos Gardenias, conduziram Cristina Branco a este disco em que canta 16 temas, «todos eles referentes à paixão, temática comum ao fado e ao tango», disse a cantora.

«A paixão e a sensualidade que sobrevivem naturalmente no fado e no tango foram o mote do álbum», afirmou Cristina Branco.

«Este é um disco de paixão e muito latino, como um navio que saísse de Buenos Aires, passasse por Lisboa, aportasse em Marselha, e o fado e o tango se encontrassem em Paris», referiu.

Em palco com Cristina Branco, além de Laginha, estarão todos os músicos com os quais gravou o álbum: Ricardo Dias (direcção musical e acordeão), Bernardo Couto (guitarra portuguesa), Bernardo Moreira (contrabaixo), Carlos Manuel Proença (viola), João Paulo Esteves da Silva (piano), Ana Cláudia Serrão, André Ferreira, Carlos Gomes e Marco Pereira (violoncelos), Jorge Reis (saxofone) e Lars Arens (trombone).

Depois do São Luiz, Cristina Branco apresenta o novo álbum no Teatro Sá da Bandeira, em Santarém (01 de abril), seguindo-se o Centro Cultural de Paredes de Coura (08 de abril), partindo em seguida em digressão internacional.

Cristina Branco actuará na Escandinávia, onde dará cinco concertos, fará um périplo pela Holanda, onde deu os primeiros passos como cantora, seguindo-se a França, onde actuará em sete salas, entre elas a parisiense La Cigale, no dia 18 de Maio.

 

Retirado do Sol



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Sábado, 26.03.11

 

Cristina Branco em Concerto

 

 

O Teatro São Luiz, em Lisboa, recebe dia 31 de Março o concerto «Não há só tangos em Paris», do último álbum da cantora Cristina Branco.

 

O concerto contará com a participação de todos os músicos envolvidos na gravação em estúdio: João Paulo Esteves da Silva, no piano; Bernardo Couto, na guitarra portuguesa; Carlos Manuel Proença, na viola; Bernardo Moreira, no contrabaixo; e Ricardo Dias, no acordeão.

 

Mário Laginha estará presente como músico convidado, sendo autor de uma das músicas do disco.

 

Antes da actuação, a artista vai estar em Estarreja dia 26 de Março para protagonizar um concerto no Cine-Teatro local.

Depois do São Luiz, a cantora apresenta o seu novo trabalho no Teatro Sá da Bandeira, em Santarém (1 de Abril), seguindo-se o Centro Cultural de Paredes de Coura (8 de Abril).

 

Está agendada uma digressão de 18 concertos que passará pela Escandinávia, Holanda e França. 

 

Retirado de Diário Digital

 

 

 

 



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Terça-feira, 01.03.11

Cristina Branco

 

Entre conversas nada profissionais, dias antes desta entrevista, surgia a referência a uma "conversa agendada com Cristina Branco". Do outro lado, a reacção: "A fadista?" Porque não sabíamos de cor a resposta certa, guardámos a questão no bolso e entregámo-la a quem de direito. Cristina Branco, com um novo disco e mais uma viagem entre géneros, continentes e línguas, esclarece: "Não." Claro que não, já o sabíamos. Mas legitimar a opinião com a certeza da artista é outra coisa. "Não Há só Tangos em Paris" volta a explicar porquê. Ainda que o fado lhe seja coisa crónica, Cristina Branco vai de Buenos Aires a Paris com paragem pela Mouraria como se de um voo low cost se tratasse: com rapidez e eficácia, mas também com solavancos pelo meio, efeitos secundários (aqui saudáveis) causados pelas mudanças rítmicas. Ainda assim, tudo na mesma escala, sem atrasos nem perdas de bagagem, para interpretar um conjunto de canções que querem carimbar a consanguinidade do tango e do fado.

Cristina Branco não é fadista. "Isso é uma atitude, não basta cantar fados. E eu preciso de mais para me equilibrar." E tão-pouco é uma tanguera. Seria até "pretensiosa" caso se apoderasse do género. O que há de sobra é curiosidade pelos dois. O primeiro fê-la descobrir-se enquanto cantora, deu-lhe a possibilidade de fazer o percurso iniciado em 1997, com "In Holland". O segundo é coisa "carnal, sensual, mas também dramática, também representativa de uma certa clausura". Pelo meio, a certeza de que "ambas as canções são físicas, nós talvez com mais pudor, eles com a mulher numa realidade mais submissa, nos dois casos com o desejo como protagonista".

Mas em Buenos Aires, a dança é corpo a corpo, de flor na boca e um mero domesticar do instinto mamífero, transportado para cenário urbano - somos nós a ripostar, a dizer que o salto alto não é o xaile e que as fronteiras existem. "Claro", diz-nos Cristina, preparando o remate de grande penalidade, "e no fado o desejo é o do regresso, é provocado pela saudade, pela ausência, pela perda, pelo desamor."

Horizontes comuns, portanto. "Com papéis distintos mas sempre com a mulher no papel de protagonista", diria a cantora que os ilustrou. Fadista que não o é e se deixou apaixonar pelo tango através da sedução do sotaque francófono - "a população argentina de Paris tem uma relação muito forte com as suas tradições e toda essa realidade sempre despertou em mim um enorme enamoramento", diz-nos -, Cristina Branco rendeu-se, mais uma vez, às viagens cantadas por uma mulher em namoro com as palavras dos homens. Eles são "mais óbvios", elas "mais subtis". 

