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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

  Letra   Se não sabes o que é Fado Sem ter sombra de pecado Sem traições Corações Aos baldões E paixões de vielas Se não fazes uma ideia Desta triste melopeia Que nos alegra E por via de regra Choramos com ela Se não sabes como encanta Quem o ouve e quem o canta Quando se agarra A uma guitarra À luz do luar Fado dum fado nascido Um grito de espanto, um gemido Vem ver Lisboa Como ela o entoa E o canta a chorar! Fado é amor Que sobrou d'algum queixume Que se agarrou ao ciúme E se embrulhou no seu manto
  Letra   Acendem-se os olhos do dia Um sol feito de água e janelas Na rua e nas praças Na cal e nas pedras No cais que abrigou caravelas Do alto das tuas muralhas É todo o teu corpo que eu vejo Vestido de claro De azul e gaivotas E os olhos no espelho do Tejo Ai céu que encandeia os meus olhos Ai estrelas nos olhos do dia Ai margens que nos contam histórias Do mar que ninguém conhecia Ai naus de aventura Com anjos na proa Nos portos Da minha alegria No chão feito de (...)
  Letra   Sem capricho ou presunção Nesta torre de papel Deita sete olhares de mel Em metade de um limão Na noite mais traiçoeira Ruim, medonha, brutal Descontada a pasmaceira Do inferno do normal Se me vires a cara séria Juiz, togado ou em fralda A julgar faltas, à balda Num tribunal multimédia E tomado o pensamento Por rombo, machado ou moca Pega no laser da moda Dou-te o meu assentimento Se me vires, por fraqueza Por perfídia ou aflição Mergulhado na tristeza Com (...)
  Letra   Abre também a tua voz e vem comigo Não cantaremos nunca mais o fado antigo. Agora Em cada verso há um homem que não chora E o futuro é o sítio onde se mora. Cantar é ser um pássaro de esperança Poisado no olhar duma criança Que de olhar nunca se cansa. Amigo Vou-te dizer palavras loiras como o trigo Hoje cantar é aprender a estar contigo. Agora Cada palavra tem o gosto duma amora Que a gente apanha e morde pela vida fora. Cantar é ter um sol dentro da voz E (...)
  Letra   A Júlia florista Boémia e fadista Diz a tradição Foi nesta Lisboa Figura de proa Da nossa canção Figura bizarra Que ao som da guitarra O fado viveu Vendia as flores Mas os seus amores Jamais os vendeu Ó Júlia florista Tua linda história O tempo gravou Na nossa memória Ó Júlia florista Tua voz ecoa Nas noites bairristas Boémias, fadistas Da nossa Lisboa Chinela no pé Um ar de ralé No jeito de andar Se a Júlia passava Lisboa parava Para a ouvir cantar No ar (...)
  letra   Tal qual esta Lisboa, roupa posta à janela Tal qual esta Lisboa, roxa jacarandá Sei de uma outra Lisboa, de avental e chinela Ai Lisboa fadista, de Alfama e oxalá Lisboa lisboeta, da noite mais escura De ruas feitas sombra, de noites e vielas Pisa o chão, pisa a pedra, pisa a vida que é dura Lisboa tão sozinha, de becos e ruelas Mas o rosto que espreita, por detrás da cortina É o rosto d'outrora feito amor feito agora Riso de maré viva numa boca ladina Riso de (...)
A propósito dos seus 50 anos de carreira, Carlos do Carmos tem agora o seu retrato num muro lisboeta. A pintura, assinada pelo artista plástico Daniel Eime, replica a capa do novo disco do fadista, "Fado é Amor". Se a voz de Carlos do Carmo já era, para muitos, uma das mais marcantes da capital, a imagem do fadista marca agora um dos muros da cidade - o da Calçada do (...)
  Letra   Não deixei de ser quem era, e tudo é novo Por morrer uma andorinha, sem amor Não acaba a primavera, diz o povo Como vês não estou mudado, felizmente E nem sequer descontente, ou derrotado Conservo o mesmo presente, do passado E guardo o mesmo passado, bem presente Eu já estava habituado a este fado A que não fosses sincera em teu amor Por isso eu não fico à espera dos amores De uma ilusão que eu não tinha e nem renovo Se deixaste de ser minha, minha dor Não (...)
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