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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

Denis


Denis apresenta “Twist & Bend”, com lançamento a 24 de Junho.

 

É habitual dizer-se que o rock nasceu com «Rock Around The Clock», de Bill Haley, em 1954. Assistia-se ao aparecimento do rock’n’roll enquanto género, o ponto de partida para alguns dos mais inesquecíveis marcos da cultura universal. O rock’n’roll cresceu e passou a responder pelo primeiro nome: rock. Nele, cabem o swing mas também o jazz, os blues e o r&b. Hoje, em Portugal, o rock tem um sinónimo – Denis.

Foi apresentado ao grande público no programa A Voz de Portugal mas, filho de músico, Denis já tinha vivido muitas aventuras. «Com 10 anos, o meu pai perguntou-me se queria tocar guitarra mas só mais tarde, com 13, quando, por brincadeira, me convidou para ir tocar com ele, é que as coisas mudaram – o gosto chegou quando pisei o palco», recorda. Começou na guitarra mas, rapidamente, descobriu o seu supremo amor: cantar.

Ao longo de mais de meia década, partilhou os caminhos do palco com o pai, um misto de responsabilidade com tremenda cartilha de influências. Segundo Denis«sentia que tinha a obrigação de fazer bem as coisas – foi um ponto de partida muito positivo e deu-me um importante espírito de trabalho. Por um lado, foi daí que veio a dedicação que tenho hoje; por outro, vou ficar sempre marcado pelo leque abrangente de músicas que ele me mostrou: algumas coisas muito antigas, que explicam porque é que, hoje, gosto do que gosto».

Com o ritmo do rock no batimento cardíaco, Denis passou por diversos projectos e ganhou vasta experiência: «cheguei a ter uma banda que tocava seis horas de seguida!». Mas a sua menina dos olhos foi a One Man Band, um projecto onde interpretava versões de outros artistas – completamente a solo. «Como sou multi-instrumentista, decidi experimentar tocar tudo, sozinho. Foi das coisas mais fascinantes e impressionantes que fiz». Subitamente, no entanto, tudo havia de mudar. A RTP ia lançar um concurso intitulado A Voz de Portugal. Foi sua a ideia de se inscrever mas não veio sem apoio. «Cheguei a perguntar no Facebook: inscrevo-me? As pessoas diziam-me que sim, gente que me acompanha, que me via nos bares, e os amigos. Pensei – se tenho este apoio, pode ser que a coisa corra bem». Na verdade, não podia ter corrido melhor: com Rui Reininho como mentor, foi passando todas as provas e brilhando nas várias galas, até ao derradeiro desfecho. «Do primeiro casting até à final, foi um percurso de oito meses». Com emoção, pressão e muita aprendizagem, na conclusão desta hercúlea jornada, o público elegeu-o A Voz de Portugal. Denis tinha, agora, uma oportunidade única: o grande prémio do vencedor era a gravação de um álbum!

Sem pressa, decidiu levar o desafio mais longe: o seu registo de estreia, a editar com a chancela da Universal Music Portugal, seria inteiramente seu. «Queria fazer a coisa bem feita. Não queria esperar mas não tinha pressa porque não queria que ficasse mal acabado – quero que as pessoas gostem do disco tanto quanto eu». Ao longo de um ano, dedicou-se ao seu álbum, de corpo e alma, com paixão e coração. «Parti de uma canção – que fez a base e definiu o rumo do disco – e compus a partir daí: no caminho de um rock mais moderno»Denis refere-se a «Twist & Bend», o álbum que vai chegar às lojas a 24 de Junho e promete deixar rendidos os amantes do mais puro rock.

Com produção de Armando Teixeira, em «Twist & Bend», o «concorrente rock» d’A Voz de Portugal mostra que, na sua voz e na sua imaginação, cabem muitas cores. «É esse o género de que gosto mas gosto de outras coisas». Acima de tudo, «Twist & Bend» é um álbum de Denis – nem podia ser de outra forma: todas as canções foram escritas por si (à excepção de «‘Coz I Luv You», dos Slade) e foi ele quem gravou a maioria dos instrumentos. «Chamei o baterista que toca comigo, apesar de também ter gravado baterias. O Armando gravou alguns teclados… Mas fui eu que fui gravando tudo, peça a peça». A passagem pelo Bullletproof Studio não foi a sua estreia em estúdio mas as semanas ali passadas ficarão gravadas na sua memória. «Foi a primeira vez que gravei uma coisa minha, que estive a trabalhar, quase sozinho, num álbum». Pode ter feito a travessia sozinho mas esta não foi uma experiência solitária. «Toco com outras pessoas mas não era esse o caminho que queria. Queria algo novo, seguir um trajecto inovador: há muita coisa neste álbum que não consigo identificar com nenhum artista. E isso é positivo».

Foi feito por uma só cabeça mas «Twist & Bend» é rock de corpo inteiro. Denis vai mais longe: «é rock mais moderno – até é mais do que rock. Claro que a vertente matriz é o rock mas funde-se com outros estilos. Criei algo meu». O que é, então, o rock de Denis? É contagiado pelos blues e abraçado pelo jazz, é de 2013 mas recorda os clássicos. Por aqui, pressentem-se as influências dos Doors ou Rolling Stones mas também de Elvis e The Who. É moderno, sim, mas com um magnífico selo de qualidade: é vintage, com ritmos bem definidos, baterias entroncadas, guitarras límpidas e uma voz contagiante. «Vou buscar influências a pontos diferentes – são antigas mas compreendemos aquilo em que se tornaram. É muito inovador pegar em coisas antigas e actualizá-las».

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