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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

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Ana Moura conquista crítica e público dos Estados Unidos



Ana Moura atuou segunda-feira em Nova Iorque, esgotando a sala da City Winery, em Manhattan, dando continuidade a uma digressão pelos Estados Unidos e Canadá, que tem conquistado o público e a crítica norte-americanos.


A digressão começou no dia 28 de fevereiro, em São Francisco, e vai terminar, 24 concertos depois, a 06 de Abril, em London, no Canadá.

 

Ana Moura está a apresentar o álbum "Desfado", disponível em Portugal desde novembro de 2012, e lançado internacionalmente no início do ano.

"Desfado" inclui várias colaborações, como a do pianista norte-americano de jazz Herbie Hanckock, e foi produzido, em Los Angeles, por Larry Klein, que estava na plateia do concerto de segunda-feira à noite, em Nova Iorque.

 

"Este é um concerto muito especial também por isso", disse Ana Moura à agência Lusa, antes de subir ao palco, explicando que Larry Klein "ainda não viu o novo disco ao vivo, será a primeira vez".

 

Em palco, as diferenças no som de Ana Moura materializam-se na presença de um baterista e de um pianista, e na explicação da artista, que se dirige ao público dizendo: "Este é um álbum diferente, no qual canto alguns temas tradicionais do norte de Portugal e experimento o jazz."

 

"Tive algum receio ao fazer este disco, porque é diferente do que tenho feito, mas, para mim, era o que fazia sentido e dava continuidade ao que estava a fazer nos últimos anos, com as diferentes colaborações", explicou à agência Lusa a fadista, que, neste álbum, grava três temas em inglês.

 

Ana Moura diz que, apesar das novidades, "a resposta [do público] tem sido fantástica".

 

Na noite de segunda-feira, as cerca de 400 pessoas que esgotaram a sala da City Winery - o palco da West Village que, hoje à noite, recebe Laurie Anderson e Lou Reed - pediram um encore da artista e aplaudiram-na de pé, por duas vezes. Na imprensa, os críticos têm elogiado a cantora portuguesa.

 

Começando na California, onde o Times Herald escreveu que "se Ana Moura tivesse visitado Alcatraz nos anos de 1930 e 40" os prisioneiros da famosa prisão nunca teriam fugido porque teriam ficado "hipnotizados", passando por Massachusetts, onde o Boston Globe escreve que Ana Moura "personifica, a um alto nível, a dualidade do fado moderno", e terminando em Nova Iorque, onde o New York Times considera a fadista "uma super-estrela distintamente global: elegante, expressiva e convictamente de mente aberta".

 

A cantora portuguesa atua quarta-feira em Washington, regressando alguns dias a Portugal, em meados de Abril, para continuar a digressão internacional logo de seguida, com datas já confirmadas no Reino Unido, Colômbia, México, Brasil, França, Bélgica, Luxemburgo, Holanda, Marrocos e Venezuela.

 

Retirado do Sapo Música

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