Quarta-feira, 11.07.12
Quinze reclusas e vocalista dos Clã apresentam peça na Assembleia da República

Quinze mulheres de várias nacionalidades, reclusas da cadeia de Santa Cruz do Bispo, em Matosinhos, vão apresentar, na quinta-feira, uma peça de teatro na Assembleia da República, que contou com a participação de Manuela Azevedo, dos Clã.

 

Inesquecível Emília é o nome da peça que parte da experiência das próprias reclusas e é uma iniciativa da PELE, uma associação de intervenção social pela cultura, tendo já sido representada em Fevereiro no interior do estabelecimento prisional.

 

Manuela Azevedo, a vocalista dos Clã, que trabalhou na peça e vai participar no espectáculo, diz que, às vezes, na Assembleia da República (AR), parece «que há um desfasamento enorme, um desligar da realidade e daquilo que as pessoas são e aquilo que o país efectivamente é».

 

Por isso, afirmou à Lusa o importante que pode ser esta apresentação no parlamento: «Estas mulheres vão levar vida à AR, vão levar realidade nua e crua, de uma forma muito concreta e acho que isso vai ser um exercício muito interessante para os nossos deputados. Eles que vejam isto com um olhar muito atento e que lhes sirva de lição, não só para a realidade das prisões e da Justiça, mas também para outras realidades e para a vida que está ali».

 

Para Hugo Cruz, da PELE, o convite feito pela presidente da AR, Assunção Esteves, tem um «valor simbólico muito forte e o grupo está muito entusiasmado». No «fundo, é tornar visível uma realidade, é dar um rosto às pessoas que estão presas em Portugal e é mostrar que estas pessoas são capazes de fazer coisas positivas».

 

A PELE quer chamar a atenção para a necessidade de uma maior continuidade «neste tipo de trabalho para que ele seja produtivo» e por isso pediram audiências aos diferentes grupos parlamentares para apresentar dois relatórios que referem as mais-valias que os vários trabalhos trouxeram «na certificação de competências destas 15 mulheres através de um projecto artístico».

 

Para Manuela Azevedo, a oportunidade de participar no desafio da PELE «teve a ver com razões bastante egoístas». «Interessava-me muito perceber outras disciplinas relacionadas com a performance, o teatro e todo esse trabalho criativo à volta da construção de uma peça e o facto de o poder fazer num local também particular, de privação de liberdade, era um convite que abria muitas curiosidades e muitas apreensões», lembrou.

 

«O que foi muito bom de perceber foi que, apesar de estar num espaço de privação de liberdade, o exercício era de liberdade total, de se inventar as coisas, de perceber como é que se podia contar as histórias que elas queriam contar e isso uma lição muito importante», lembrou a cantora.

 

«Por mais que as pessoas estejam aprisionadas nas suas cadeias, nas suas decisões, umas mais evidentes que outras, há sempre a possibilidade de escapar, e arte e a criatividade são das melhores portas de fuga e de exercício de liberdade que a gente tem à mão» acrescentou.

 

A peça, descreve Manuela Azevedo, «é uma espécie de devaneio, que partiu de um exercício que foi passado às mulheres, que era de elas escreverem uma carta que achassem interessante receber ou remeterem».

 

Acabaram por fazer «um retrato da rotina e do dia-a-dia da vida de uma cadeia, mas passam por uma fuga para o sonho e por isso há uma dimensão de cabaret e de ‘glamour’ misturada nessa rotina mais dura e mais monocromática da cadeia».

 

Para a vocalista acabou por ser uma «experiência muito enriquecedora»: «Foi muito simpático conhecer estas mulheres, muito interessantes, muito generosas na maneira como me receberam no meio delas, como me trataram como igual, sem distâncias nenhumas, sem desconfiança. Foi muito bom, uma lição de vida».

 

Noticia do Sol



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Sexta-feira, 08.06.12
Letra

Light touch my hand, in a dream of Golden Skans, from now on. 
You can forget our future plans. 
Night touch my hand with the turning Golden Skans, 
From the night and the light, all plans are golden in your hand. 

Set sail from sense, bring all your young. 
Set sail from where we once begun. 
While we wait, while we wait. 

A hall of records, or numbers, or spaces still undone. 
Ruins, or relics, disciples and the young. 

