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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

 

Letra

 

Entre a rosa desfolhada
e o espinho que fere a mão
entre a poeira da estrada
e a escada sem corrimão

Entre a mancha na parede
e a falha no vitral
entre o deserto de sede
e a montanha de sal

Entre o estore avariado
e o moscardo na vidraça
entre o cigarro apagado
e o veneno na taça

Entre a arma que se aponta
e a mão que não se estende
entre o mal com que se conta
e o bem que não se defende

Entre o grito e o segredo
presença tão calculada
entre a loucura e o medo
ausência tão arriscada

Entre o disco repetido
e o silêncio pesado
a mesa de pé partido
e o verso de pé quebrado

Entre a margem e o fundo
entre mim e tanta gente
entre esta casa e o mundo
entre tanto, tão diferente

Em constante recomeço
passa o tempo, muda o espaço
entretanto eu entristeço
mas não cedo no que faço

E entre o que não é nada
e tudo aquilo que enfrento
há uma rima encontrada
um novo fado que invento.

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