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A Música Portuguesa

Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que não queira Trá-lo contigo também

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Festival Sete Sóis Sete Luas apresentado como «exemplo de boa prática cultural» no Parlamento Europeu

O Festival Sete Sóis e Sete Luas que decorre há mais de 20 anos em 11 países será apresentado como “exemplo de uma boa prática cultural” num encontro na quarta-feira com eurodeputados, em Bruxelas.


Em declarações à Lusa, Marco Abbondanza, diretor artístico do Festival, afirmou que a iniciativa de serem ouvidos em Bruxelas foi do eurodeputado Gianni Vattimo, e referiu que “já em 2009 o Festival foi ouvido pelo Parlamento Europeu, por iniciativa de Katerina Batzeli”.

“O Festival, funcionando em rede, fazendo parcerias, é exemplo de uma boa prática cultural”, disse Abbondanza.

 

Em 2012, o Festival recebeu 150.000 euros da União Europeia para dinamizar projetos musicais em 15 cidades europeias, mas o Sete Sóis Sete Luas ultrapassa as fronteiras europeias e apresenta-se também em Marrocos, Brasil e Cabo Verde.

 

“Somos um Festival do Sul”, disse o diretor, que sublinhou “a importância da dinâmica que [o certame] desenvolve nas cidades do Sul da Europa, com grande potencial cultural, especialmente no atual contexto económico-social”.

 

Marco Abbondanza afirmou-se preocupado com o próximo programa-quadro da União Europeia para o setor cultural, que “ao juntar diferentes programas de apoio pode trazer cortes”. “Para nós, e apesar de termos participado numa reunião em outubro passado em Bruxelas, ainda não se conhece uma verdadeira orientação do programa e estamos preocupados com possíveis cortes e uma redução na atenção da União [Europeia] na defesa do património material e imaterial europeu”, disse Marco Abbondanza.

 

Entre os elementos que integram esta delegação do Sete Sóis Sete Luas a Bruxelas está o presidente da Câmara de Ponte de Sor, a autarquia sede do Festival em Portugal, desde 1996.

 

Em declarações à Lusa, o autarca de Ponte de Sor, João Taveira Pinto, sublinhou a importância do Festival “pela possibilidade de apresentar os grupos e a cultura do concelho além fronteiras e a de dar ao público do concelho a possibilidade de ver espetáculos de outros países, nomeadamente da bacia do [mar] Mediterrâneo”. “Nós apresentamos grupos de Israel a custos mais baixos do que nos pedem grupos portugueses”, disse o autarca.

 

Taveira Pinto salientou “os custos controlados, em termos orçamentais, que o Festival permite”, além da “grande dinâmica que imprime ao concelho, trazendo gente de todo o distrito de Portalegre e parte do de Santarém”. O Festival Sete Sóis Sete Luas é responsável "por grande parte da animação cultural de Ponte de Sor de julho a setembro, anualmente”.

 

O Festival integra mais de 30 municípios de 11 países. Além de Portugal, integram a rede autarquias de Espanha, França, Itália, Croácia, Roménia, Grécia, Cabo Verde, Brasil e Israel. Constituem a rede portuguesa do Festival, Ponte de Sor, Castro Verde, Oeiras, Odemira, Alfândega da Fé, Reguengos de Monsaraz e Madalena na ilha do Pico.

 

"Como a música pode valer mais que as palavras", fecham a apresentação no Parlamento Europeu "dois estilos musicais declarados pela UNESCO como património imaterial da humanidade, interpretados pelos Tenores de Neoneli da Sardenha no 'Canto a Tenore' e o cantor andaluz Juan Pinilla pelo 'Flamenco'”.

 

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