
Helder Moutinho edita 1987, um disco que ficará na história do fado
Algures por Alfama, durante anos, ouviu-se a voz de Helder Moutinho. Aquele recôndito lugar de Lisboa conhece-o bem e quem o frequenta também. Mas Moutinho é um cantor maior que Alfama e traz na voz a candura do nosso país.
"1987" é o disco que mostra que consolida toda a alma de fadista que o cantor têm em si.
Muito mais no que nos três discos anteriores, em "1987" percebe-se a pessoa que canta os fados nele inseridos.
Há mais de humano e mais história nas suas letras o que faz deste um dos melhores discos de fado da actualidade.
É interessante entender que o cantor, agora com 43 anos, está maduro e consciente tanto na escolha do reportório como na entrega necessária de cada canção.
Não há uma necessidade de se elevar em momentos incertos, mantendo assim o controlo certo de cada tema, e até de cada palavra.
Os poemas foram incrivelmente bem redigidos e têm a singeleza natural que o fado pede, percorrendo um pouco de todos os registos que existem dentro do próprio estilo.
“Já não te espero” é a letra de João Monge sobre o Fado Mayer que se estende por quase 13 minutos e que se ouve como se tivesse só dois.
A chefiar o álbum está “Venho de um Tempo”, a canção perfeita para ser primeiro single de um disco que tem tanto a oferecer ao fado e às gentes.
Talvez porque Moutinho esteja rodeado de grandes conhecedores, músicos e compositores de fado, este 1987 vem provar a todos que o ouvirem que Helder Moutinho não é o irmão do Camané.
É um artista sólido e competente em tudo comparável aos grandes nomes da praça pública do Fado.
Retirado do HardMúsica
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