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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

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Festival Lisboa Mistura muda-se para junho e mantém matriz multicultural

O festival Lisboa Mistura mudou-se de novembro para o verão, com um conceito renovado, ainda em torno da multiculturalidade, mas mais apostado nas músicas do mundo, com concertos espalhados pela cidade, disse à Lusa o diretor artístico.


A sétima edição do Lisboa Mistura decorrerá de 13 a 22 de junho, no Martim Moniz e no Castelo de São Jorge, integrado nas Festas de Lisboa.

"O festival manterá o caráter multicultural, mas quer abrir o conceito de Lisboa, cidade aberta ao mundo e às suas músicas", explicou à agência Lusa o diretor artístico, Carlos Martins.

 

O cartaz apresenta apenas nomes internacionais, como o músico congolês Baloji (dia 13), o baterista nigeriano Tony Allen, uma das referência do afrobeat (dia 15) e o músico sírio Omar Souleyman, repetente em palcos portugueses.

 

"Há todo um mundo mediterrânico, cheio de diferenças, que está próximo de nós e sobre o qual queremos falar pela música", disse Carlos Martins.

 

Pela música, o responsável pelo Lisboa Mistura recorda a situação de instabilidade e os conflitos que se registam na Síria e no Mali, país de onde virá o músico Lansiné Kouyaté, tocador de balafon (um instrumento de percussão), que se apresentará com o francês David Neerman.

 

Este ano, haverá ainda atuações da indo-canadiana Kiran Ahluwalia, dos Zap Mama ou dos Family Atlantica, música feita entre a Venezuela e o Reino Unido.

 

A escolha do Martim Moniz para acolher alguns dos concertos deve-se ao caráter de "espaço aberto da cidade, que se transformou num sítio de grande convergência intercultural". "Tem uma simbologia multiétnica", pela população que habita no bairro, acrescentou Carlos Martins.

 

Aos concertos juntam-se ainda as apresentações resultantes do OPA - Oficina Portátil de Artes, um projeto artístico lançado pela organização do Lisboa Mistura em bairros periféricos e do centro de Lisboa, como a Musgueira, Alta de Lisboa, da Amadora e de Odivelas.

 

O resultado do trabalho da OPA junta das comunidades desses bairros será mostrado no Martim Moniz, com atuações de música e de dança, de capoeira, hip hop ou kizomba.

 

Carlos Martins referiu que o objetivo é consolidar a presença do Lisboa Mistura em junho, em mais locais da cidade e com mais atividades paralelas, de apoio à música, e que podem passar pela literatura e pelo cinema.

 

Retirado do Sapo Música

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