Light touch my hand, in a dream of Golden Skans, from now on. 
You can forget our future plans. 
Night touch my hand with the turning Golden Skans, 
From the night and the light, all plans are golden in your hand. 

We sailed from sense, brought all our young. 
We sailed from where we once begun. 
While we wait, while we wait. 

A hall of records, or numbers, or spaces still undone. 
Ruins, or relics, disciples and the young. 

Light touch my hand, in a dream of Golden Skans, from now on. 
You can forget our future plans. 
Night touch my hand with the turning Golden Skans, 
From the night and the light, all plans are golden in your hand 



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Domingo, 15.04.12

 

letra

 

Vejo que estás mais crescida
Já dobras a frustração
Bates com a porta ao mundo
Quando ele te diz não

Envolves o teu espaço
Na tua membrana ausente
Recuas atrás um passo
Para depois dar dois em frente

Amuar faz bem
Amuar faz bem

Ficas descalça em casa
A fazer a tua cura
Salva por um bom amuo
De fazer má figura

Amanhã o mundo inteiro
Vai perguntar onde foste
E tu dizes apenas
Que saíeste, viajaste

Amuar faz bem
Amuar faz bem

Nada como um bom amuo
Apenas um recuo quando nada sai bem

E depois voltar
Como se nada fosse
E reencontrar o lugar
Guardado por um bom amuo



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Terça-feira, 29.11.11

Letra

 

Ou se tem chuva e não se tem sol,

ou se tem sol e não se tem chuva!

Ou se calça a luva e não se põe o anel,

ou se põe o anel e não se calça a luva!

 

 

Quem sobe nos ares não fica no chão,

quem fica no chão não sobe nos ares.

É uma grande pena que não se possa

estar ao mesmo tempo nos dois lugares!

 

 

Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,

ou compro o doce e gasto o dinheiro.

Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...

E vivo escolhendo o dia inteiro!

 

 

Não sei se brinco, não sei se estudo,

se saio correndo ou fico tranqüilo.

Mas não consegui entender ainda

qual é melhor: se é isto ou aquilo



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Quinta-feira, 10.11.11

Letra

 

Tira A Teima

 Clã

 

 

Se um dia me aproximar de ti
Não penses que é só um flirt
Não julgues que é um filme
Que já viste em qualquer parte
Pensa bem antes de agires
Evita ser imprudente
Faz a carta do meu signo
E vê à lupa o ascendente
Tem cuidado e tira a teima
Vê aquilo que sou

Tem cuidado e tira a teima
Que sou tu não sonhas ao que venho
Não sabes do que sou capaz
Eu dou tudo quanto tenho
Não funciono a meio gás
Vem sentar-te à minha frente
E diz-me o que vês em mim
Não respondas já a quente
Pondera antes de dizer sim

Tem cuidado e tira a teima
Porque aquilo que sou fere, rasga e queima
Tem cuidado e tira a teima
Porque aquilo que sou fere, rasga e queima
Diz-me diz-me se vês o granito
Onde a cidade, os grandes temas
Diz-me se vês o amor infinito
Ou somente um par de algemas

Tem cuidado e tira a teima
Vê aquilo que sou
Tem cuidado e tira a teima
Vê aquilo que sou



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Sábado, 05.11.11

 

Letra

 

Hey tenho asas nos pés,
Tenho asas


Hey tenho molas nos pés,
E salto

 

Hey tenho asas nos pés,
Tenho asas


Hey tenho molas nos pés,
E salto

 

Sinto um formigueiro,
Nas mãos e nos braços
Passarinhos na cabeça
Catavento nos ouvidos
Mil antenas nos cabelos
Quem me leva, tenho pressa

 

Pé de cabra, Pé de dança,
Dançar por gosto, não cansa
Não vou só, levo o meu bando
A dança nos vai juntando…

 

Hey tenho asas nos pés,
Tenho asas


Hey tenho molas nos pés,
E salto

 

Hey tenho asas nos pés,
Tenho asas


Hey tenho molas nos pés,
E salto

 

Se me pesa o traseiro,
Levanto o meu nariz
Perco o medo e a vergonha

Fecho os olhos e aí vou
Já não estou onde estou
Nem sei quando posso parar

 

Pé de cabra, pé de dança
Dançar por gosto, não cansa
Não vou só, levo o meu bando
A dança nos vai juntando…

