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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

Alegria, Cristina Branco


CRISTINA BRANCO
ALEGRIA chega às lojas a 25 de Fevereiro

Concertos de apresentação a 5 de Abril no S. Luiz em Lisboa e a 7 de Abril na Casa da Música no Porto

 

A voz de Cristina Branco é uma voz nómada. Assim que se sente demasiado confortável, parte à procura de um novo poiso, uma nova pele. Quem diz pele diz novos contextos, novos significados musicais, novos desafios.

Neste novo disco, nascido de uma conversa com Gonçalo M. Tavares, Cristina Branco quis vestir a pele de doze personagens, ajustando o seu ser individual ao social, usando a música como escudo e como arma, celebrando o heroísmo que existe no anonimato, procurando respostas para os tempos conturbados que cruzamos. Essas personagens são os vizinhos do lado, os que moram mesmo dentro da nossa casa, os que habitam o nosso pensamento. Somos nós; doze personagens onde nos podemos rever continuamente. Ora pedidas de empréstimo (“Construção”, de Chico Buarque”, “Alice no país dos matraquilhos” de Sérgio Godinho e “Cherokee Louise”, de Joni Mitchell), ora inventadas por Cristina Branco e exploradas pela imaginação de quem aceitou a responsabilidade de lhes dar uma história.

Em Alegria, descobre-se quem é então a Deolinda (essa mesma); conta-se a história de Alice, nascida e crescida em berço frágil; descobre-se o lado feminino de Jeremias, o fora da lei, com “Branca Aurora”; dá-se de caras com um palhaço com a missão eterna de fazer rir e com a dor do operário nas palavras de Chico Buarque; conhece-se a história do amor forçado a emigrar de Carolina e de uma Louise rejeitada pela sociedade; chora-se o triste fado do homem desempregado e com filhos e o beco tóxico e sem saída da inocente Cândida; exalta-se Miriam como o Robin dos Bosques moderno e elogia-se o estoicismo do cidadão perante o duro confronto com a realidade; dá-se notícia da petição do Farias para dar nova oportunidade aos políticos.  Em resumo, redige-se um tratado acerca da condição humana e dos seus limites. Alegria é um desejo, espécie de apelo, de provocação, de paradoxo, uma tela em aberto.

André Gomes

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