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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

 

Letra

 

Durmo aos quatro ventos
Meu corpo é uma chama
Arreganho os dentes às flores
E à ramona
O sol é a minha alma
Não há deus que me queira
O mundo na cama
O vento à cabeceira
Como uma quimera
Como um cavalo sem freios
Minha mota ruge entre meus joelhos

Branca de neve
Rola mirrada com essa cara mansinha
Branca de neve
Pomba anafada
Volta prá tua cozinha

Botas de pantera
Sou a mulher em brasa
Boca de cratera
Que deita fogo à casa
Meus dedos parecem agulhas espetadas
Meus braços aquecem serpentes assanhadas
Minhas mãos são garras
Meus seios dois ninhos
As coxas no ar brincam aos golfinhos

Branca de neve
Jovem morcona
Com tua boca carmim
Branca de neve
Linda matrona
Vai besuntar o pudim

Às vezes acontece gostar de bonitões
Faço-me gazela na jaula dos leões
Gramos, brutamontes
Mais duros de roer
Não tiram o chapéu nem mesmo pra foder
Quando acabo amor, jazem como mortos
Olhos sem cor, baços, cegos e tortos

Branca de neve
Pura sopeira
Sem nódoas no teu vestido
Ó branca de neve
Ave caseira
Vai assoar teu marido!

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