 

Hey tenho asas nos pés,
Tenho asas


Hey tenho molas nos pés,
E salto

 

Hey tenho asas nos pés,
Tenho asas


Hey tenho molas nos pés,
E salto

 

Salto sem parar
Salto sem parar

 

Hey tenho asas nos pés,
Tenho asas


Hey tenho molas nos pés,
E salto

 

Hey tenho asas nos pés,
Tenho asas


Hey tenho molas nos pés,
E salto

 

Hey tenho asas nos pés,
Tenho asas


Hey tenho molas nos pés,
E salto

 

Hey tenho asas nos pés,
Tenho asas


Hey tenho molas nos pés,
Mais alto



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Domingo, 22.05.11

 

Letra

 

Sim, o amor é vão
É certo e sabido
Mas então (porque não) porque sopra ao ouvido
O sopro do coração
Se o amor é vão
Mera dor
Mero gozo
Sorvedouro caprichoso

No sopro do coração...
No sopro do coração...

Mas nisto o vento sopra doido
E o que foi do corpo num turbilhão
Sopra doido
E o que foi do corpo alado nas asas do turbilhão
Nisto já nem de ar precisas
Só meras brisas, 
Raras
Raras
Raras

Corto em dois limão
Chego ao ouvido
Ao frescor
Ao barulho
Á acidez do mergulho

No sangue do coração
Pulsar em vão
É bem dele
É bem isso
E apesar disso eriça a pele

No sopro do coração...
No sopro do coração...

Mas nisto o vento sopra doido
E o que foi do corpo num turbilhão
Sopra doido
E o que foi do corpo alado nas asas do turbilhão
Nisto já nem de ar precisas
Só meras brisas, 
Raras
Raras
Raras

No sopro do coração...

Sim, o amor é vão
Todo o amor é vão
Mas nisto o vento sopra doido
E o que foi do corpo num turbilhão
Sopra doido
E o que foi do corpo alado nas asas do turbilhão
Nisto já nem de ar precisas
Só meras brisas raras

Sopra doido
E o que foi do corpo alado nas asas do turbilhão
Nisto já nem de ar precisas

Só meras brisas raras,
Raras
Brisas Raras



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Clã actuam nos festivais de verão

 

Os Clã têm concerto marcado para o dia 2 de Julho, dia em que actuaria Mariza, e os Amor Electro actuam a 1 de Julho

 

As duas bandas portuguesas são as novas confirmações no cartaz do festival lisboeta Delta Tejo. Os Clã têm concerto marcado para o dia 2 de Julho no palco principal, dia em que actuaria Mariza, e os Amor Electro actuam no palco secundário a 1 de Julho.

 

A organização do festival, Música no Coração, explicou que por indicação médica, Mariza, que está grávida, teve que cancelar todos os seus concertos agendados para os próximos meses e por isso as duas bandas portuguesas foram anunciadas como as substitutas da fadista portuguesa.

 

O cartaz sofreu ainda outra alteração, passando o concerto dos Virgem Suta com Manuela Azevedo para o dia 1 de Julho e não dia 3 como inicialmente foi anunciado.

 

Estes nomes juntam-se assim aos já confirmados Sean Paul, Nelly Furtado, Yuri da Cunha, GNR e a Banda Sinfónica da GNR, Nouvelle Vague, Zeca Sempre, Paulo Praça, Maya Cool, Aurea, Asa, Lúcia Moniz, Rodrigo Maranhão, Orquestra Contemporânea de Olinda, Djavan, Parangolé, Maria Gadú, Expensive Soul, Matias Damásio e Ferro Gaita.

 

A 5ª edição do festival Delta Tejo, no Alto da Ajuda, em Lisboa, acontece entre os dias 1 e 3 de Julho. Os bilhetes estão à venda nos locais habituais e têm o preço de 30 euros (um dia) e 48 euros (três dias).

 

A Música no Coração anunciou ainda novos nomes para o Festival TMN Sudoeste. Os dEUS, os Choc Quib Town, os Clã e Axwell são os novos nomes do cartaz.

 

Pelo Palco Jogos Santa Casa Planeta Sudoeste passam no dia 5 de Agosto os portugueses Clã e os belgas dEUS e no dia 6 é a vez dos colombianos Choc Quib Town.

