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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

 

 

 

Letra

 

Eu tive sonhos em que vi
esses belos olhos negros.
E tudo o que eu vivi
contigo são segredos.

Vidros partidos, pratas usadas
o sol brilhava nestas ilhas
mas já não brilha não há magia
Polícia vem e ameaça
a criança brinca com a pistola
no bairro a sinagoga.
O fumo afoga toda a magoa
a raiva solta numa richa
o sangue esguicha.
A mente desconfia
o olhar fixa no vazio
como segredo a sangue frio.
A cada tiro de cada pistola
o céu retira-se, como um papiro que se enrola.
A vista universal chora
quando brilha, o sol da revolta
no fio da ponta e mola
Embriagados em notícias,
em imagens inéditas, apocalípticas.
Esquecer as coisas belas vividas
e chorar nas falésias místicas.

Quero sentir que todo o esforço não foi em vão
fugir do sangue espalhado no chão.
Quero fugir da arma, largar o drama
tentar limpar o karma, tocar a alma.
Eu quero abrir as portas da precessão,
e por um selo sobre o corte do meu coração.
Que o vento sopre, agora é hora da minha morte.

Eu tive sonhos em que vi
esses belos olhos negros.
E tudo o que eu vivi
contigo são segredos.

Sonhei que andei no meio
dos sete castiçais de ouro
Com doze criminosos
olhos como chamas de fogo.
Olhei ao céu de novo e vi as almas do povo
a serem elevadas ao som de palmas e trovoadas.
O filho da madrugada reaparece
o bem aventurado faz uma prece, por ti!
Sofres-te tanto, neste antro
dizes que canto abensuado pelo espirito santo.
Vivi, como o último dia morri pro mundo
longe do sangue e do mal
eu procurei o mais alto ideial
Nunca encontrei em templos
igrejas com monumentos, queria respostas.
Comi as hóstia, mas vomitei as orações faladas
como meras repetições vagas.
Mas não sentidas, chorei por dentro
curei as feridas com o meu sal
o mal, que me assombra é fatal.

Eu tive sonhos em que vi
esses belos olhos negros.
E tudo o que eu vivi
contigo são segredos.

O dia da morte é como oh juízo final
como um relâmpago, um armagedom pessoal.
Ouvi os canticos de salomão que me acordaram
desci as escadas até ao portal
.Alguém se esconde numa emboscada de madrugada
Sua cara de terror de uma rusga polícial.
Gatilhos que soltam em dias sombrios
balas falham alvos
quem atingem sem abrigos, sem motivos testemunhas.
PJ's sanguinários
faço uma oração nas ruas pelo pessoal que eu paro
na grande tribulação
estamos todos em delirio numa alucinação
eu ouço uma voz que grita, "alguém me ajude!"
a rua cheia de putos rudes
na confusão eu vejo um amigo meu abaixado agarrado a barriga
apanhado desprevenido por uma bala perdida
enquanto falava ao telefone com a sua amada querida.

Quero sentir que todo o esforço não foi em vão
fugir do sangue espalhado no chão.
Quero fugir da arma, largar o drama
tentar limpar o karma, tocar a alma.
Eu quero abrir as portas da precessão,
e por um selo sobre o corte do meu coração.
Que o vento sopre, agora é hora da minha morte

Eu tive sonhos em que vi
esses belos olhos negros.
E tudo o que eu vivi
contigo são segredos.

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