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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

 

 

letra

 

Quando o dia entardeceu
E o teu corpo tocou
Num recanto do meu
Uma dança acordou
E o sol apareceu
De gigante ficou
Num instante apagou
O sereno do céu

E a calma a aguardar lugar em mim
O desejo a contar segundo o fim.
Foi num ar que te deu
E o teu canto mudou
E o teu corpo do meu
Uma trança arrancou
O sangue arrefeceu
E o meu pé aterrou
Minha voz sussurrou
O meu sonho morreu

Dá-me o mar, o meu rio, minha calçada.
Dá-me o quarto vazio da minha casa
Vou deixar-te no fio da tua fala.
Sobre a pele que há em mim
Tu não sabes nada.

Quando o amor se acabou

E o meu corpo esqueceu o caminho onde andou

Nos recantos do teu

E o luar se apagou

E a noite emudeceu

O frio fundo do céu

Foi descendo e ficou

 

Mas a mágoa não mora mais em mim

Já passou, desgastei, p’ra lá do fim

É preciso partir

É o preço do amor

P’ra voltar a viver

Já nem sinto o sabor

A suor e pavor

Do teu colo a ferver

Do teu sangue de flor

Já não quero saber…

 

Dá-me o mar, o meu rio, a minha estrada,

O meu barco vazio na madrugada

Vou-te deixar-te no frio da tua fala

Na vertigem da voz quando enfim se cala.

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