 

A recepção ao campista deste ano estará a cargo do sueco Axwell, no dia 3 de Agosto.

 

O Sudoeste TMN regressa à Herdade da Casa Branca, na Zambujeira do Mar, de 3 a 7 de Agosto. Os bilhetes para a edição 2011 do festival Sudoeste TMN custam entre os 48 euros (diário) e 90 euros (quatro dias).

 

Via Ipsilon



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Segunda-feira, 09.05.11

 

 

 

 

Letra

 

Ela tem boca torta
Nariz grande
Cabelo mal cortado
Rói as unhas
Usa cunhas
Mas eu estou apaixonado

Ele tem as suas sardas
Pontos negros
Uma boca exagerada
Desafina e desatina
Mas eu estou apaixonada

Ela é ciumenta, rabugenta
Embirrenta e tagarela
intriguista e moralista
Mas eu estou louco por ela

Ele faz cenas gagas, altas fitas
Não tem confiança em mim
faz-se caro, faz-me trombas
Mas eu gosto dele assim

Diz-se que o amor é cego
Deforma tudo a seu jeito
Mas eu acho que o amor descobre
O lado melhor do que parece defeito
(5X)

Porque eu gosto, gosto dele
E ela gosta, gosta de gostar de mim



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Domingo, 08.05.11

Clã e o disco voador

 

"Disco Voador", o mais recente CD dos Clã, é dedicado aos 'supernovos'. Depois de o apresentar em Lisboa, a banda dará novo concerto na Casa da Música, no dia 4. Um espetáculo diferente, mas fiel à alma rockeira do grupo

 

Trás, pás, zum... Um "Disco Voador" acabou de aterrar no mercado, em forma de CD, e as músicas que nele se ouvem falam a linguagem das crianças e têm o ritmo da sua energia. Não é um disco qualquer. O mais recente projeto dos Clã é dedicado aos 'supernovos', mas tem a sonoridade a que a banda de Manuela Azevedo nos habituou. O segundo espetáculo de apresentação de "Disco Voador"será na Casa da Música (Porto), a 4 de maio. Manuela Azevedo e Hélder Gonçalves explicam melhor o porquê deste trabalho.

Que "Disco Voador" é este? O resultado de um relógio biológico que 'atacou' os Clã?

Manuela Azevedo - Sim e não. O que aconteceu, por força do relógio biológico de muita gente nos Clã, é que começámos a ter filhos, e isso, aliado ao facto de sermos músicos, fez-nos olhar o mundo e a música de outra forma, fez-nos pensar no que gostávamos de mostrar às nossas 'crias'. Por encontrarmos pouca coisa interessante na música pensada para crianças em Portugal, tínhamos vontade de fazer algo. Mas fomos adiando, adiando, até ao dia em que nos desafiaram a fazer um espetáculo para crianças em Vila do Conde, no âmbito de um megafestival chamado Estaleiro.

Hélder Gonçalves - Esse espetáculo resultou tão bem que daí partimos para a ideia do disco.

Em termos artísticos, no que foi diferente a produção deste CD?

H.G. - Só o início, quando nos sentámos para pensar o que queríamos fazer, que conceito trabalhar e como passá-lo. Pretendíamos algo que fosse consistente para mais velhos e mais novos. A parte da música foi menos difícil, porque logo à partida decidimos manter o nosso som, o nosso rock.

É verdade que este CD é muito coerente com o vosso estilo? Prova que, lá por ser para crianças, não é forçoso cair nas fórmulas do costume...

M.A. - Com tudo muito explicadinho, mais calminho...

H.G. - Claro que só depois de 'testar' as músicas foi possível ter certezas, mas nós acreditamos nisso. As crianças que vemos à nossa volta não gostam necessariamente dessas músicas ditas para crianças. Gostam também, e muito, da música que nós ouvimos.

Mas houve um grande cuidado com as letras...

M.A. - Que resultou do encontro feliz com a Regina Guimarães, com quem já tínhamos feito coisas antes e que nos pareceu a cúmplice ideal. Como nós, ela achou bem não fazer uma escrita 'de adultos para crianças' mas passar ao papel histórias que falassem da realidade delas, do que as inquieta, do que as apaixona.