Não vem mal ao mundo desta oposição, antes uma vantagem para quem canta versos de barba rija: "Talvez seja mais fácil perceber o que escrevem os homens. As mulheres pensam em mais coisas ao mesmo tempo, somos mais rebuscadas, com mais filigranas na maneira de ver as coisas, de as racionalizar." Exemplos, Cristina, precisamos de exemplos. Cá vai: "O David Mourão-Ferreira, um dos nomes que mais gosto de cantar, sempre disse o que todos queremos dizer como se tudo fosse muito simples." E na verdade? "Na verdade não sei se assim é."

Certezas só as da "vida rock''n''roll", que também se passeia pelos dias de Cristina Branco - "só não há blusão de cabedal". Estas tanguices (do tango) de bairro castiço são resultado da curiosidade natural que lhe salta do olhar atento. Viagens para aqui e para acolá, de quem gosta de não estar em lado nenhum só porque isso lhe permite regressar. Como no fado e no tango: "Nos dois há uma dor profunda e nunca explícita. Como eu, sempre à espera de regressar a casa."

 

Via Ionline



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Sábado, 19.02.11

Cristina Branco grava fados tradicionais

 

A cantora Cristina Branco afirma que está a gostar mais de fado e, pela primeira vez, gravou melodias tradicionais como o fado Súplica e o Menor do Porto, no novo álbum a editar dia 28.

«Cada vez gosto mais de cantar fado. Cada vez tem mais a ver comigo. Estou a descobrir mais coisas quando canto», disse a intérprete à Lusa.

«paixão» guiou a construção do novo álbum intitulado Não Há Só Tangos em Paris, que procura ser «um ponto de interacção entre o fado e o tango», tendo como cenário Paris.

«A paixão e a sensualidade que sobrevivem naturalmente no fado e no tango foram o mote do álbum», afirmou a cantora.

«Este é um disco de paixão e muito latino, como um navio que saísse de Buenos Aires, passasse por Lisboa, aportasse em Marselha, e o fado e o tango se encontrassem em Paris», referiu.

Num total de 16 temas, neste novo disco ao lado de canções de Jacques Brel (Les Désespérés) e temas em espanhol, um deles uma versão do bolero de Maria João e Mário Laginha, Um Amor, Cristina Branco gravou também o tema cubano Dos Gardénias, que já canta há cerca de um ano nos espectáculos, e fados tradicionais.

«Continuo a não ser fadista porque as pessoas que cantam fado e que são de facto os fadistas podem sentir-se melindrados. Sinto-me até lisonjeada quando dizem que sou fadista», disse Cristina Branco.

Entre os fados tradicionais a cantora assume que tinha há muito a vontade de cantar o Fado Súplica de Armando Machado e para o qual contou com uma letra Manuela de Freitas, Se não chovesse tanto, meu amor.

«Eu gosto imenso do Súplica, há nele um mistério que nem sempre encontramos no fado. Quando fui ter com a Manuela de Freitas para me escrever um tango, falando do contexto do disco, ela disse que tinha umas letras com a métrica adequada para o Súplica, e gravei», contou.

Outra melodia escolhida foi o Fado Menor do Porto, de José Joaquim Cavalheiro Júnior, por indicação de Carlos do Carmo, que Cristina Branco qualificou como «uma instituição do fado».

A cantora questionou o fadista sobre qual o fado tradicional que melhor se adequaria à sua voz e Carlos do Carmo respondeu prontamente: o Menor do Porto. Surgiu assim Não é desgraça ser pobre, com quadras de Norberto Araújo e João Black.

A direcção musical, tal como em anteriores trabalhos, é de Ricardo Dias, integrando agora o grupo de acompanhantes o viola Carlos Manuel Proença, com quem gravara o álbum de estreia.

Cristina Branco afirma que «o grupo [músicos e a cantora] é uma oficina criativa», razão pela qual «o disco reflecte o trabalho de uma equipa, que contribui com ideias».

Do elenco de autores alguns reincidem, de discos anteriores, entre eles Vasco Graça Moura, com quem a intérprete afirmou ter «uma relação onde não se fala de política e apenas de livros, autores e música».

Não Há Só Tangos em Paris é editado pela Universal Music e contou com a colaboração dos músicos Bernardo Couto (guitarra portuguesa), Bernardo Moreira (contrabaixo), Carlos Manuel Proença (viola), João Paulo Esteves da Silva (piano), Ricardo Dias (acordeão) , Ana Cláudia Serrão, André Ferreira, Carlos Gomes e Marco Pereira (violoncelos), Jorge Reis (saxofone) e Lars Arens (trombone). O álbum é apresentado dia 31 de Março no S. Luiz, em Lisboa.

 

Via Sol

 

 

 

 

 

 



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Domingo, 13.02.11

 

 

Letra

 

Era um redondo vocábulo
Uma soma agreste
Revelavam-se ondas
Em maninhos dedos
Polpas seus cabelos
Resíduos de lar,
Pelos degraus de Laura
A tinta caía
No móvel vazio,
Congregando farpas
Chamando o telefone
Matando baratas
A fúria crescia
Clamando vingança,
Nos degraus de Laura
No quarto das danças
Na rua os meninos
Brincando e Laura
Na sala de espera
Inda o ar educa

 

Letra de Zeca Afonso

 



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