H.G. - Mesmo musicalmente, insistimos numa certa 'fonética musical' que procura aproximar-se dos sons que os miúdos inventam. Uma espécie de onomatopeias musicais.

Ou seja, divertiram-se muito.

M.A. - Sim, claro, e ao longo de todo o processo. Até porque, não sendo este disco o sucessor natural de "Cintura", partimos para o projeto de uma forma mais livre, mais solta.

Este projeto implica que para já não pensem noutro CD?

M.A. - Pois, não vai sobrar espaço para mais nada

H.G. - Se houver tempo, começarei a compor, para gravarmos lá mais para a frente o nosso próximo disco 'para adultos'.

Por outra experiência nova passou a Manuela, ao fazer este mês a peça "A Lua de Maria Sem". Como correu?

M.A. - Quando recebi o convite do João Monge, o autor da peça, e percebi que tinha de cantar fados do Marceneiro, confesso que a minha primeira reação foi: "Não, isso é demasiado sério para mim..." Mas estava envolvida a Maria João Luís, o José Peixoto, e eu achei que devia pelo menos ler o guião. Fiquei apaixonada pelos textos, e então a coisa ficou ao contrário. Eu disse: "Vou mandar-te umas maquetes para ouvires o que posso fazer com os fados e depois logo dizes se posso entrar na equipa." Não pretendo estar a tornar-me atriz só por ter trabalhado com pessoas do teatro, mas foi um trabalho muito enriquecedor.

Os Clã Tëm uma carreira de vários anos eatravessaram um período em que parece ter havido uma reconciliação com a música portuguesa . Sentem-no? Como o explicam?

H.G. - Apareceram mais projetos escritos em português, o que torna as coisas mais próximas das pessoas. Outra razão para a música portuguesa estar a crescer, acredito eu, prende-se com o facto de as rádios, hoje, passarem mais música nacional. A isso foram obrigadas, mas se calhar foi preciso para a própria música evoluir e subir de qualidade. Também se começa a deixar de olhar para o nosso país como uma coisa pequenina e fechada. A nossa arte pode ser expandida e, na música, não necessariamente só pelo fado ou música mais tradicional.

 

Via Expresso 

 

 

 

 

 

 



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Terça-feira, 26.04.11
Clã gravam 'Disco Voador' para crianças

 

 

Os portugueses Clã entraram pela primeira vez no universo dos mais novos e gravaram o álbum 'Disco Voador' a pensar nas crianças enquanto espectadoras atentas e que gostam de ser desafiadas pela música.

Apesar do repertório pop rock dos Clã convocar habitualmente espectadores entre as crianças, «Disco Voador», a editar na terça-feira, assinala a estreia «quase inevitável» do grupo neste campo, mas sem facilitismos nem para a música nem para o público.

 

«O facto de em Portugal não haver assim tanta oferta quanto isso fez-nos pensar que podíamos algum dia experimentar fazer um projecto para miúdos», disse a vocalista dos Clã, Manuela Azevedo, à agência Lusa.

 

«Disco Voador» tem canções compostas pelos Clã a partir de letras da escritora Regina Guimarães.

 

«Musicalmente não íamos fazer música mais simples ou mais leve só porque era para miúdos. Tínhamos que os levar a sério como ouvintes, por isso íamos dar-lhes tudo o que sabemos», disse a cantora.

 

Os «supernovos», como chamou Manuela Azevedo, são os protagonistas das canções que falam da amizade, dos amores da adolescência e de coisas que não são politicamente corretas, como «comer chocolates».

 

Regina Guimarães «não é nada maternalista, leva-os a sério, desafia-os com conceitos esquisitos, com histórias estranhas e personagens que viram tudo do avesso. Não tem medo das palavras e das ideias», sublinhou.

 

Há canções que são «puro divertimento», como «Curta-metragem», outras que são um «exercício fonético divertido», como o «Chocolatando», e ainda outras que celebram «os amores», como «Embeiçados», uma espécie de «ode aos feios», porque «ser feio ou ter a boca torta não é impedimento para ser amado».

 

«Disco Voador» surgiu de uma encomenda do projecto «Estaleiro» de Vila do Conde, onde as canções já foram apresentadas ao vivo, tanto em palco como em escolas.

 

Aliás, a proximidade com os mais novos no ambiente escolar foi uma das premissas do grupo para este disco.

 

«[Queremos] articular a ida a uma cidade com visitas às escolas, com oficinas ou com sessões extra só para grupos escolares. Apesar de ter havido um trabalho de desenvolver uma programação cultural ainda há muito a fazer em relação ao que se pode levar aos miúdos e à formação do público jovem», disse Manuela Azevedo.

 

Para os Clã, que já existem há 18 anos, «Disco Voador» é também um processo de descoberta tão ou mais importante como para os «supernovos».

 

«Este disco não tem o peso de ser o sucessor de `Cintura´ [o álbum anterior], deixou-nos livres para fazer muitas coisas, recorrer a diferentes de instrumentos, formas de compor e de arranjar. Libertou-nos para descobrir outras coisas sobre o que é fazer canções. Foi um voo interessante de descoberta», disse Manuela Azevedo.

 

«Disco Voador» será apresentado ao vivo no dia 30 no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, e a 04 de Maio na Casa da Música, no Porto.

 

Retirado do SOL



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Quinta-feira, 10.03.11

 

Letra

 

Só pra dizer que te Amo,
Nem sempre encontro o melhor termo,
Nem sempre escolho o melhor modo.

Devia ser como no cinema,
A língua inglesa fica sempre bem
E nunca atraiçoa ninguém.

O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.

Só pra dizer que te Amo
Não sei porquê este embaraço
Que mais parece que só te estimo.

E até no momento em que digo que não quero
E o que sinto por ti são coisas confusas
E até parece que estou a mentir,
As palavras custam a sair,
Não digo o que estou a sentir,
Digo o contrário do que estou a sentir.

O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu. 

E é tão difícil dizer amor,
É bem melhor dizê-lo a cantar.
Por isso esta noite, fiz esta canção,
Para resolver o meu problema de expressão,
Pra ficar mais perto, bem mais de perto.
Ficar mais perto, bem mais de perto.



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Os Clã lançam novo álbum de originais
 

Banda vai apresentar ao vivo o novo álbum de originais, que será editado a 16 de Abril.

 

Depois do álbum Cintura, de 2007, os Clã preparam-se para lançar no próximo mês um novo álbum de originais, intitulado Disco Voador. Este trabalho é inspirado no universo infanto-juvenil e será apresentado em dois concertos. No dia 30 de Abril apresentam-se no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, em Lisboa, enquanto que a 4 de Maio têm concerto marcado na Casa da Música, no Porto.

 

Segundo Regina Guimarães, que regularmente compõe para os Clã, este novo Disco Voador é "integralmente composto por canções originais, lúdicas e irreverentes, cheias de história de crianças e para crianças", apesar de se destinar "descaradamente a todos os públicos".

 

No CCB o concerto começa às 21.00 e o preço dos bilhetes varia entre os 12,50 euros e 27,50 euros. Já no Porto as entradas têm o preço único de 20 euros e o espectáculo começa às 21.30.

 

 


 

 

Via DN

 



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Quarta-feira, 16.02.11

 

Letra

 

Vieste comigo

nesse jeito pós-moderno

de não querer saber nada

de não fazer perguntas

essa pose cansada

tão despida de emoção

de quem já viu tudo

e tudo é uma imensa

repetição

 

não fosse a minha competência para amar

e nunca teriamos acontecido

num mundo de competências

e técnicas de ponta

a dádiva da fala

quase já não conta

 

depois quase ias embora

desse modo

evanescente

não soubesse eu ver-te

tão transparente

e teria sido apenas

o encontro acidental

uma simples vertigem

dum desporto radical

 

não fosse a minha competência para amar

e nunca teriamos acontecido

num mundo de competências

e técnicas de ponta

a dádiva da fala

quase já não conta

 

 



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Letra
Vem conversar
Eu pago as imperiais e os cafés
Estou a precisar de atenção
Tenho dado tantas voltas voltas
Perto de cair
Tenho de abrir

Este convite fica aqui 
Às voltas no ar
Este convite fica aqui,
Se acaso aí chegar

Podes não ter tempo ou disposição
Podes até não estar por cá

Ouvi dizer que tu também não andas na maior
Talvez nos faça bem arejar
Não vamos ser piegas nem trocar a dor
Somos os peões, 
Somos campeões.

 



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